Risco de Apagão no Brasil

A preocupação com um possível racionamento de energia motiva quedas acentuadas no preço das ações do setor elétrico na BM&FBovespa - a principal bolsa de valores brasileira. Portanto, toda vez que o nível dos reservatórios de nossas usinas hidrelétricas estiverem baixos, os investidores posicionados em papéis de empresas do setor podem preparar-se para uma queda das ações.

Além disso, políticas de racionamento adotadas em tais situações elevam os preços das tarifas de energia, pressionando a inflação no país. Por outro lado, quando o governo interfere, atuando ativamente para impedir o aumento das tarifas de energia, a margem de lucro das empresas do setor diminuem, pressionando para baixo a cotação de suas ações negociadas na bolsa de valores.

Notícias sobre o risco de apagão no Brasil

Acesse o link abaixo e veja todas as notícias sobre o Risco de Apagão no Brasil em 2013!

2013 Ações de elétricas caem com temor de possível racionamento 
Bovespa cai abaixo de 62 mil pontos e dólar vai a R$ 2,03 com baixa de elétricas
Incertezas com fornecimento de energia derrubam ações das elétricas

A crise de energia no Brasil

Em pouco mais de uma década o Brasil passou por três sérios episódios de crise de energia. No início de 2001 a população brasileira teve que adotar uma ampla e duradoura política de racionamento para evitar o risco de apagão. Em 10 de Novembro de 2009 não teve jeito; o apagão aconteceu e deixou às escuras nove estados, incluindo toda a região sudeste brasileira. No início de 2013, mais uma crise: reservatórios extremamente baixos em pleno verão - época de maior demanda energética.

Em todos esses episodios, a mesma figura central: Dilma Rousseff - em 2001 como Ministra de Minas e Energia, em 2008 como Ministra da Casa Civil e comandante do PAC, em 2013 como Presidente da República. Em todos esses episódios, o mesmo bode expiatório: a falta de chuvas - o vilão natural adequado para se culpar.  

Mas sabem por que falta energia quando falta chuva? Porque há erro de planejamento. E sabem por que há erro de planejamento? Porque falta investimento. 

A falta de chuvas e a má gestão do setor energético nacional fazem o país chegar a uma situação limite: o Brasil, de tempos em tempos, é obrigado a conviver com risco de racionamento ou mesmo de desabastecimento de energia elétrica e de gás. 

Quando chove pouco, as usinas hidrelétricas brasileiras geram menos energia do que são capazes, porque há pouca água disponível. Tanto em 2001 quanto em 2013, os reservatórios operaram em níveis baixíssimos — em torno de 30% do total. Para evitar apagões, as usinas termelétricas do país são ativadas e passam a operar em plena capacidade. Essas usinas podem ser movidas a gás, carvão ou óleo. Dos três, o gás é o insumo mais barato e mais limpo, mas sua oferta no Brasil é finita. Além do produto que vem do gasoduto Brasil-Bolívia, o país ainda importa gás liquefeito, mas a Petrobras, eventualmente, encontra dificuldades em importá-lo, sendo obrigada a tirar gás dos consumidores industriais para continuar abastecendo as térmicas.

O custo elétrico

A falta de chuvas deixou os reservatórios das usinas hidrelétricas em situação crítica, comparável àquela que levou ao apagão de 2001. Um novo episódio desse tipo, porém, é menos provável, pois desde então o país ampliou sua capacidade de geração termelétrica.

O problema maior, pelo menos até agora, não é o risco de racionamento, mas o encarecimento da conta de luz. A energia gerada pelas usinas térmicas - movidas a combustíveis como gás natural e óleo diesel, produtos escassos no Brasil e com preços em alta no mercado exterior - custa bem mais que a produzida nas hidrelétricas.

O aumento no custo de produção será inevitavelmente repassado ao consumidor, o que deve afetar a meta anunciada pelo governo federal de alcançar um desconto médio de 20% nas tarifas de energia a partir de fevereiro. Se a estiagem se prolongar, estima-se que cinco pontos percentuais da queda no preço sejam comprometidos.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a redução será mantida. É difícil discernir, no entanto, quem arcará com a alta no custo de produção. O impacto decorrente do uso das usinas térmicas já está em torno de R$ 1 bilhão.

Verdade que o acréscimo na conta é temporário, e o alívio contratado pelo governo é estrutural. Ainda assim, o custo proibitivo de manter as termelétricas operando na escala atual mostra que o sistema elétrico brasileiro tem fragilidades.

Para além do revés de curto prazo, o episódio reitera a falta de planejamento governamental, agravada neste caso pelas ligações da presidente Dilma Rousseff com o setor energético. Se o crescimento do PIB tivesse sido maior, a situação seria ainda mais grave.

Por importante que seja reduzir o custo da energia para favorecer a competitividade, não se pode buscar esse objetivo atropelando os atores envolvidos. A relação do governo se desgastou com as empresas e os Estados produtores.

Medidas atabalhoadas não contribuíram para melhorar o ambiente. Talvez pior, podem não ter garantido o melhor resultado em termos de queda dos preços da energia. Ao arbitrar o novo valor, o governo abriu mão da opção de deixar os contratos vencerem e fazer novas licitações competitivas.

O governo Dilma, sempre que pode, tem optado pelo curso intervencionista. Projetos de médio e longo prazo não andam: parques de geração eólica continuam parados por falta de linhas de transmissão, a cogeração a partir da biomassa da cana não avança.

O palavrório federal é inversamente proporcional à sua capacidade de mobilizar agentes privados para uma onda de investimentos, inclusive no setor energético.


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