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Diário do Dólar Comercial - Janeiro de 2014

A cotação do dólar comercial oscilou bastante no primeiro mês de 2014, fruto da expectativa de redução da liquidez global devido à diminuição do estímulo econômico do Federal Reserve, e da constante deterioração dos fundamentos da economia brasileira. 

Para tentar reverter esse quadro, o Banco Central do Brasil (BC) interviu permanentemente no mercado de câmbio em janeiro, ofertando quatro mil contratos de swaps cambiais tradicionais diariamente. 

A prática do swap cambial consiste em uma operação na qual a instituição vende títulos com juros próximos da taxa Selic e data de encerramento definida. A entidade recebe em troca o quanto o dólar valorizou no período de vigência do contrato. A lógica é estimular o investidor a não querer uma grande valorização da moeda estrangeira, para não ter prejuízo na transação.

Na prática, a operação promovida pelo BC equivale a uma venda futura de dólares, aumentando a liquidez da moeda norte-americana no mercado. No mês, foram vendidos milhares de contratos com vencimento em maio, setembro e dezembro. O BC também promoveu em janeiro dez leilões da linha de rolagem dos contratos cambiais com vencimento em fevereiro, mantendo mais dólar no mercado.

A constante presença do BC no câmbio tem levado o dólar a operar entre R$ 2,35 e R$ 2,40 desde o início do ano – um nível considerado interessante pelo mercado, uma vez que ajuda nas exportações brasileiras sem pressionar a inflação. Assim, o dólar trabalhou dentro desse nível ao longo de janeiro, indo a R$ 2,35 quando havia expectativa de entrada de recursos no país, e voltando para R$ 2,40 quando surgia uma notícia ruim.

O problema é que janeiro foi repleto de notícias desfavoráveis: ameaça de rebaixamento da nota de risco do Brasil pela Standard & Poor's, relatório amplamente depreciativo sobre a economia brasileira elaborado pela consultoria Pimco, dados positivos que apomtam para a recuperação consistente da economia norte-americana, dados negativos sobre a economia brasileira, crise cambial na Argentina, crise cambial na Turquia, redução mensal de US$ 10 bilhões de dólares no pacote de estímulos mensal à economia norte-americana promovido pelo Federal Reserve, aversão cada vez mais crescente dos investidores internacionais às economias de risco e/ou emergentes.

Assim, mesmo com um novo aumento da taxa básica de juros brasileira (acima da expectativa do mercado) e da forte e declarada intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, a cotação do dólar continuou subindo em janeiro, acumulando uma alta de 2,3% e fechando cotado em R$ 2,4124. Foi o quarto mês consecutivo de valorização do dólar comercial. O mercado de câmbio manteve sua estratégia de hedge cambial (proteção contra grandes variações no valor da moeda) em função do fluxo cambial cada vez mais negativo. 

No entanto, já não há tanto espaço para o dólar continuar subindo muito em relação ao real no curto prazo, o que diminui a expectativa de que o Banco Central brasileiro intensifique suas intervenções no câmbio. Apesar do fortalecimento do dólar ser um movimento global, a desvalorização do real ao longo dos últimos meses vem sendo mais intensa do que a da maioria de seus pares.

No curto prazo, uma nova valorização do dólar, se afastando da "zona de conforto" entre R$ 2,35 e R$ 2,40, ocorrerá apenas se os problemas fiscais domésticos se agravarem, piorando o produto Brasil aos olhos dos investidores internacionais. Um outro fator que exigiria um novo ajuste da política cambial seria uma cada vez mais improvável aceleração no processo de redução da política de estímulo econômico dos Estados Unidos, que reduziria bruscamente a oferta global de liquidez.

Gráfico do Dólar Comercial

Dólar Comercial Hoje

Gráfico Intraday

Dólar Comercial Histórico

Gráfico Histórico

31 de Janeiro de 2014

Dólar fecha último pregão de janeiro estável, mas acumula alta de 2,3% no mês

O dólar fechou praticamente estável nesta sexta-feira, com queda de 0,1%, a R$ 2,4124, em mais um dia de fuga de investidores de mercados emergentes, o que vem fazendo a moeda americana subir em relação ao real. No mês de janeiro, a moeda teve alta de 2,3%, completando o quarto mês seguido de valorização. 

A moeda passou parte do dia em alta, por conta do movimento de aversão ao risco que vem levando os investidores a apostarem no dólar. Mais tarde, no entanto, inverteu a trajetória com o fechamento da Ptax de janeiro, taxa calculada pelo Banco Central a partir da cotação do fim do mês e que é referência para diversos contratos que utilizam o dólar como indexador. A desvalorização acompanhou a redução da pressão sobre outras moedas emergentes que sofreram quedas expressivas nas últimas semanas. O dólar teve leves variações em relação ao rand sul-africano e também desacelerou a alta sobre o peso mexicano.

Nesta sexta-feira, o Banco Central também deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de até 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalentes a venda futura de dólares –, distribuídos entre 3 mil com vencimento em 1º de setembro e 1 mil para 1º de dezembro deste ano. A operação teve volume equivalente a US$ 197,6 milhões. Além disso, houve leilões de linha para rolagem de até US$ 2,3 bilhões.

30 de Janeiro de 2014

Dólar fecha em queda após três sessões consecutivas de alta

O dólar fechou em queda de 0,78%, para R$ 2,4147, nesta quinta-feira, depois de subir 1,5% na semana e o BC dos EUA reduzir em mais US$ 10 bilhões os estímulos mensais à economia. A queda do dólar ante o real acompanhou outras moedas que foram impulsionadas nas últimas sessões pela preocupação com mercados emergentes. Nesta quinta-feira, algumas das moedas mais impactadas pela turbulência internacional recuperaram terreno: o dólar caiu em relação ao rand sul-africano e ao peso mexicano.

No mercado brasileiro, o BC anunciou após o fechamento da sessão anterior a realização na sexta-feira de leilão de até US$ 2,3 bilhões com compromisso de recompra de linhas que vencem em fevereiro, o que ajuda a manter a liquidez doméstica. Também deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalentes a venda futura de dólares (todos com vencimento em 1º de setembro deste ano). A autoridade monetária também ofertou contratos para 1º de dezembro, mas não aceitou nenhuma proposta. A operação teve volume equivalente a US$ 197,9 milhões.

29 de Janeiro de 2014

Dólar fecha em alta impactado pela redução de estímulos nos EUA

O dólar subiu 0,30% nesta quarta-feira, cotado a R$ 2,4338, com investidores à espera de que o Federal Reserve (banco central norte-americano) reduzisse os estímulos à economia dos Estados Unidos – o que ocorreu perto do fechamento da moeda. Com mais uma elevação, o mercado aguardava o posicionamento do Banco Central brasileiro, para saber até que ponto a instituição permitirá o fortalecimento da divisa. No fim da tarde, o BC anunciou a rolagem de um total de R$ 2,3 bilhões na sexta-feira. Na máxima do dia, o dólar chegou a bater R$ 2,4509, com alta de pouco mais de 1%. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,5 bilhão.

O patamar de R$ 2,45 não era atingido durante o pregão desde agosto de 2013 e alimentou expectativas de que o BC brasileiro poderia atuar mais fortemente no câmbio, para evitar mais altas do dólar e retirar pressão sobre a inflação no país.

O mercado já esperava que o Fed definisse mais um corte de US$ 10 bilhões em seus estímulos mensais, para US$ 65 bilhões, o que reduz ainda mais a oferta global de liquidez, ou seja, a circulação de moeda. Mesmo assim, a redução de incentivos à economia americana ocorre em um momento de preocupações com a situação brasileira e também com o crescimento do mau humor mundial em relação aos mercados emergentes.

Para combater essa desconfiança e tentar frear a queda das moedas em relação ao dólar, os bancos centrais turco e sul-africano aumentaram as taxas de juros nesta terça e quarta-feira, respectivamente. A Turquia elevou suas principais taxas de juros de 7,75% para 12% e a África do Sul subiu de 5% para 5,5%, pela primeira vez em quase seis anos.

Nesta manhã, o BC deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Foram 2 mil contratos com vencimento em 1º de setembro e 2 mil em 1º de dezembro deste ano. A operação injetou o equivalente a US$ 197,2 milhões no mercado brasileiro.

28 de Janeiro de 2014

Dólar fecha estável após intervenção de bancos centrais de país emergentes

O dólar fechou perto da estabilidade nesta terça-feira, se mantendo acima de R$ 2,42 e no maior nível desde agosto. Nesta terça, bancos centrais de países emergentes fizeram intervenções no mercado para combater o ambiente de mau humor global. Também foram divulgados dados fracos nos Estados Unidos que alimentaram a aversão ao risco dos investidores. A moeda norte-americana fechou em alta de 0,02%, para R$ 2,4265.

As encomendas de bens duráveis dos Estados Unidos tiveram uma queda inesperada em dezembro, assim como uma medida de gastos empresariais planejados em bens de capital, o que pode lançar sombra sobre a perspectiva econômica do país. Os indicadores saíram um dia antes do desfecho da reunião do banco central norte-americano em meio a expectativa de que a redução gradual do programa de estímulos continuará. Após a divulgação dos dados, o dólar passou a reduzir queda ante o real, em movimento acompanhado pelos juros futuros.

Também ajudaram a amenizar as preocupações dos investidores a decisão do banco central da Índia de subir inesperadamente os juros para conter a inflação, afirmando que agora está melhor preparado para lidar com o risco de grandes saídas de capital. Por sua vez, a autoridade monetária da Turquia marcou reunião extraordinária para a noite desta terça-feira, o que também pode resultar em uma elevação de juros. Desde a semana passada, ativos de países em desenvolvimento têm sofrido intensa pressão diante de uma onda de desconfiança em relação a mercados emergentes. 

No mercado doméstico, o BC brasileiro deu continuidade às atuações diárias vendendo 4 mil swaps cambiais tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares – distribuídos entre 1,9 mil contatos com vencimento em 1º de setembro e 2,1 mil contratos com vencimento em 1º de dezembro deste ano. A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 197,2 milhões. O BC também fez nesta sessão a nona etapa da rolagem dos swaps que vencem em 3 de fevereiro, com oferta de até 20,55 mil contratos.

Segundo analistas, a volatilidade do câmbio deve continuar elevada no curto prazo, enquanto investidores aguardam a decisão do Federal Reserve sobre o futuro da política monetária dos Estados Unidos. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, além do Fed, a volatilidade no câmbio também está sendo causada pela perspectiva vista pelo mercado de uma acomodação do crescimento econômico chinês.

27 de Janeiro de 2014

Mercado antecipa decisão do Fed e dólar fecha novamente acima de R$ 2,40

O dólar fechou em alta de mais de um por cento nesta segunda-feira e ultrapassou R$ 2,40. A valorização da moeda ocorre por conta da compra de dólares por parte de investidores que buscam se proteger da decisão que o banco central dos Estados Unidos irá tomar, nesta semana, sobre o futuro do estímulo econômico norte-americano. Pesou ainda a aversão a risco sobre os mercados emergentes que tem afetado os mercados financeiros nos últimos dias. A moeda norte-americana subiu 1,17%, a R$ 2,426, a maior cotação desde 22 de agosto de 2013, quando o Banco Central anunciou o programa de intervenções diárias no câmbio e o dólar era negociado na casa dos R$ 2,43.

A preocupação do mercado continua sendo se resguardar da decisão do Fed. Investidores esperam que o Fed anuncie na quarta-feira mais um corte de US$ 10 bilhões no programa de compras mensais de títulos, reduzindo ainda mais a oferta global de liquidez. A incerteza em torno do efeito dessa decisão motivou, na semana passada, uma onda de mau humor global em relação a mercados emergentes, com consequente alta do dólar. Contudo, analistas afirmam que a perspectiva de que o Banco Central brasileiro possa intensificar as atuações de forma a evitar que o fortalecimento do dólar contamine a inflação tende a amortecer esse impacto.

Nesta segunda, a autoridade monetária continuou atuando e vendendo a oferta total de 4 mil swaps tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares – em 2,2 mil contratos com vencimento em 1º de setembro e 1,8 mil contratos com vencimento em 1º de dezembro deste ano. A operação teve volume equivalente a US$ 197,2 milhões. Além disso, o BC fez a oitava etapa da rolagem dos swaps que vencem em 3 de fevereiro, vendendo a oferta total de 25 mil swaps. Com isso, restam apenas cerca de 10% do lote total do mês que vem, equivalente a US$ 11,028 bilhões.

24 de Janeiro de 2014

Dólar recua e fecha abaixo do nível de R$ 2,40

O dólar fechou em baixa sobre o real nesta sexta-feira, voltando a ficar abaixo do patamar de R$ 2,40 atingido no dia anterior. A moeda norte-americana fechou em baixa de 0,19%, a R$ 2,398 na venda.

Na semana a moeda acumula alta de 2,21%. Em 2014, a alta acumulada é de 1,72%.

A divisa anulou a alta ante o real durante boa parte do dia nesta sexta-feira, após chegar a bater R$ 2,43, acompanhando o movimento visto em outros mercados emergentes. Com isso, ganharam força as avaliações de que o Banco Central brasileiro não iria aumentar suas intervenções no mercado cambial, a fim de evitar que eventuais valorizações da moeda norte-americana pudessem pressionar ainda mais a inflação. Na máxima do dia, o dólar chegou a subir cerca de 1,3%, a R$ 2,4335.

Os mercados cambiais nos países emergentes começaram o dia com forte aversão ao risco, levando o dólar a subir fortemente contra essas moedas. A preocupação tinha origem, entre  outros motivos, nas incertezas diante do processo de retirada do estímulo econômico dos Estados Unidos, que deve reduzir ainda mais a oferta de liquidez global. No entanto, ao longo da manhã, o avanço do dólar ante as parte das moedas emergentes perdeu força e passou a se concentrar nos mercados mais vulneráveis, como Turquia e Argentina. Na véspera, o peso argentino fechou em queda de 11% ante o dólar, maior declínio  diário desde a crise financeira de 2002 e, nesta sexta-feira, o governo anunciou que afrouxará os controles cambiais. Segundo analistas, exste a possibilidade de que os problemas cambiais na Argentina gerem algum impacto no Brasil, mas não devem ser o fator principal por trás dos próximos passos do real.

23 de Janeiro de 2014

Dólar fecha em forte alta e supera patamar de R$ 2,40 pela primeira vez em cinco meses

O dólar fechou em alta de mais de um por cento em relação ao real e ultrapassou R$ 2,40 pela primeira vez em cinco meses nesta quinta-feira, reagindo ao mau humor do mercado em relação ao Brasil e a outras economias emergentes depois de relatório negativo da Pimco, maior fundo voltado a investimentos nestes países. Em documento, a instituição criticou a política econômica brasileira. A moeda norte-americana subiu 1,27%, para R$ 2,4026. Este é o maior valor desde 22 de agosto, quando o Banco Central anunciou o programa de intervenções diárias no câmbio e o dólar era negociado na casa dos R$ 2,43. 

A nova alta foi um movimento global: a cesta de moedas de mercados emergentes vem perdendo valor. Investidores em mercados emergentes  estão mais cautelosos com o Brasil, especialmente devido ao recente fraco desempenho. O relatório da Pimco afirma que falta "ordem e progresso" ao Brasil, em alusão à bandeira brasileira. 

Antes do relatório da Pimco, contudo, o dólar já estava subindo. O movimento de alta do dólar começou, de maneira geral, com a abertura dos negócios nos EUA e está relacionado ao ajuste de operações no exterior. A ação do BC, que atua no câmbio para reduzir o preço da moeda americana, não evitou a alta. Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade ao programa de intervenção diária no mercado, vendendo a oferta total de 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalentes à venda futura de dólares (todos com vencimento em 1º de setembro de 2014). A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 197,8 milhões. A autoridade monetária também ofertou swaps para 2 de maio, mas não vendeu nenhum. O BC vendeu ainda uma oferta total de 25 mil swaps na sexta etapa da rolagem dos vencimentos em 3 de fevereiro. Com isso, já rolou quase 70% do lote total que vence no mês que vem, equivalente a US$ 11,028 bilhões.

Também influenciou na valorização do dólar nesta quinta-feira a expectativa de investidores de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, promova corte de US$ 10 bilhões no programa de compra de títulos na próxima semana, reduzindo ainda mais a oferta global de liquidez. Nesta quinta-feira, dados mostraram que a produção industrial norte-americana avançou, no quarto trimestre, no ritmo mais forte dos últimos 3 anos e meio, e a atividade fabril fechou o ano em tom mais robusto, sinalizando melhora na perspectiva econômica do país.

22 de Janeiro de 2014

Dólar registra nova alta e fecha acima de R$ 2,37

O dólar fechou novamente em alta nesta quarta-feira, negociado no patamar de R$ 2,37 ao fim de uma sessão marcada por poucas notícias, apesar da constante atuação do Banco Central. A moeda norte-americana avançou 0,47%, a R$ 2,3725 para a venda

Em uma sessão de poucas novidades, o Banco Central (BC) deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares. Foram 500 contratos com vencimento em 2 de maio e 3,5 mil swaps para 1º de setembro deste ano. A operação teve volume equivalente a US$ 198 milhões. Além disso, O BC fez nesta manhã a quinta etapa da rolagem dos swaps que vencem em 3 de fevereiro, vendendo a oferta total de 25 mil contratos. Com isso, a autoridade monetária já rolou cerca de 55% do lote total do próximo mês.

Enquanto isso, investidores continuavam sob a expectativa da próxima reunião do Federal Reserve, em 28 e 29 de janeiro, quando o banco central norte-americano pode anunciar mais um corte no programa de compras mensais de títulos, hoje em US$ 75 bilhões. A decisão reduziria ainda mais a liquidez global, sugerindo que o cenário de saídas de divisas do Brasil tenderia a continuar. Na semana passada, o fluxo cambial do país ficou negativo em US$ 677 milhões, acumulando no mês déficit de US$ 1,894 bilhão, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quarta.

21 de Janeiro de 2014

Dólar reverte tendência de baixa e fecha acima de R$ 2,36

O dólar fechou em alta nesta terça-feira e superou o nível de R$ 2,36, após a grande queda vista nas últimas sessões e com novos sinais de que o banco central dos Estados Unidos deve manter o ritmo de cortes no programa de compra de títulos neste mês. A moeda norte-americana subiu 0,99%, para R$ 2,3615 na venda. A alta ocorreu depois de o dólar atingir o menor nível em mais de um mês, desde 17 de dezembro – caindo 0,34%, valendo R$ 2,3383, na segunda-feira.

Depois que o dólar caiu abaixo de R$ 2,35, o mercado aproveitou a notícia para comprar. O nível de R$ 2,35 é apontado por analistas como um importante patamar de resistência, mas o dólar vem rompendo a barreira com frequencia neste ano.

O movimento de alta ocorreu a despeito da constante intervenção do Banco Central brasileiro no câmbio. Nesta sessão, o BC vendeu a oferta total de 4 mil swaps tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares – com vencimento em 1º de setembro deste ano, com volume financeiro equivalente à US$ 197,8 milhões. A autoridade monetária também ofertou swaps com vencimento em 2 de maio, mas não vendeu nenhum. Além disso, o BC fez a quarta etapa da rolagem dos contratos com vencimento em 3 de fevereiro, vendendo a oferta total de 25 mil swaps. Com isso, já rolou cerca de 45% do lote total do mês que vem, equivalente a US$ 11,028 bilhões.

Também influenciou a alta do dólar a possibilidade de o BC dos EUA fazer mais um corte nos estímulos à economia. Está prevalecendo no mercado internacional a notícia de que o Federal Reserve pode anunciar novo corte de US$ 10 bilhões no programa de compra de títulos na reunião de 28 e 29 de janeiro, reduzindo ainda mais a oferta de dinheiro nos mercados mundiais. A informação vem após dados fracos sobre o mercado de trabalho norte-americano levantarem dúvidas sobre a recuperação dos EUA e o futuro do estímulo monetário.

20 de Janeiro de 2014

Dólar fecha no menor nível em um mês após nova baixa

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira, voltando ao patamar de R$ 2,33, o menor em um mês, num dia sem a referência dos mercados americanos, fechados pelo feriado de Martin Luther King Jr. A moeda norte-americana recuou 0,34%, a R$ 2,3383 na venda.

A moeda reagiu às expectativas de entrada de capitais no Brasil diante da perspectiva de que os juros podem subir mais do que o esperado, além da constante atuação do Banco Central no câmbio. A moeda norte-americana ficou abaixo do nível de R$ 2,35, identificado por analistas como importante piso de resistência. Também foi o menor patamar de fechamento desde 17 de dezembro, quando ficou em R$ 2,3225.

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou na semana passada a Selic em 0,50 ponto percentual, a 10,50% ao ano, surpreendendo parte do mercado, que previa alta de 0,25 ponto. A Taxa Selic maior tem potencial para atrair mais investidores de fora em busca de mais ganhos financeiros, o que acabaria aumentando a entrada de dólares no país. O cenário mais otimista para o fluxo cambial brasileiro no curto prazo também continuou sendo influenciado pelos anúncios recentes de captações externas por empresas no Brasil. 

Ajudou ainda na queda do dólar desta sessão a intervenção diária do BC no câmbio. Nesta sessão, O BC deu continuidade às atuações, vendendo a oferta total de 4 mil swaps tradicionais – equivalentes a venda futura de dólares – com vencimento em 1º de setembro deste ano, com volume financeiro equivalente a US$ 198 milhões. A autoridade monetária também ofertou swaps com vencimento em 2 de maio, mas não vendeu nenhum. Além disso, o BC realizou a terceira etapa da rolagem dos swaps que vencem em 3 de fevereiro, vendendo a oferta total de 25 mil contratos com vencimento em 1º de agosto e 3 de novembro deste ano. Com isso, já rolou pouco mais de 30 por cento do lote total, equivalente a US$ 11,028 bilhões.

Durante os negócios, dados vindos da China, que confirmaram desaceleração no crescimento da segunda maior economia do mundo, embora num ritmo mais brando que o esperado, ganharam destaque na ausência de indicadores americanos. O PIB do país cresce 7,7%, mesma taxa de 2012.

17 de Janeiro de 2014

Dólar fecha em queda após nova intervenção do BC e perspectiva de entrada de recursos

O dólar fechou em queda em relação ao real nesta sexta-feira, ainda reagindo à constante intervenção do Banco Central e à perspectiva de entrada de moeda americana no curto prazo, ambas no sentido de reduzir o preço do dólar. A moeda norte-americana perdeu 0,82%, para R$ 2,3462 na venda.

Na segunda semana cheia de janeiro, o dólar acumulou queda de 0,79%. Desde o início de 2014, a redução é de 0,48%.

O BC manteve suas atuações diárias em busca de reduzir o preço do dólar e vendeu nesta sexta a oferta total de 4 mil swaps cambiais tradicionais – equivalentes à venda futura de dólares, o que tende a fazer o preço da moeda abaixar – com vencimento em 1º de setembro de 2014, em operação de US$ 197,9 milhões. A autoridade monetária ofertou também contratos com vencimento em 2 de maio, mas não vendeu nenhum. Além disso, houve a oferta integral de 25 mil swaps na segunda etapa de rolagem dos contratos que vencem em 3 de fevereiro. Com isso, já rolou pouco mais de 20% do lote total, equivalente a US$ 11,028 bilhões.

Também continua contribuindo para a queda do dólar a perspectiva de entrada de recursos na economia brasileira, com captações no exterior de empresas como Petrobras , BNDES, Santander Brasil e Braskem.

16 de Janeiro de 2014

Dólar fecha em alta pelo terceiro pregão consecutivo mesmo após novo aumento da taxa selic

O dólar fechou em alta ante o real nesta quinta-feira pelo 3º pregão consecutivo, influenciado por operações de saída de recursos do Brasil, apesar de o aumento dos juros anunciado pelo Banco Central na véspera vir acima do que parte do mercado esperava. A moeda norte-americana encerrou o dia com valorização de 0,35%, a R$ 2,3657 na venda

Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, por um novo aumento da Taxa Selic em 0,50 ponto percentual, para 10,50% ao ano. Chamou a atenção no comunicado do BC de quem acompanhou a decisão sobre a taxa básica de juro o acréscimo da expressão "neste momento", em referência à magnitude do aumento. Para profissionais do mercado, é um sinal de que o Copom pode, dependendo do comportamento da inflação, promover uma elevação menor, de 0,25 ponto, em seu próximo encontro, em fevereiro.

O avanço da divisa dos EUA acompanhava o arrefecimento das dúvidas a respeito da recuperação da economia norte-americana, depois de uma série de dados positivos divulgados nesta semana. Os números sugerem que o Federal Reserve, banco central do país, tem margem para reduzir seu estímulo mais rapidamente do que o previsto, enxugando a oferta global de liquidez. O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada recuou pela segunda semana seguida, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. O resultado somou-se às evidências de que a desaceleração do mercado de trabalho vista em dezembro deve ser temporária.

No mercado de câmbio brasileiro, a constante atuação do BC brasileiro ajudou a limitar a alta do dólar. A autoridade monetária vendeu a oferta total de 1 mil contratos de swap cambial com vencimento em 2 de maio e 3 mil contratos com vencimento em 1º de setembro deste ano. O leilão teve volume financeiro equivalente a US$ 198,3 milhões. Além disso, o BC deu início a rolagem dos swaps que vencem em fevereiro, vendendo a oferta total de 25 mil contratos. Com isso, rolou cerca de 11% do lote total, equivalente a US$ 11,028 bilhões.

15 de Janeiro de 2014

Dólar fecha novamente em alta com dados positivos sobre a economia dos Estados Unidos

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira por conta das boas notícias nos EUA, que alimentam a expectativa de que o Federal Reserve reduza mais rapidamente os estímulos à economia. A intervenção do Banco Central brasileiro para reduzir o preço da moeda e a expectativa de entradas de recursos no país por meio da captação de dinheiro por parte das empresas não evitaram a alta. A cotação da moeda norte-americana subiu 0,06%, para R$ 2,3574.

O dólar caiu em relação ao real desde cedo, mas as notícias vindas dos EUA fizeram a moeda fechar em leve alta. Os preços ao produtor nos EUA registraram o maior aumento em seis meses em dezembro, levantando a possibilidade de que a redução das compras de títulos do Federal Reserve seja acelerada, reduzindo ainda mais a oferta global de liquidez.

Pela manhã, a intervenção do BC e a possibilidade de mais entradas de moeda na economia brasileira com a busca de financiamento para empresas chegou a desvalorizar a moeda abaixo de R$ 2,35 durante a manhã. A retomada das captações internacionais teve mais um capítulo, com o anúncio de que o Conselho de Administração do Santander Brasil aprovou emissão no exterior de notes equivalentes a R$ 6 bilhões. Na segunda-feira, o BNDES lançou bônus de 650 milhões de euros e, na semana passada, a Petrobras precificou emissões de 3,05 bilhões de euros e 600 milhões de libras. As captações alimentaram a expectativa de entrada de recursos na economia brasileira, após o fluxo cambial doméstico registrar no ano passado o pior resultado em mais de uma década.

O BC também deu continuidade às intervenções diárias para reduzir o valor do dólar, vendendo a oferta total de 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalentes a venda futura de dólares – com vencimento em 1º de setembro. Já os swaps com vencimento em 2 de maio, que também foram ofertados, não foram vendidos. A operação teve volume equivalente a US$ 197,9 milhões.

14 de Janeiro de 2014

Dólar fecha pregão marcado por baixo volume de negócios com leve alta

O dólar fechou em alta nesta terça-feira, encerrando o dia com valorização de 0,22%, cotado a R$ 2,3561 na venda.

giro financeiro foi baixo, em torno de US$ 900 milhões, abaixo da média diária da semana anterior, de US$ 1,3 bilhão.

A divisa norte-americana chegou a recuar em alguns momentos do pregão, mas, segundo analistas, a alta do dólar é explicada por movimento de ajuste após a queda de quase dois por cento das duas sessões anteriores. O mercado está considerando R$ 2,35 como um nível de suporte e tornou-se comprador quando a cotação do dólar atingiu esse patamar.

13 de Janeiro de 2014

Dólar fecha em queda e atinge menor cotação do ano

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira e, pela primeira vez no ano, ficou na casa de R$ 2,35. A desvalorização também foi influenciada pelo Banco Central, que anunciou uma nova intervenção para ajudar na queda, e pela expectativa de que a redução dos estímulos à economia dos Estados Unidos, que diminuiria a circulação de dólares no mercado, continuará sendo gradual. A moeda norte-americana caiu 0,6%, cotado a R$ 2,3509 – a menor cotação de 2014.

O dólar abriu os negócios em queda ante o real, com os investidores reagindo à decisão do BC de iniciar na próxima quinta-feira o processo de rolagem dos swaps que vencem em 3 de fevereiro, no valor equivalente a US$ 11,028 bilhões. A operação funciona como uma espécie de venda de dólares no mercado futuro e ajuda na queda da moeda. Num contexto de dados fracos sobre o mercado de trabalho norte-americano, a decisão do BC de começar a rolar os vencimentos em fevereiro levou o mercado a comprar um pouco de real. O BC também deu continuidade às rações diárias, vendendo a oferta total de 4 mil swaps tradicionais com vencimento em 02 de maio de 2014. A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 199,2 milhões.

O dólar caiu também em relação a outras moedas de perfil semelhante ao real, ainda reagindo à expectativa de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, continuará reduzindo gradualmente seu programa de compra de títulos, que estimula a economia local.

10 de Janeiro de 2014

Dólar fecha em queda após quatro altas consecutivas

Após quatro dias de ganhos, o dólar fechou em baixa nesta sexta-feira, influenciado por dados sobre a geração de emprego nos Estados Unidos abaixo do esperado pelos mercados. A moeda norte-americana teve queda de 1,36% e terminou valendo R$ 2,365. Foi a maior queda registrada no fechamento desde 06 de dezembro de 2013, quando o dólar perdeu 1,37%. Também foi o suficiente para anular a alta de quase um por cento acumulada nos últimos quatro pregões.

Na primeira semana cheia de janeiro, o dólar acumulou uma queda de 0,37%. No ano, a moeda norte-americana acumula uma alta de 0,32%.

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira que foram criadas apenas 74 mil novas vagas fora do setor agrícola no mês passado, o menor aumento desde janeiro de 2011. Já a taxa de desemprego diminuiu em 0,3 ponto percentual, para 6,7%. Os dados sobre o mercado de trabalho norte-americano vieram piores do que as expectativas, o que poderia tornar mais lenta a retirada gradual de estímulos à economia, que estão sendo realizados pelo banco central dos EUA.

09 de Janeiro de 2014

Pessimismo com os efeitos do fim da política de estímulos econômicos do Fed levam à quarta alta consecutiva da cotação do dólar

O dólar fechou mais uma vez em alta frente ao real nesta quinta-feira, mas terminou a sessão abaixo da marca de R$ 2,40, com investidores temerosos de que a redução do programa de estímulos nos Estados Unidos pode ganhar força e, assim, limitar ainda mais a liquidez internacional. A moeda norte-americana terminou o dia vendida a R$ 2,3975, com valorização de 0,33%, na maior cotação desde 22 de agosto de 2013, quando fechou a R$ 2,432. Na máxima da sessão, a divisa chegou a bater R$ 2,4042.

A nova alta aconteceu após a divulgação da ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que ocorreu perto do fechamento dos negócios de quarta-feira. O documento, que apontou que o Fed está confiante na queda do desemprego, também impulsionou a cotação do dólar no exterior. O mercado ainda aguarda a divulgação do relatório de emprego da maior economia do mundo na sexta-feira porém, diante de sinais prévios de melhora, cresceu a expectativa sobre os próximos passos do Fed.

Nesta quinta-feira, o Banco Central vendeu os 4 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão. A operação movimentou US$ 199,2 milhões. A intervenção do BC tem sido vista pelos agentes de mercado como a principal âncora para evitar uma nova disparada do dólar. Mas, com as dúvidas sobre a estratégia do Fed de reduzir os estímulos monetários nos EUA de forma moderada num cenário de economia em fortalecimento, investidores preveem um aumento da volatilidade cambial nos próximos meses, o que poderia levar a autoridade monetária brasileira a intensificar as ofertas de swap cambial.

08 de Janeiro de 2014

Dólar fecha em alta pelo terceiro pregão consecutivo embalado por fortalecimento da economia norte-americana e por anúncio de fluxo cambial negativo no Brasil em 2013

O dólar fechou em alta ante o real nesta quarta-feira, após dados positivos sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos levantarem a possibilidade de aceleração no processo de retirada do estímulo econômico do país, o que limitaria a liquidez internacional. A moeda norte-americana encerrou o dia com avanço de 0,47%, a R$ 2,3897 para a venda.

O setor privado dos EUA abriu mais postos de trabalho do que o esperado em dezembro, no maior aumento em 13 meses. Durante o dia, os investidores também aguardaram a publicação da ata do Federal Reserve, banco central norte-americano, após o encerramento dessa sessão, em busca de mais sinais sobre o futuro da política norte-americana. Pelo documento, o Fed mostrou que muitos integrantes defenderam proceder com cautela na redução das compras de títulos, e a maioria quis destacar que novas reduções não estão em trajetória definida.

O BC informou nesta quarta que, pela primeira vez em cinco anos, saíram mais dólares do que entraram no Brasil no período de um ano. O chamado fluxo cambial ficou negativo em US$ 12,26 bilhões em 2013. O número sinaliza que as saídas de recursos devem continuar, o que pode colocar mais pressão sobre a cotação do dólar em relação ao real. Nesta sessão, o BC deu continuidade às intervenções diárias no mercado de câmbio vendendo a oferta total de 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalente a venda futura de dólares. A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 199,2 milhões.

07 de Janeiro de 2014

Risco de rebaixamento da nota de risco do Brasil pela Standard & Poor's comanda nova alta do dólar

O dólar fechou em alta ante o real nesta terça-feira, após a agência de risco Standard & Poor's falar sobre rebaixar a classificação de crédito do Brasil, trazendo de volta a preocupação com a atratividade do país aos investidores – o que tende a ser influenciado pela nota de risco. A moeda norte-americana subiu 0,08%, para R$ 2,3785 na venda.

O dólar havia passado a maior parte do dia em queda, mas a trajetória se inverteu após a divulgação das declarações sobre a nota do país. Segundo Joydeep Mukherji, analista da Standard&Poor's, "a perspectiva da nota do Brasil, que foi colocada como negativa em junho do ano passado, é de longo prazo e o rebaixamento depende de determinadas circuntâncias". Mais cedo, a moeda norte-americana registrava quedas mais acentuadas, reagindo à confirmação de Janet Yellen para liderar o Federal Reserve. O mercado avalia que Janet Yellen favorece uma postura mais expansionista do Fed, alimentando expectativas de que a redução da política de estímulos à economia americana continuará ocorrendo por meio de cortes leves.

Nesta manhã, o Banco Central brasileiro deu continuidade às intervenções diárias na cotação do dólar vendendo a oferta total de 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalentes a venda futura de dólares – com vencimento em 02 de maio de 2014. A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 199,2 milhões.

06 de Janeiro de 2014

Incertezas sobre a política de gastos públicos do Brasil fazem dólar fechar em alta

O dólar fechou em alta em relação ao real nesta segunda-feira, com preocupações sobre a situação fiscal brasileira por conta de gastos muito elevados, o que pode levar investidores a saírem no país. A moeda norte-americana subiu 0,12%, cotado a R$ 2,3767 para venda.

Há um clima de ansiedade no mercado de câmbio brasileiro. De um modo geral, investidores temem que as contas públicas domésticas continuem a se deteriorar, possivelmente motivando o rebaixamento da classificação de risco brasileiro e afugentando capitais atualmente aplicados no país. Tudo isso pode se agravar por conta do início da retirada do estímulo monetário dos Estados Unidos, que deve fazer com que menos dinheiro esteja disponível para investir em países emergentes.

O fortalecimento da divisa norte-americana vem ocorrendo mesmo com a constante intervenção do Banco Central (BC) brasileiro. Nesta manhã, o BC continuou com as atuações diárias, vendendo a oferta total de 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalente a venda futura de dólares. A operação teve volume equivalente a US$ 199,1 milhões.

03 de Janeiro de 2014

Dólar fecha sessão de baixo volume e poucas novidades em queda

O dólar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira, após a forte alta da quinta-feira e no dia do anúncio de que o governo central cumpriu a meta de superávit primário para 2013. A moeda norte-americana perdeu 0,73%, cotado a R$ 2,3739 na venda. A sessão desta sexta-feira teve baixo volume de negociações, típico dos primeiros dias do ano, uma vez que muitos operadores estão afastados das mesas.

No início da tarde, Mantega anunciou que o governo central – composto pelo Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central – registrou superávit primário de cerca de R$ 75 bilhões, pouco acima da meta para 2013, de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, a informação não gerou grandes movimentações no mercado, uma vez que veio em linha com as expectativas dos investidores.

Nesta manhã o Banco Central deu continuidade a seu programa de intervenções diárias com a venda da oferta total de 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalentes a venda futura de dólares – com vencimento em maio e volume financeiro equivalente a US$ 199 milhões.

02 de Janeiro de 2014

Dólar sobe e chega a R$ 2,39 no primeiro pregão de 2014

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira, o primeiro dia de negociação de 2014, e alcançou o maior nível desde agosto de 2013. A moeda norte-americana subiu 1,43%, fechando cotada a R$ 2,3913. O valor de fechamento foi o maior desde 22 de agosto de 2013, quando a moeda fechou valendo R$ 2,4320.

O primeiro dia útil de 2014 teve menor atuação do Banco Central (BC) no mercado de câmbio na nova fase do programa de intervenções diárias, o que reduziu o freio à valorização. Além disso, a alta foi exacerbada pelo baixo volume de negociações, decorrente das festas de fim de ano. Muitos operadores ainda estavam afastados das mesas de câmbio no primeiro pregão de 2014.

O BC vendeu nesta manhã a oferta total de 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalentes a venda futura de dólares – com vencimento em 02 de maio de 2014, dando continuidade às atuações diárias. O leilão teve volume financeiro equivalente a R$ 199 milhões. Foi a primeira operação nos novos moldes do programa de rações diárias, que reduziu em cerca de dois terços a oferta de hedge cambial. No ano passado, o BC ofertava 10 mil contratos por dia nas ofertas de swap cambial tradicional de segunda a quinta-feira, e realizava também leilões às sextas-feiras de dólares com compromisso de recompra.

Cotação diária do dólar comercial em janeiro

Data Compra Venda Variação Variação (%)
31/01/14 2,4114 2,4124 (0,0023) -0,10%
30/01/14 2,4140 2,4147 (0,0191) -0,79%
29/01/14 2,4324 2,4338 0,0073  0,30%
28/01/14 2,4256 2,4265 0,0005  0,02%
27/01/14 2,4240 2,4260 0,0280  1,17%
24/01/14 2,3973 2,3980 (0,0046) -0,19%
23/01/14 2,4019 2,4026 0,0301  1,27%
22/01/14 2,3710 2,3725 0,0110  0,47%
21/01/14 2,3600 2,3615 0,0232  0,99%
20/01/14 2,3372 2,3383 (0,0079) -0,34%
17/01/14 2,3455 2,3462 (0,0195) -0,82%
16/01/14 2,3652 2,3657 0,0083  0,35%
15/01/14 2,3565 2,3574 0,0013  0,06%
14/01/14 2,3551 2,3561 0,0052  0,22%
13/01/14 2,3500 2,3509 (0,0141) -0,60%
09/01/14 2,3965 2,3975 0,0078  0,33%
08/01/14 2,3886 2,3897 0,0112  0,47%
07/01/14 2,3765 2,3785 0,0018  0,08%
06/01/14 2,3760 2,3767 0,0028  0,12%
03/01/14 2,3730 2,3739 (0,0174) -0,73%
02/01/14 2,3904 2,3913 0,0338  1,43%
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