Goldman Sachs: instabilidades criam caminho para petróleo a US$ 50 no fim do ano

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A atual mudança de tom do mercado de petróleo continua a pregar surpresas nos investidores, com preços baixos provocando interrupções da produção na Nigéria, aumento de produção no Irã e uma demanda mundial mais forte, aponta relatório do Goldman Sachs.

Com cada uma dessas mudanças, consideradas significativas pelo banco americano, o mercado acabou passando de uma situação de excesso de estoques para um ambiente de déficit mais cedo do que o esperado. Segundo o texto, esse quadro de volatilidade dos fundamentos puxou as projeções de preço para o segundo trimestre do WTI para US$ 45 o barril e para US$ 50 no segundo semestre.

Ainda assim, o Goldman espera um declínio mais gradual nos estoques nos últimos seis meses do ano que tende a pressionar os preços do barril, acompanhado em seguida de um retorno do volume excedente no início do ano que vem de países como Irã e Iraque, com avanço também da produção de baixo custo. A previsão da casa para 2017 é de que os preços recuem para os US$ 45 barril e atinjam os US$ 60 apenas no quarto trimestre do mesmo ano.

Os analistas Damien Courvalin, Jeffrey Currie, Abhisek Banerjee e Raquel Ohana lembram que embora o reequilíbrio dos preços da matéria-prima tenha iniciado uma trajetória de alta, há também um desequilíbrio estrutural no mercado. Para eles, a indústria ainda deverá ajustar mais os preços e eventualmente levá-los aos US$ 60 o barril.

Por fim, o banco vê bastante pressão sobre o petróleo com a manutenção do ritmo de produção de grandes produtores como Arábia Saudita, Kuwait, Irã, Emirados Árabes Unidos e Rússia.

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