Taxa básica de juros em 14,25% ao ano mantém a Caderneta de Poupança pouco atrativa para o investidor

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Na última quarta-feira, 20 de Abril de 2016, o Banco Central (BC) deixou de aumentar, pela terceira vez no ano, os juros básicos da economia brasileira. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic em 14,25% ao ano. Tal decisão, mantem a aplicação em Caderneta de Poupança como uma opção desvantajosa se comparada a outros tipos de investimento em renda fixa, também considerados bastante seguros.

Com a Taxa Selic mantida no patamar atual, o investimento em Caderneta de Poupança continua rendendo em seu potencial máximo. De acordo com a nova regra da Caderneta de Poupança definida em 2012, esse tipo de investimento rende menos quando a Taxa Selic estiver igual ou inferior a 8,50% ao ano. Nesse caso, a Caderneta de Poupança renderia apenas 70% do valor anual da Taxa Selic, acrescida da Taxa de Referência (TR). Como a Taxa Selic foi estipulada em 14,25% ao ano na última reunião do Copom, o rendimento da Caderneta de Poupança continua sendo o tradicional: 6,17% ao ano acrescido de TR.

Por outro lado, investimentos cuja rentabilidade acompanha a elevação da Taxa Selic tornam-se mais vantajosos que a Caderneta de Poupança a cada aumento dos juros básicos promovidos pelo Banco Central. É o caso do Certificado de Depósito Bancário (CDB) com taxa de rentabilidade pós-fixada, dos Fundos de Investimento de Depósito Interbancário (DI) e da Letra Financeira do Tesouro (LFT).

Para ser mais rentável do que a Caderneta de Poupança, independentemente do prazo da aplicação, os CDBs oferecidos pelos bancos devem pagar, ao menos, 70% da Taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que costuma ter valor semelhante à Taxa Selic. Caso a instituição financeira ofereça remunerações menores, a caderneta tende a compensar mais.

Fundos de Investimento DI, que tenham rendimento de 100% sobre a Taxa CDI, podem deixar de ser mais vantajosos do que a Caderneta de Poupança caso as taxas de administração cobradas pela instituição financeira na aplicação sejam maiores do que 4,0% ao ano. Ainda que essa taxa já seja considerada alta, existem fundos que cobram taxas ainda maiores e conseguem render menos do que a poupança.

Já as Letras Financeiras do Tesouro (Tesouro Selic) são mais rentáveis do que a Caderneta de Poupança em qualquer prazo, mesmo no caso em que o valor da taxa de administração cobrada pelas instituições financeiras atinja 3,9% ao ano. O percentual máximo de encargos permitido na compra de títulos públicos federais via Tesouro Direto é de 2,0% ao ano. É importante salientar que algumas corretoras podem isentar investidores da taxa de administração ou cobrar valores menores que dois por cento. Atualmente, a maioria das instituições financeiras cobra até 0,5% pelo investimento. Além disso, a aplicação em títulos públicos federais através do programa Tesouro Direto tem um custo fixo de 0,30% ao ano, cobrado pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

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