Ibovespa sobe 1,5% com Dilma no Senado e EUA; dólar volta aos R$ 3,23

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Com a ajuda do bom humor do mercado americano e dos desdobramentos da defesa da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, o Índice Bovespa fechou com avanços de 1,55%, para 58.610 pontos. O volume financeiro do pregão totalizou R$ 5,3 bilhões, bem abaixo da média diária anual de R$ 7 bilhões.

Puxaram a bolsa brasileira para cima os ganhos das ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), 1,76%, Bradesco PN (BOV:BBDC4), 1,82%, as ordinárias (ON, com voto) do Banco do Brasil (BOV:BBAS3), 4,02%, e as units (recibos de ações) do Santander (BOV:SANB11), 2,26%. Ambev ON (BOV:ABEV3), papel com segundo maior peso no Ibovespa, subiu 0,26%.

Petrobras PN (BOV:PETR4) fechou em alta, de 2,55%, enquanto o ON (BOV:PETR3) ganhou 1,54%. Vale ON (BOV:VALE3) ganhou 2,20% e o papel PNA (BOV:VALE5), 2,39%.

Weg avança quase 5% e Usiminas perde 4%

Os melhores desempenhos do Ibovespa no dia, sem contar BB, ficaram com Weg ON (BOV:WEGE3), 4,86%, Cesp PNB (BOV:CESP6), 4,74%, Bradespar PN (BOV:BRAP4), 3,86%, e Ecorodovias ON (BOV:ECOR3), 3,31%. Na ponta negativa, apenas oito papéis entre os 59 do Ibovespa fecharam em queda. As piores baixas do índice foram de Usiminas PNA (BOV:USIM5), 4,19%, Multiplan ON (BOV:MULT3), 1,39%, Pão de Açúcar PN (BOV:PCAR4), 0,69%, e BM&FBovespa ON (BOV:BVMF3), 0,61%.

EUA sobem e Europa cai; petróleo mantém recuo

Nos Estados Unidos, o Dow Jones ganhou 0,58%, o S&P 500, 0,52%, e o índice da Nasdaq, 0,26%. Por lá, o indicador da atividade da manufatura, medido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Dallas, piorou de -1,3 para -6,2 em agosto, bem menos que os esperados -3,9.

Além disso, o índice de preços dos gastos com consumo pessoal do país (PCE, na sigla em inglês) permaneceu estável em julho, após leve alta de 0,1% em junho. Os gastos dos americanos cresceram 0,3% em julho, em linha com o esperado pelos analistas.

Na contramão, na Europa, o Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, marcou queda de 0,39%, assim como o alemão DAX, 0,41%, e o francês CAC, 0,40%. Já o britânico Financial Times permaneceu fechado hoje por conta do feriado bancário de verão.

Mondelez desiste da compra da Herhey

Após ter sua nova proposta rejeitada, a gigante americana de chocolates Mondelez desistiu da oferta para comprar a concorrente Hershey. A proposta, que segundo agências internacionais chegaria US$ 23 bilhões criaria a maior fabricante de chocolates do mundo.  A Hershey no Brasil é dona da marca Visconti e do bombom Kisses. Já a Mondelez é dona da Lacta, dos bombons Sonho de Valsa e das marcas Bis, Chiclets e Trident.

Petróleo fecha em baixa

As commodities mantiveram as tendências registradas pela manhã e o petróleo WTI, negociado em Nova York, perdeu 1,41%, para US$ 46,97, acompanhado pelo barril do tipo Brent, de Londres, 1,36%, para US$ 49,24.

Juros longos caem e dólar volta aos R$ 3,23

Os juros futuros válidos até janeiro de 2017 subiram de 14% ao ano para 14,02%, assim como para 2018, de 12,77% para 12,79%. Já as taxas dos contratos com vencimento no início de 2021 caíram de 12,15% para 12,09%. Pela manhã, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) informaram aguardar uma manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta semana.

Ignorando mais uma vez os esforços do BC em leilão de 10 mil contratos de swap cambial reverso, de US$ 500 milhões, o dólar comercial caiu 1,13%, para R$ 3,23, no mesmo sentido que o dólar turismo, 1,03%, a R$ 3,37.

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