Ibovespa sobe 1,74% e volta aos 59 mil pontos após Fed; dólar cai abaixo de R$ 3,20

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Dia positivo no mercado de ações brasileiro e internacional após a decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) de manter os juros americanos entre 0,25% e 0,50% e prever crescimento mais modesto da economia dos EUA, indicando altas mais suaves de juros no futuro. Os principais papéis negociados no Índice Bovespa subiam nessa quinta-feira, com destaque para bancos e empresas relacionadas às commodities. Às 10h57, o Ibovespa operava em alta de 1,74%, aos 59,378,97 pontos.

Das principais altas do índice, destaque para as units (recibos de ações) do Santander (BOV:SANB11), que subiam 3,12%. Alta também para as ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco (BOV:ITUB4) 2,16% e do Bradesco (BOV:BBDC4), que subiam 1,79%. Preferenciais da série A (PNA, sem voto) da Usiminas (BOV:USIM5) subiam 2,74% e Petrobras PN (BOV:PETR4) registrava alta de 2,42%, enquanto a ordinária (ON, com voto) (BOV:PETR3) ganhava 2,15. CSN ON (BOV:CSNA3) subia 2,48%. A maior alta do Ibovespa entretanto era das ações ordinárias da Kroton (BOV:KROT3), que batiam alta de 4%.

O otimismo do mercado é reflexo das decisões do Federal Reserve de ontem de manter os juros americanos no intervalo atual de 0,25% a 0,50%, com viés de alta para dezembro.

Somente três ações da carteira do Ibovespa recuavam nessa quinta-feira. Fibria ON (BOV:FIBR3) caía 0,73%, enquanto Suzano PNA (BOV:SUZB5) caía 0,63% e Localiza ON (BOV:RENT3) caía 0,45%.

Fed puxa alta de mercados estrangeiros

No exterior, os mercados repercutem a decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) de manter a taxa de juros americanas. Apesar de reforçar a expectativa de alta dos juros ainda este ano e projetar mais duas altas no ano que vem, o tom do comunicado, destacando o menor crescimento da economia, acalmou os investidores, indicando que a subida dos juros será gradual. Em Londres, o Financial Times subia 1,39%. O índice alemão DAX registrava alta de 2,24% e o francês CAC subia 2,40%. O Stoxx 50 tinha alta expressiva de 2,42% na manhã dessa quinta-feira.

Nos Estados Unidos, as decisões do Fed também impactavam o mercado e o índice Dow Jones abriu em alta de 0,70%. O S&P 500 subia 0,67% e o Nasdaq registrava alta de 0,61%.

No mercado de commodities, o Petróleo WTI subia 2,32%, negociado a R$ 46,39. O Brent, negociado em Londres, subia 1,90%, para R$ 47,72 o barril.

Dólar vai abaixo dos R$ 3,20 e juros caem com IPCA-15

No câmbio, o dólar comercial caía 0,31% na abertura do mercado, cotado abaixo dos R$ 3,20. A moeda americana chegou a atingir a marca dos R$ 3,18, mas subiu um pouco e era negociada a R$ 3,197. O dólar turismo acompanhava o ritmo e caía 1,17%, a R$ 3,35.

Os juros futuros com vencimento em janeiro de 2017 caíam 0,40%, passando de 13,890% para 13,835%. Os contratos de DI com vencimento em janeiro 2018 recuavam 0,89%, passando de 12,350% para 12,240%. Os juros com vencimento em 2021 caíam 1,01%, passando de 11,860% para 11,740%. Hoje, o IPCA-15, prévia da inflação oficial usada pelo Banco Central em suas metas, subiu menos que o esperado, 0,23%, enquanto a projeção era de uma alta de 0,33%. Com a surpresa positiva, o mercado pode especular que o BC reduzirá mais sua taxa básica no fim do ano. A Rosenberg & Associados reduziu a estimativa para o IPCA deste mês para 0,10%, o que faria o acumulado em 12 meses cair de 9% para 8,5%.

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