Ibovespa sobe com melhora externa; juros caem após relatório de inflação do BC

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Pesaram no mercado também o debate entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos ontem. A democrata Hillary Clinton foi considerada vencedora por 62% dos entrevistados pela rede de televisão CNN,  o que reduziu um pouco o receio dos investidores de uma vitória fácil do polêmico candidato republicano Donald Trump, que teve 27% dos votos como melhor. A interpretação fez o peso mexicano disparar diante do dólar, uma vez que as maiores ameaças de Trump são contra o país vizinho, pela imigração. Haverá outro debate na terça-feira da semana que vem.

O Ibovespa acumula queda de 0,54% na semana e alta  0,83% no mês. No ano, o ganho é de 34,68%. O Citibank estima que o índice ainda pode subir até 70 mil pontos no ano que vem.

As maiores altas do Ibovespa foram de Ecorodovias ON (BOV:ECOR3) (papel ordinário, com voto), com 2,75%, Estácio Participações ON (BOV:ESTC3), 2,73%, Klabin unit (BOV:KLBN11) (recibo de ações), 2,17% e Multiplian ON (BOV:MULT3), 2,12%. Bradesco PN (BOV:BBDC4) (papel preferencial, sem voto)também ficou entre as maiores altas, em quinto lugar, com 2,07%, assim como a unit do Santander (BOV:SANB11), em oitavo, com ganho de 1,71%.

Itaú Unibanco (BOV:ITUB4), maior peso no Ibovespa, subiu 1,14%, enquanto o Banco do Brasil ON (BOV:BBAS3) subiu 0,84%. Entre as mais negociadas, Vale PNA (BOV:VALE5) subiu 0,46% e o papel ON (BOV:VALE3), 0,92%.

Gerdau lidera baixas

As maiores quedas do dia no índice foram das siderúrgicas Gerdau Metalúrgica PN (BOV:GOAU4), 3,67%, e Usiminas PNA (BOV:USIM5), 2,83%. Qualicorp, ON (BOV:QUAL3), que havia liderado as altas ontem, caiu 2,37% hoje, enquanto Petrobras PN (BOV:PETR4) perdeu 2,08%. O papel ON (BOV:PETR3) da estatal perdeu menos, 0,34%.

Fundo imobiliário sobe 7,8%

Destaque fora do Ibovespa, a cota do fundo imobiliário de papéis Kinea Índice de Preços, que estrou no mercado ontem, subiu hoje 7,78%, negociado a R$ 109,21, o que equivale a um ganho de 9,21% sobre o preço de lançamento em dois dias. O fundo é um dos primeiros que aplica apenas em papéis de empresa, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras Hipotecárias corrigidas pelo IPCA.

Deutsche dá uma trégua, mas petróleo cai

No exterior, o receio com o Deutsche Bank continua, apesar de os papéis do banco terem ficado estáveis hoje. A queda do petróleo , por sua vez, ajudou a derrubar as bolsas na Europa, com o índice regional Stoxx 50 perdendo 0,17%. O Financial Times, de Londres, caiu 0,15%. O Dax, de Frankfurt, 0,31% e o CAC, de Paris, 0,21%.

Os preços do petróleo recuaram hoje, devolvendo parte dos ganhos de ontem, apesar dos sinais da Arábia Saudita de que poderá aceitar um corte de produção na reunião oficial dos países produtores (Opep) em novembro. Declarações de representantes do Irã de que o país não vai reduzir, mas sim aumentar a produção para 4 milhões de barris derrubaram os preços. Amanhã, os países realizam uma reunião extra-oficial na Argélia, mas não há expectativa de acordo. Hoje, o petróleo do tipo WTI, negociado em Nova York, caiu 2,7%, para US$ 44,67, enquanto o barril do tipo Brent, de Londres, recuou 2,9%, para US$ 45,97 o barril.

Estados Unidos em alta

Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones fechou em alta de 0,74%, enquanto o Standard & Poor’s 500 subia 0,64%. O Nasdaq ganhou 0,92%. Além de Hillary, o mercado americano repercutiu o Índice de Confiança do Consumidor, que subiu para 104,1 pontos em setembro, conforme o Conference Board, acima dos 99 esperados. As expectativas melhoraram, de 86,1 para 87,8 e a avaliação de situação atual subiu de 125,3 para 128,5.

Já o vice-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Stanley Fischer, voltou a falar hoje e afirmou que os juros muito baixos o incomodam. Outros presidentes regionais do Fed devem falar amanhã e podem mexer com os mercados, avalia o Banco Fator.

 

Juros futuros caem com relatório do BC

Os juros futuros caíram com o relatório de inflação trimestral do Banco Central (BC) indicando maior convergência das expectativas para o IPCA para o centro da meta, de 4,5% ao ano, no ano que vem no cenário de referência, ou seja, mantendo os juros em 14,25%. A projeção do BC passou de 4,7% para 4,4% em 2017 e, para 2018, para 3,8%, indicando que há espaço para o BC baixar os juros.

O contrato de DI para janeiro de 2017 fechou projetando 13,77% ao ano, ante 13,83% ontem. Para 2018, a projeção era 12,15%, abaixo dos 12,22% do dia anterior e, para 2021, 11,58%, ante 11,71% ontem.

No mercado de câmbio, o dólar comercial também caiu, para R$ 3,231 na venda, baixa de 0,52%. Já o dólar turismo subiu 1,19%, para R$ 3,39.

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