Petróleo: uma das commodities mais influentes da história moderna

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Matéria prima para a produção de vestuário, alimentos, embalagens, produtos químicos e importante fonte de energia, o petróleo é uma das commodities mais influentes da história moderna. Ocorre, no entanto, que entender as oscilações de seus preços no curto prazo é uma tarefa hercúlea. Com a participação de grandes produtores, agrupados em um cartel ou em grandes empresas privadas, a evolução do equilíbrio entre oferta e demanda não é perceptível para a maior parte dos agentes. Daí que seus preços sejam objeto de forte especulação nos mercados globais. Veja o gráfico abaixo, referente aos preços do barril WTI desde 1989:

A partir de 2003, por conta da aceleração do crescimento da China, os preços explodiram, de US$ 20,00 os preços saltaram para patamares superiores a US$ 80,00. As cotações máximas foram de US$ 147 (ago/2009), US$ 115 (mai/2011), US$ 112 (out/2013) e US$ 108 (06/2014). Mas, em termos de fechamento anual a gangorra foi incrivelmente acentuada:

As quedas de 2014 e 2015 foram acentuadas pela forte oscilação do dólar frente às outras moedas e pela forte expansão da produção dos EUA, baseada nos campos de xisto. À medida que os estoques de petróleo cru foram evidenciando o forte descompasso entre o aumento da oferta (preços altos incentivam o aumento da produção) e a queda da produção (decorrente da queda da atividade econômica global), os preços cederam fortemente.

Uma das maneiras de tentar entender os movimentos de preços é acompanhar a evolução semanal dos estoques nos EUA. Quanto mais os estoques sobem, tanto mais os preços tendem a cair e vice e versa. Veja a evolução semanal dos estoque de petróleo cru dos EUA:

Desde que começou a ser publicada, em 1982, essa foi a segunda maior queda dos estoques. A primeira foi em janeiro de 1.999 e nos anos recentes não há uma queda tão abrupta como essa. Ela representou um declínio de 2,76% no estoque de 525 milhões de barris apontados na semana terminada em 26/08 que decorreu da utilização intensa da capacidade das refinarias. Com essa queda, o sinal para os mercados foi forte no sentido de refirmar o patamar de preços superior a US$ 45,00 o que firmou a alta de Petrobrás. No ano o preço subiu mais de 40% e é pouco provável que volte a cair, já que apostamos na manutenção dos juros nos EUA até novembro. Veja as principais altas do ano, em dólares:

Petrobrás: 137%

Esso: 14%

Total: 7,71%

BP: 12%

Apesar dessa forte alta, a Petrobrás continua mostrando potencial de alta para o ano.

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