Comércio Varejista no Brasil: Todas as atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram retração anual em Novembro de 2016

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Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com igual mês do ano anterior, o setor varejista brasileiro mostrou queda de 3,5% no volume de vendas em novembro de 2016, com perfil disseminado de resultados negativos.

Entre as atividades, a redução no volume de vendas em móveis e eletrodomésticos (-7,4%) exerceu o principal impacto negativo na formação da taxa geral, seguido por combustíveis e lubrificantes (-8,1%), tecidos, vestuário e calçados (-9,6%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%). As demais atividades que registraram taxas negativas foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-3,0%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,2%), livros, jornais, revistas e papelaria (-11,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%).

O comércio varejista ampliado, na comparação com igual mês do ano anterior, teve variação de -4,5% para o volume de vendas e de 1,7% para a receita nominal.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em novembro de 2016.

 

Variação anual no volume de vendas do comércio varejista por atividade

A atividade de móveis e eletrodomésticos, com queda de 7,4% em relação a novembro de 2015, registrou a maior influência negativa na taxa geral do comércio varejista. Com isso, ao registrar taxas de -13,0 % no acumulado de janeiro a novembro e de -13,7% no acumulado dos últimos 12 meses, o segmento se manteve com desempenho abaixo da média do varejo. Com uma dinâmica de vendas associada à disponibilidade de crédito, os resultados do setor, foram influenciados principalmente pela elevação da taxa de juros nas operações de crédito às pessoas físicas entre novembro de 2016 e novembro de 2015.

Combustíveis e lubrificantes, com queda de 8,1% no volume de vendas em relação a novembro de 2015, representou a segunda maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Em termos acumulados, as taxas da atividade foram de -9,6% para os 11 primeiros meses do ano e de -9,6% nos últimos 12 meses.

O segmento de tecidos, vestuário e calçados, com recuo de 9,6% no volume de vendas sobre novembro de 2015, foi responsável pela terceira contribuição negativa à taxa global. Em termos de desempenho acumulado, os resultados foram de -11,2% no período janeiro-novembro e de -11,0% no acumulado dos últimos 12 meses. Mesmo com os preços de vestuário se posicionando abaixo do índice geral de inflação, a atividade apresenta desempenho acumulado inferior à média geral do comércio varejista.

Com 1,1% de recuo sobre novembro de 2015, a atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo exerceu a quarta maior influência negativa na redução do volume de vendas do varejo este mês. Os índices acumulado no ano e nos últimos 12 meses ficaram em -3,1%, resultados que posicionam o setor em um patamar acima da média geral do varejo.

O segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com -3,0% de variação no volume de vendas na relação novembro 2016/novembro 2015, foi a quinta maior contribuição negativa. No indicador acumulado no ano, a variação foi de -1,7% e nos últimos 12 meses, de -1,2%. A atividade continua se destacando em termos de desempenho acumulado, o que deve ser atribuído, especialmente, ao caráter de uso essencial de seus produtos.

Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação, com redução no volume de vendas de 9,2% em relação a novembro de 2015, registra a 17ª taxa negativa seguida. Essa sequência de resultados negativos reflete não só o quadro de redução de renda real e elevação dos juros, como também, especialmente para informática, um processo de migração dos computadores de mesa para equipamentos de maior portabilidade e custos mais baixos, tais como tablets e smartphones. No acumulado até novembro a taxa ficou em -13,6%, enquanto nos últimos 12 meses a variação foi de -13,9%.

A atividade de livros, jornais, revistas e papelaria apresentou queda de 11,8% no volume de vendas sobre novembro de 2015. As taxas acumuladas ficaram em -16,5% nos 11 meses do ano e em -16,4% nos últimos 12 meses. A trajetória declinante desta atividade vem sendo influenciada, em especial no que tange a jornais e revistas, por certa substituição dos produtos impressos pelos de meio eletrônico.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%) registrou o 16º recuo seguido, porém com recuo menos acentuado da sequencia. Nos indicadores acumulados, a taxa para os primeiros 11 meses do ano foi de -10,2% e para os últimos 12 meses, de -9,9%.

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