Fique de olho: confiança de serviços cai; Petrobras muda reajuste da gasolina; Estácio recompra

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Índice de Confiança de Serviços cai 2,8 ponto, diz FGV

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 2,8 pontos entre maio e junho, atingindo 81,9 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Na passagem de abril para maio, o indicador havia avançado 0,5 ponto. De acordo com a FGV, o principal responsável pelo recuo do indicador em junho foi a piora da expectativa dos empresários do setor de serviços no futuro. O Índice de Expectativas caiu 5,2 pontos e atingiu 86,5 pontos. Já a confiança dos empresários de serviços no momento atual caiu menos (-0,4 ponto) e chegou a 77,5 pontos. Os empresários apontaram como principal entrave à atividade a demanda insuficiente: 39,4% citaram esse problema. Outro problema apontado foi o clima político, que supera pela primeira vez o período eleitoral de 2014. O Nível de Capacidade Instalada do setor de serviços caiu 0,9 ponto percentual e atingiu 81,5% em junho, o menor nível da série histórica da pesquisa.

Petrobras muda política de preços dos combustíveis

A Petrobras informou hoje que sua diretoria executiva aprovou ontem a revisão da política de preços de diesel e gasolina em suas refinarias, visando aumentar a frequência de ajustes nos preços, que passará a vigorar no dia 03, segunda-feira.  A partir desta data, a área técnica de marketing e comercialização da companhia terá delegação para realizar ajustes nos preços, a qualquer momento, inclusive diariamente, desde que os reajustes acumulados por produto estejam, na média Brasil, dentro de uma faixa determinada (-7% a +7%), respeitando a margem estabelecida pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP). Qualquer alteração fora dessa faixa terá que ser autorizada pelo GEMP.  A avaliação feita pelo GEMP, composto pelo Presidente da Petrobras, Diretor Executivo de Refino e Gás Natural e Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores, é de que os ajustes, desde o anúncio da nova política em outubro de 2016, não têm sido suficientes para acompanhar a volatilidade crescente da taxa de câmbio e das cotações de petróleo e derivados, recomendando uma maior frequência nos ajustes.
A revisão da política aprovada permitirá maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitará a companhia competir de maneira mais ágil e eficiente. Os princípios da política de preços, aprovada em outubro de 2016, permanecem inalterados, levando em consideração o preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e o nível de participação no mercado.

Acordo entre Vale, BHP e Samarco com autoridades é adiado para outubro

A Vale informou hoje que o acordo envolvendo os dados causados pela subsidiária Samarco com a União, no valor de R$ 20 bilhões, e o Ministério Público, de R$ 155 bilhões, foi prorrogado para 30 de outubro. De acordo com o fato relevante de 19 de janeiro de 2017, a Samarco Mineração e suas acionistas, a Vale e a BHP Billiton Brasil celebraram um Termo de Ajustamento Preliminar (“TAP”) com o Ministério Público Federal em 18 de janeiro de 2017 para definir os procedimentos e prazos para negociação de um acordo final especialmente em relação às ações civis públicas movidas pela União e pelo MPF decorrentes do rompimento da Barragem de Fundão da Samarco. O acordo preliminar também estabelecia a contratação de empresas especializadas para assessorar o Ministério Público em relação aos impactos causados pelo acidente e ao acompanhamento dos programas socioeconômicos e socioambientais em implementação pela Fundação Renova nos termos do TTAC celebrado em marco de 2016. A pedido das partes, a 12ª Vara Federal Cível/Agrária de Minas Gerais prorrogou a data para a celebração do acordo. E manteve durante esse período de prorrogação as garantias acordadas no acordo preliminar e a contratação de empresas especializadas para monitorar os programas em implementação pela Fundação Renova.

Estácio recompra 5% das ações

A empresa de educação Estácio Participações, que teve sua fusão com a Kroton rejeitada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anteontem, anunciou hoje um programa de recompra de ações. Serão adquiridas até 5% das ações ordinárias em circulação, que serão mantidas em tesouraria para venda, cancelamento ou uso para pagamento de benefícios aos executivos.

Preços ao consumidor no euro sobem mais que esperado

O índice de preços ao consumidor da Área do Euro registrou alta de 1,3% em junho na comparação interanual, desacelerando ante a elevação de 1,4% observada em maio, segundo dado preliminar divulgado hoje pela Eurostat. O resultado ficou acima da mediana das expectativas do mercado, de uma alta de 1,2%. A desaceleração do índice refletiu principalmente o alívio dos preços de energia, que subiram 1,9% ante avanço de 4,5% na leitura anterior. Os núcleos, por outro lado, mostraram leve aceleração, com o indicador que exclui energia e alimentos passando de uma variação de 0,9% para outra de 1,1%. O resultado acima do esperado da inflação e a aceleração dos núcleos fortalecem a expectativa de que o Banco Central Europeu começará a discutir a retirada dos estímulos monetários, após o discurso de Mario Draghi desta semana indicar que o Banco Central está mais confortável com o desempenho da economia do bloco.

 

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