“Risco de bolhas”, alerta professor da FGV sobre Bitcoins

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André Miceli, professor e coordenador do MBA em Marketing Digital da FGV, aconselha os novos investidores a avaliar bem os riscos antes de decidir aplicar o dinheiro em criptomoedas. De acordo com ele, há possibilidade de formação de bolhas.

O professor destaca, que “hoje a garimpagem das criptomoedas está consumindo mais eletricidade do que alguns países da Europa. Em 2020, pode ser o equivalente ao que o nosso planeta todo consumiu neste ano. Outro problema é o tempo de transação. Geralmente leva-se 10 minutos. Isso inviabiliza um processo de pagamento de curto prazo”.

De acordo com Miceli, a ascensão de outras moedas digitais com fins específicos deve se acelerar. Para o professor, elas vão “encontrar os seus caminhos” no mercado e suas precificações. “A Bitcoin (COIN:BTCUSD), junto as outras duas mais famosas, a Litecon (COIN:LTCUSDe a Ethereum (COIN:ETHUSD), está muito valorizada. Aliado a isso, a ressalva dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil vão fazer com que as Bitcoins desvalorizem ou diminuam muito o seu ritmo de crescimento”, conta.

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Miceli ressalta, que pode ser um bom negócio entrar no mercado de moedas digitais. Mas ele lembra que o investidor tem que saber que é um negócio especulativo. “O valor da Bitcoin é aquilo que as pessoas acreditam que vale, mais ou menos como eram com as Tulipas, que resultaram na primeira grande bolha. Além disso, muitas pessoas, que não entendem nada do assunto, estão investindo. Lembro que, para alguns ganharem, outros têm que perder”, alertou o professor.

Armazenamento

O professor recomenda aos investidores novatos, que procurem corretoras confiáveis e busquem o histórico delas mercado: “Use sistemas seguros. Cuidado ao deixar os valores no seu computador. Ele pode deixar de funcionar, ser hackeado ou até mesmo apagar o arquivo. Assim você perde tudo. Procure as carteiras Bitcoin. As carteiras vêm em diferentes plataformas e apresentam características distintas”, explica.

Fonte: Reuters

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