Grupo Pão de Açúcar é dilema de "copo meio cheio ou meio vazio", dizem analistas

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Com base nos resultados do 4T17 do Grupo Pão de Açúcar (BOV:PCAR4), Benndorf Research avaliou que a empresa, assim como outras no segmento de alimentos e multivarejos, está começando a apresentar inflexão, mas ainda não como o esperado. Como um típico caso de “copo meio cheio e meio vazio”, a research considera que é necessário “paciência e agilidade” para que o grupo assimile seus diversos modelos de negócio dentro do setor.

Os analistas Victor Benndorf e Shin Lai apontam no relatório que a ação passou por um movimento corretivo mais rápido do que o esperado e recomendaram uma redução de exposição nos R$ 61,00. Porém, diante de uma perspectiva de longo prazo, o preço-alvo gira em torno dos R$ 75,20.

“Os papéis do Pão de Açúcar são negociados no momento com múltiplos menores do que os registrados há alguns meses quando a companhia deu início à reversão dos prejuízos e recentemente ainda chegaram a apresentar queda maior com a desvalorização de cerca de 15% do papel: P/E 29,09x e P/BV 1,74x”, destaca a análise.

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Perspectiva de longo prazo

A Coinvalores, por outro lado, destacou os planos para 2018 do Pão de Açúcar para intensificar as sinergias na América Latina, além dos investimentos de R$ 1,6 bilhão na abertura e conversões de 20 lojas Assaí, a marca de maior destaque e crescimento do grupo.

Por isso, a recomendação da analista da corretora, Sandra Peres, é que investidores mais arriscados assumam uma posição de retorno no longo prazo, com preço alvo nos R$ 86,00.

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