Petrobras anuncia operação de hedge com petróleo para travar preços e proteger ganhos

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A Petrobras (BOV:PETR4) informou hoje que fez uma operação de proteção (hedge) no mercado futuro de petróleo para garantir os preços do barril e evitar assim perdas caso as cotações caiam demais. Segundo a estatal, a estratégia de hedge protetivo de parte de sua produção de óleo prevista para o ano de 2018 foi feita ao longo dos meses de fevereiro e março, em volume equivalente a 128 milhões de barris de óleo. Essa produção equivale a US$ 8,3 bilhões, considerando o barril a US$ 65.

Seguro de preços

Foram adquiridas opções de venda com preço de exercício referenciado na média das cotações do petróleo tipo Brent daqueles meses até o fim de 2018, com custo médio de US$ 3,48 por barril e preço de exercício médio em torno de US$ 65 o barril. Ou seja, se o preço estiver abaixo de US$ 65 no mercado, a Petrobras receberá do emissor da opção a diferença até os US$ 65. Já se o preço estiver acima de US$ 65, a opção vira pó, mas a Petrobras vende o petróleo pelo preço mais alto, garantindo assim sua receita.

O vencimento das opções se dará no fim do ano. “Funciona como um seguro, a empresa paga o prêmio da opção e, se o preço cair, ela exerce a opção e recebe a diferença, e se o preço estiver mais alto, ela perde o prêmio da opção, mas vende o petróleo no mercado por um preço mais alto”, explica o operador de uma corretora. No caso, o US$ 3,48 por barril da opção equivale a um custo do “seguro” de US$ 445 milhões ( US$ 3,48 vezes 128 milhões).

Caixa operacional garantido

Segundo a companhia, a operação visa proteger parcela da geração operacional de caixa projetada para o ano de 2018, garantindo um nível de preço mínimo para o volume de produção objeto da operação sem, entretanto, travar o preço caso a cotação média do Brent no ano supere o valor de referência. “Assim, há proteção nos cenários de baixa dos preços e continua havendo fruição dos preços mais elevados nos cenários de alta do Brent”, diz a estatal.

Conforme informado nas Demonstrações Financeiras de 2017, a Petrobras diz que  mantém a preferência pela “exposição ao ciclo de preços”, ou seja, sem hedge, mas a execução de estratégia de proteção ocasional com derivativos pode ser aplicável de acordo com o ambiente de negócios e das perspectivas de realização do Plano de Negócios e Gestão. Dessa forma, a operação realizada visa reduzir o impacto negativo na geração de caixa da empresa nos cenários de preço mais adverso, aumentando o grau de confiança da estratégia de desalavancagem, conclui a empresa.

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