Mercados à espera da reunião de quatro bancos centrais

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Mercados majoritariamente em queda nesta manhã, reflexo da piora na percepção dos investidores em relação aos ativos de tecnologia dos Estados Unidos. A cautela com os eventos de política monetária da semana realiza uma pressão adicional nos agentes econômicos ao redor do mundo. Os índices futuros dos EUA estão no zero a zero, enquanto as principais bolsas asiáticas e europeias registram uma queda.

Com a economia monetária sob os holofotes, cerca de quatro bancos centrais (do Brasil, dos EUA, do Reino Unido e do Japão) irão decidir se haverá (ou não) mudança em sua taxa básica de juros. Embora a expectativa seja de manutenção da taxa de juros, as reuniões mais acaloradas devem ser a do Banco do Japão (amanhã) — especialmente após ter feito a terceira intervenção em uma semana no mercado de dívida — e do Federal Reserve (quarta-feira). Também na quarta-feira, o Copom deve manter a Selic inalterada. Por fim, o Banco da Inglaterra pode anunciar uma alta de 0,25 ponto percentual (o mercado estima uma chance de 85% de alta).

Antes da decisão do Fed, o dólar é negociado com queda de 0,2% em relação ao euro. A T-note 10 anos sobe a 2,98%, e o mercado de juros internacional tem uma alta generalizada. No mercado de commodities, os metais têm um início bastante devagar, com sinais mistos nos metais ferrosos e queda nos não-ferrosos. Hoje a noite a China terá o seu PMI Industrial divulgado, que deve ter tom aos negócios nos mercados de commodities. Os preços do petróleo invertem a queda de sexta-feira: alta de 2% no Brent e 1,5% no WTI (veja abaixo).

Voltando na agenda econômica da semana, o PIB da Zona do Euro será divulgado na terça-feira. Já a safra de PMIs dará tom aos negócios ao longo da semana. Na agenda corporativa, a gigante Caterpillar divulgará os seus números em Wall Street.

Brasil

Como mencionado, o destaque da semana deve ficar por conta da decisão do Copom. Com atividade econômica enfraquecida, os dirigentes de política monetária devem acompanhar o processo de ajuste nos preços após da paralização dos caminhoneiros. O mercado interno acredita na manutenção da Selic. No relatório Focus desta semana, a mediana do mercado para as principais variáveis econômicas foi mantida, marcando a interrupção das altas consecutivas. Veja a imagem abaixo, retirada do relatório Focus do Banco Central:

A agenda econômica interna tem um peso relevante nesta semana. Amanha teremos a PNAD, apresentando a evolução no mercado de trabalho. Na quarta-feira, teremos a balança comercial; na quinta-feira, a produção industrial mensal.

Em um dia de alta nos contratos DI e alta no câmbio, o índice futuro sinaliza uma abertura de alta. Atenção aos resultados corporativos, que afetarão os preços de diversas empresas como: Raia Drogasil, Klabin, Itaú, Magazine Luiza, Cielo e outras.

  

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