Professor da FGV alerta para gastos exagerados na Black Friday e dá dicas para economizar

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Ele lembra que, no fim do ano, as famílias normalmente tendem a gastar um pouco mais com lazer, em função do período de festas e, no começo do ano, há os gastos extras com tributos como IPTU e IPVA e a matrícula dos filhos e o material escolar.

O coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, sugere cautela aos consumidores nas compras durante a Black Friday. O especialista adverte que a maioria dos brasileiros já está endividada e deve ficar atenta para não piorar sua saúde financeira no fim do ano. “Coloque um intervalo de valor mínimo e máximo para a compra que não comprometa o orçamento”, diz. “Para estabelecer quanto pode e quer gastar, revise suas contas, assim você terá mais claras quais são as suas reais possibilidades financeiras”, afirma Teixeira.

Menor número de parcelas possível

Ricardo Teixeira ressalta também que pesquisar com antecedência é a melhor maneira de comparar preços e benefícios. “Em tempos de crise, sempre vale procurar o maior desconto”, diz. Caso o comprador não tenha como pagar o valor total e escolha parcelar a compra no cartão de crédito, deve evitar parcelas com juros. Se vier a parcelar, porém, lembre-se de que há o risco de ter o salário comprometido quando a próxima comemoração chegar.

O professor sugere também que se dê preferência ao pagamento à vista; se não for possível, o melhor é dividir no número mínimo de parcelas possível dentro do seu orçamento.

Cuidado com o custo total e com a taxa de entrega

O comprador deve ficar atento ao Custo Efetivo Total (CET) durante a compra na Black Friday. Segundo Ricardo Teixeira, sem essa informação, os consumidores são induzidos a erros ao calcular o valor final do produto comprado. “Fique de olho nos juros, seguros e outros encargos”, diz. “Um ponto importante é o valor da taxa de entrega, ela pode encarecer demais a compra”, orienta o professor da FGV.

Vou usar isso mesmo?

Por fim, o especialista em gestão financeira recomenda que o consumidor não seja atraído por falsas promoções. “E fique atento à real utilidade do produto”, afirma. “É frustrante gastar em algo que quase ou nunca será usado”, observa o professor da FGV.

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