Trader esportivo é legal? Entenda sobre a legalidade dessa atividade

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Segundo dados divulgados pela Sportradar, apostas esportivas movimentam uma quantia aproximada de €1,4 trilhão por ano. A empresa, especializada no mercado de apostas, atua em parceria com grandes entidades esportivas do mundo como a Federação Internacional de Futebol (FIFA), National Football League (NFL) e a NBA (National Basketball Association).

No Brasil, a estimativa da Fundação Getúlio Vargas é que o valor movimentado pelo trading esportivo se aproxime de R$2 bilhões por ano. De fato, é um montante que chama atenção de especialistas e investidores, que enxergam nessas apostas a oportunidade de ganhar assistindo jogos de futebol ou de outros esportes, como basquete e futebol americano.

Entretanto, investidores que escolhem esse tipo de atividade estão totalmente desamparados quando o assunto é segurança e proteção do dinheiro movimentado.

Riscos do trading esportivo

Os riscos que cercam essa atividade são tão grandes quanto o volume de apostas geradas a cada campeonato, sobretudo quando se olha para competições internacionais, como a Copa do Mundo, ou mesmo os campeonatos de clubes nacionais, como o Brasileirão e a Premier League.

Os riscos se dão devido ao fato do trading esportivo ainda não ser regulamentado no Brasil. Isso indica uma grande insegurança para os investidores brasileiros, principalmente quando comparado às outras modalidades de investimento, como a Bolsa de Valores, que conta com uma variedade de instituições sérias que regulamentam, asseguram e fiscalizam todas as operações.

O tradicional mercado de investimentos é cercado por instituições que regulamentam as transações financeiras, como é o caso do Banco Central e da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que atuam monitorando os diversos integrantes do mercado de capitais no país.

No trading esportivo, por outro lado, não há nenhuma entidade para fiscalizar as operações no Brasil. Vale destacar que essa prática não é proibida no país, entretanto não possui nenhuma lei ou regra que a regulamenta, tão pouco, entidades que protegem os investidores que aplicam seu dinheiro nessas transações.

Dessa forma, uma saída encontrada por quem deseja seguir este caminho é aplicar em trading esportivo por meio de bolsas de apostas hospedadas em países fora do Brasil. Ficando sujeito às leis estrangeiras e correndo outros riscos, como o de manipulação de resultados.

Manipulação de resultados  

A manipulação de resultados é outro risco que está presente em atividades de trading esportivo e que não é possível ser suavizada pela falta de regras. Não são poucos os casos de resultados que são comprometidos em decorrência da ação de máfias relacionadas a grupos de apostadores.

Em 2005, a Máfia do Apito envolveu empresários que pagaram a um árbitro de futebol para manipular os resultados das partidas que iriam gerar grandes movimentações financeiras no Brasil. Assim, 11 partidas do Campeonato Brasileiro foram anuladas e realizadas novamente.

Em 2006, um esquema de manipulação de resultados foi descoberto pelas autoridades italianas. O campeonato nacional de futebol da Itália foi comprometido pela ação de dirigentes de clubes, que estavam envolvidos com apostas de resultados.

Essas manipulações comprometem todo o estudo que cerca o cotidiano de traders esportivos. Esses investidores se ocupam em analisar todas as particularidades que cercam os eventos esportivos, a fim de prever resultados e estimar o que pode acontecer.

Portanto, apesar de parecer muito tentadora, a atividade do trader esportivo oferece muitos riscos aos investidores brasileiros. Devido à falta de fiscalização e leis para regulamentar o trading esportivo, investir em outras modalidades, como a Bolsa de Valores, é um caminho mais indicado para quem deseja ter segurança e aplicar seu dinheiro em atividades legalizadas.

A Bolsa de Valores oferece a oportunidade de investir em ações que podem gerar rendimentos excelentes, mas de acordo com leis que determinam regras paras as transações. Assim é possível contar com ferramentas e estratégias para suavizar riscos ligados à dinâmica da renda variável e ainda contar com a proteção de entidades reguladoras.

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