IGP-DI tem deflação de 0,45% em dezembro e fecha ano com alta de 7,10%

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O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 0,45% em dezembro, deflação ligeiramente menor que a apurada no mês anterior, de -1,14%. A queda foi menor que a esperada pelo mercado, que trabalhava com deflação de 0,68% no mês.

Com este resultado, o índice encerra o ano com alta de 7,10%. Em dezembro de 2017, o índice havia subido 0,74% e acumulava queda de -0,42% em 12 meses. O IGP-DI é um dos mais antigos índices de inflação do país e é formado por três subíndices, de atacado, com 60% de peso, varejo, com 30% e construção civil, com 10%.

Atacado cai 0,82% em dezembro e sobe 8,75% no ano

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou -0,82% em dezembro, queda menor que o 1,70% de novembro, acumulando no ano alta de 8,75%. Os preços agropecuários caíram 0,73%, ante -2,41% em novembro, acumulando no ano alta de 7,52%. Os preços industriais caíram 0,85% em dezembro, também menos que o -1,47% de novembro, acumulando alta de 9,16% no ano.

No estágio das Matérias-Primas Brutas a variação foi de -1,38% em dezembro. Em novembro, a taxa havia caído 1,59%. Contribuíram para a taxa menos negativa do grupo os seguintes itens: soja (em grão) (-5,75% para -3,03%), milho (em grão) (-4,37% para 2,08%) e bovinos (-0,42% para 1,80%). Em sentido oposto, vale citar minério de ferro (4,62% para -1,35%), leite in natura (-4,95% para -8,14%) e café (em grão) (1,05% para -4,95%).

Preços ao consumidor sobem 0,29%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,29% em dezembro, ante -0,17% no mês anterior. Com isso, o índice acumulou 4,32% no ano.

Cinco das oito classes de despesa componentes do índice mostraram inflação maior. A principal contribuição para o avanço da taxa do IPC partiu do grupo Habitação (-0,94% para 0,20%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -5,98% para -1,27%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos, Alimentação (0,41% para 0,74%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,09% para 0,44%), Educação, Leitura e Recreação (0,40% para 0,83%) e Vestuário (0,11% para 0,69%). Nestas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos seguintes itens: laticínios (-3,34% para -2,11%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,14% para 0,60%), passagem aérea (9,13% para 12,48%) e roupas (0,20% para 0,99%).

Transportes seguram IPC

Em contrapartida, os grupos Transportes (-0,57% para -0,63%), Comunicação (0,18% para -0,01%) e Despesas Diversas (0,16% para 0,13%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados nos itens gasolina (-2,90% para -4,30%), pacotes de telefonia fixa e internet (0,78% para 0,00%) e tarifa postal (4,28% para 1,49%).

Núcleo do IPC sobe 3,87% no ano e difusão aumenta

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,36% em dezembro, ante 0,22% no mês anterior. No ano, o núcleo, que exclui os itens mais instáveis, subiu 3,84%.

Dos 85 itens componentes do IPC, 43 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 21 apresentaram taxas abaixo de 0,09%, linha de corte inferior, e 22 registraram variações acima de 0,60%, linha de corte superior.

Em dezembro, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 64,20%, ficando 7,99 pontos percentuais acima do registrado em novembro, quando o índice foi de 56,21%.

Construção civil sobe 0,13% no mês e 3,84% no ano

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), usado nos reajustes de financiamentos de imóveis na planta,  registrou em dezembro, a mesma taxa de variação do mês anterior, de 0,13%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,23%. No mês anterior, a taxa havia subido 0,29%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,06% em dezembro. No mês anterior, este índice não registrou variação.

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