Bolsa B3 lucra R$ 736,5 milhões no 1º tri, 64,3% a mais

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A bolsa B3 (BOV:B3SA3) registrou no primeiro trimestre deste ano um lucro líquido recorrente (sem eventos especiais) de R$ 736,5 milhões, com um crescimento de 64,3% sobre o mesmo período do ano passado.

Em relação ao quarto trimestre, o aumento foi de 3%. O lucro contábil, que considera eventos especiais, foi de R$ 606 milhões, 92,6% maior que no mesmo período do ano passado e 4% maior que no quarto trimestre.

Considerando os descontos de impostos proporcionados pelo ágios nas compras da Bovespa e da Cetip, o lucro da B3 é ainda maior, R$ 856,1 milhões, 50,8% superior ao do mesmo período do ano passado.

A receita total atingiu R$ 1.531,9 milhões no primeiro trimestre, aumento de 24,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com crescimento de receitas em todos os segmentos de negócio.

A B3 revisou os orçamentos de depreciação e amortização como consequência, principalmente, do ajuste na curva de amortização de ativos intangíveis reconhecidos na combinação de negócios com a Cetip. O orçamento revisado foi definido para a faixa de R$ 1 bilhão a R$ 1,050 bilhão ante R$ 950 milhões a R$ 1 bilhão do orçamento anterior. As demais projeções anunciadas previamente foram reafirmadas, informou a bolsa.

No Segmento Listado, as receitas totalizaram R$ 955,1 milhões no trimestre, representando 62,4% do total, 31,0% superiores ao mesmo trimestre de 2018. Ações e instrumentos de renda variável responderam por R$ 629,8 milhões (41,1% do total), com alta de 39,3% no período. Juros, moedas e mercadorias representaram R$ 325,3 milhões (21,2% do total), com alta de 21,2% em relação ao mesmo período de 2018, com destaque para o crescimento do volume médio diário negociado e da maior Receita por Contrato média no período.

No Segmento Balcão, as receitas somaram R$ 240,7 milhões (15,7% do total), crescimento de 5,8% sobre o mesmo período de 2018. Os instrumentos de renda fixa representaram R$ 156,8 milhões (10,2% do total), valor estável (+0,3%) em relação ao mesmo trimestre de 2018. Derivativos movimentaram R$ 44,2 milhões (2,9% do total), alta de 33,6%. Outros produtos representaram R$ 39,7 milhões (2,6% do total), alta de 4,5% sobre o mesmo período do ano anterior.

Infraestrutura para financiamento levantaram R$ 152,1 milhões (9,9% do total), 31,5% acima do mesmo trimestre de 2018.

Tecnologia, dados e serviços representaram R$ 183,9 milhões (12,0% do total), 13,4% superior ao mesmo trimestre do ano anterior.

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