IBC-Br teve queda anual de 2,52% em Março de 2019

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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve queda de 2,52% em março de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2018). Na comparação com o mês anterior (fevereiro de 2019), o indicador observado avanço 3,65%. Tais comparações foram realizadas sem a realização de ajustes sazonais, utilizando a série observado do indicador.

Segundo os números divulgados pela autoridade monetária, o IBC-Br encerrou o terceiro mês de 2019 com 137,9 pontos. Em março de 2018, o IBC-Br finalizou o mês com 141,47 pontos (dado revisado).

Avaliando a variação anual do indicador dessacionalizado, ou seja, a oscilação de um ano para o outro após a realização de ajustes sazonais, houve avanço de 0,01% na economia brasileira entre março de 2019 e março de 2018, quando o indicador passou de 136,67 pontos (dado revisado) para 136,68 pontos.

Clique aqui e confira mais detalhes sobre o IBC-Br de Março de 2019.

Entenda o IBC-Br

O indicador do Banco Central é visto pelo mercado financeiro como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

Juros

O indicador é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, a taxa Selic está em 6,50% ao ano e a estimativa do mercado é que se mantenha nesse patamar até o fim do ano.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

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