Helbor (HBOR3) sobe 6,8% após resultados operacionais do 1T20; BBI e Ágora recomendam compra

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A Helbor (BOV:HBOR3), incorporadora residencial e comercial, divulgou os resultados operacionais preliminares e não auditados para o primeiro trimestre de 2020 (1T20) na noite de quinta-feira (16).

As ações da empresa abriram em forte alta de 6,8% no pregão da sexta-feira (17). Em 2020, a empresa tem forte desvalorização de 62,64%.

As Vendas Brutas Totais no trimestre foram de R$351,3 milhões, crescimento de 17% comparado com o 1T19 e queda de 49% se comparado ao 4T19. Já as Vendas Brutas, parte Helbor, do 1T20 foram de R$ 242,3 milhões, crescimento de 10,1% em relação ao 1T19 e queda de 49% frente ao 4T19. Segundo a empresa, o 1T20 foi o melhor trimestre em vendas totais e parte Helbor desde 2014. “Cabe ressaltar que mesmo em um trimestre sem lançamentos, conseguimos atingir o maior volume de vendas dos últimos 6 anos”, afirmou a Helbor no release da prévia operacional.

Das Vendas Brutas, realizadas no trimestre, a parte Helbor, correspondeu a 72% das unidades concluídas.

Os distratos no 1T20 totalizaram R$ 85,7 milhões, sendo a parte Helbor R$ 56,8 milhões. Deste montante, já estavam provisionados no balanço R$ 28,6 milhões (Provisão Total) e R$ 21,6 milhões (Provisão Parte Helbor), resultando em distratos líquidos de provisões de R$ 57,1 milhões no Total e R$ 35,2 milhões na parte Helbor.

A velocidade de vendas medida pelo indicador VSO Parte Helbor atingiu 11,9% no 1T20, 2.268 bps superior ao VSO apresentado no mesmo período de 2019 que registrou 9,7%. O melhor VSO registrado no primeiro trimestre desde 2014.

A Helbor entregou no prazo contratual 3 empreendimentos no 1T20, sendo 2 na cidade de São Paulo e 1 em Osasco (Região Metropolitana de São Paulo) totalizando 759 unidades e um VGV parte Helbor, na época do lançamento, de R$ 272,7 milhões.

Como destaque, a Helbor informou que vendeu uma torre comercial Helbor Trilogy em São Bernardo do Campo (SP) para o fundo de investimento imobiliário Multi Renda Urbana por R$ 44 milhões. A Helbor não fez nenhum lançamento no trimestre. Do total de vendas da Helbor, R$ 84,6 milhões foram para o segmento residencial médio alto, R$ 30,9 milhões para o segmento residencial alto e R$ 67,9 milhões para o segmento comercial.

O banco Bradesco BBI comentou a prévia do primeiro trimestre da Helbor. Segundo o BBI, as vendas foram fortes, apesar da construtora não ter feito nenhum lançamento no período. “As vendas líquidas atingiram R$ 186 milhões, um crescimento de 34% na base anual. A companhia deverá mostrar uma forte geração de caixa, apoiada pelas vendas de imóveis nos estoques e pelas recebíveis transferidas no primeiro trimestre de 2020”, avalia o BBI. O banco comenta que embora a previsão seja de um cenário mais difícil para o segmento médio-alto, onde a Helbor é mais forte, a construtora tem um portfólio sólido para 2020, quando os lançamentos forem retomados. O Bradesco BBI reafirmou a recomendação outperform – acima da média do mercado, para a ação HBOR3, com preço-alvo de R$ 2,70 para 2020, uma alta de 68% sobre os R$ 1,61 atuais.

A corretora Ágora diz que a Helbor possui dos melhores projetos para 2020 e deve ter um bom desempenho durante o período mais difícil até que os lançamentos sejam retomados.

“A Helbor conseguiu manter transferências sólidas de clientes para bancos, o que nos deixa positivos com a geração do fluxo de caixa livre no período”, afirmaram os analistas Gustavo Cambauva e Elvis Credendio.

A recomendação da Ágora é de compra, com preço-alvo estimado para R$ 2,70 e as ações sendo negociadas a um múltiplo de preço sobre lucro para 2020 acima da média.

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