“Mercado passou muito bem pelo teste da crise”, diz presidente da B3

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Os seis circuit breakers da Bolsa no mês de março em menos de 10 dias colocou à prova a maturidade do mercado financeiro brasileiro. É o que afirmou Gilson Finkelsztain, presidente  da B3, em uma transmissão realizada pela companhia , no Youtube, nesta quinta-feira, 23.

Finkelsztain elogiou a regulação do mercado brasileiro, a atuação da Comissão Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central nos dias de maior volatilidade no mês passado. “Temos um mercado bastante regulado e um sistema financeiro muito robusto. As intervenções do Banco Central só foram possíveis porque somos capitalizados. Passamos muito bem pelo teste da crise.”

Ele também mencionou a participação do investidor brasileiro no período. Enquanto o Ibovespa registrava a maior queda das duas últimas décadas (-30%), o número de novos entrantes na Bolsa foi de 250 mil. Hoje, são 2,24 milhões de pessoas físicas na Bolsa.

A forte atuação do pequeno investidor no mercado brasileiro se deve, segundo Finkelsztain, ao cenário de juros baixos e a inflação controlada. Sobre as medidas tomadas agora pelo governo diante da pandemia de coronavírus (covid-19), o presidente da B3 acredita que a ajuda fiscal deve ser temporária e ter prazo para acabar. Ele pede que o governo retome o quanto antes a agenda de reformas para que a atividade econômica volte a crescer.

“Com a atuação dos bancos centrais pelo mundo e a injeção de liquidez é natural que haja uma competição para atrair os estrangeiros. Temos que mostrar um compromisso com a agenda de reformas para que o investidor volte.”

A live da B3 teve a participação de Florian Bartunek, sócio-fundador da gestora de investimentos Constellation. O gestor destacou que as empresas listas podem sair ainda mais fortalecidas na crise como já aconteceu em crises passados. “Daqui a dois anos, elas estarão ainda melhores. Elas estão enfrentando mais uma crise entre tantas vividas.”

Bartunek também destacou que apesar dos ruídos em relação as notícias envolvendo o Brasil, o investidor estrangeiro quando investe no país foca principalmente na empresa que ele está comprando. “Ele compra uma Equatorial, Natura, Totvs. Ele compra a empresa e deixa de lado um pouco o contexto.”

(Por Karla Mamona)

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