XRP supera BTC e Brasileiros negociaram mais Ripple que Bitcoin em setembro e novembro

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Os usuários brasileiros de criptomoedas negociaram mais Ripple que Bitcoin em pelo menos dois meses de 2019, segundo dados das exchanges nacionais e internacionais reportados a Receita Federal do Brasil para o cumprimento das determinações da Instrução Normativa 1888.

A Instrução Normativa RFB 1.888/2019 prevê que as operações que forem realizadas em ambientes disponibilizados pelas Exchanges de criptoativos domiciliadas no Brasil, devem ser 100% informadas pelas próprias Exchanges a Receita Federal, já as operações realizadas em Exchanges domiciliadas no exterior e as operações realizadas entre as próprias pessoas físicas ou jurídicas sem intermédio de corretoras, seriam reportadas pelas próprias pessoas físicas e jurídicas devem ser informadas quando o valor isolado ou conjuntamente, ultrapassar R$ 30 mil.

Segundo os dados informados pelas empresas, durante setembro e novembro de 2019 o volume de negociação do XRP superou o BTC e foi a criptomoeda mais negociada no Brasil naqueles meses.

Em setembro, segundo os dados, enquanto os brasileiros negociaram US$ 95.590.771,29 em Bitcoins a negociação de XRP chegou a casa dos bilhões com US$ 1,561,613,175,89. O mesmo ocorreu em novembro com negociações em torno de US$ 954.435.968,64 para o Bitcoin e US$ 1.828.639.768,79 para o XRP.

Os dados da Receita Federal revelaram também que o XRP é a segunda criptomoeda mais negociada pelos brasileiros, atrás apenas do Bitcoin. De agosto de 2019 há fevereiro de 2020 os usuários nacionais de criptoativos negociaram cerca de US$ 15.877.752.809,32 em Bitcoin e US$ 5.981.326.250,23 em Ripple.

Interessante notar que, o Ethereum, embora seja a segunda principal criptomoeda em valorização de mercado, segundo dados do Coinmarketcap, ela não é uma das preferidas entre os investidores brasileiros e ocupa apenas a sétima posição entre os criptoativos mais negociados no país segundo dados da Receita Federal.

A lista dos ‘top 5’ em negociação no Brasil é composta pelo Bitcoin em primeiro lugar, seguindo por Ripple. Em terceiro está o USDT, principal stablecoin do mercado de criptoativos, seguido por Bitcoin Cash. Já no quinto lugar está a stablecoin brasileira BRZ.

No período de agosto de 2019 a fevereiro de 2020, as exchanges reportaram para a Receita Federal um total de R$ 99.753.543.138 em movimentações com criptomoedas. Somente em agosto de 2019, nas exchanges nacionais, foram negociados R$ 43.076.237.804,06.

Por Cassio Gusson

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