Ouro sobe e fecha no maior preço desde setembro de 2011

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De acordo com o Valor, o contrato futuro de ouro encerrou os negócios desta terça-feira em alta forte, apoiado pela fraqueza generalizada do dólar e pela contínua perspectiva de juros baixos. Nem mesmo o ambiente mais favorável a ativos de risco nos mercados globais conteve o avanço do metal precioso, que atingiu o maior nível desde setembro de 2011.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de ouro para entrega em agosto fechou em alta de 1,46%, negociado a US$ 1.843,90 por onça-troy.

O tombo sofrido pelos juros reais nos Estados Unidos, medidos pelos títulos indexados à inflação (Tips) de dez anos deu impulso aos preços do ouro, que subiram quase 20% neste ano. “Quanto menor o rendimento real dos títulos do governo americano, menor o custo de oportunidade de manter na carteira ativos concorrentes, como o ouro”, afirma o economista James O’Rourke, da Capital Economics. A consultoria, inclusive, elevou sua projeção para o preço do metal precioso no fim deste ano de US$ 1,6 mil para US$ 1,9 mil por onça-troy.

Na avaliação de O’Rourke, os juros reais americanos devem permanecer em níveis baixos, tendo em vista que as taxas de juros continuarão nos níveis atuais, o que manterá a taxa da T-note de dez anos “firmemente ancorada” por uma política monetária mais frouxa. Esses fatores, segundo a Capital Economics, devem manter o preço do ouro elevado pelos próximos dois anos. O economista diz, assim, que se tornou mais positivo nas perspectivas para o ouro e observa que o cenário continuará favorável para o metal precioso em 2021.

Entre os grandes bancos americanos, o Citi acredita que o preço do ouro atingirá níveis recordes nos próximos seis a nove meses e avalia que há cerca de 30% de chance de a onça-troy do contrato de ouro ultrapassar o nível de US$ 2 mil nos próximos três a cinco meses. De acordo com os economistas do Citi, a política monetária frouxa, os baixos juros reais, o aumento da alocação em ativos ligados ao metal precioso e o recorde de fluxo via fundos de índice (ETFs) de ouro são motivos para a alta do preço do metal amarelo.

“Os preços nominais do ouro já registraram novos recordes em todas as outras moedas do G-10 e dos principais mercados emergentes neste ano. Por isso, acreditamos que é apenas uma questão de tempo para aumento maiores do ouro em dólar”, dizem os economistas do Citi. O banco projeta que, em média, o preço do ouro ficará em US$ 1.750 neste ano e em US$ 1.965 em 2021.

 

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