Petrobras reduz custo de construção de poço no pós-sal

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Petrobras reduz custo de construção de poço no pós-sal

A Petrobras (BOV:PETR3) (BOV:PETR4) concluiu, em metade do tempo, a construção do poço submarino 7 GLF 49H ESS, no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo, a 100 km de Vitória.

De acordo com a estatal, a utilização pioneira do TOTUS permitiu concluir este poço em apenas 44 dias frente a média histórica do campo de 96 dias, resultando numa redução de custo de aproximadamente 50%, equivalente a US$ 30 milhões.

A Petrobras pode aplicar esse novo conceito em seus novos poços, em diversos campos maduros do pós-sal, no período de 2021 a 2025, com potencial de redução de custo entre US$ 20 – 35 milhões por poço.

“Esse foi o primeiro poço do pós-sal construído com a aplicação do conceito True One Trip Ultra Slender (TOTUS), que consiste em simplificar e reduzir o tempo gasto nas etapas de perfuração e completação, a partir de otimizações e inovações inseridas nas fases de projeto e planejamento”, explicou a empresa em comunicado.

“Parte do esforço da companhia na busca por soluções tecnológicas que visam reduzir custos em suas atividades de forma segura e eficiente, é o conceito TOTUS, desenvolvido e patenteado pela Petrobras, que consiste na perfuração do poço em apenas 3 fases (Ultra Slender) e a completação (superior e inferior) instalada numa manobra única (True One Trip), diferente das configurações tradicionais (4 ou 5 fases de perfuração e 2 ou mais manobras para instalar a completação). O TOTUS poderá ser utilizado em determinados campos maduros do pós-sal onde as características geológicas e de reservatório favorecem sua aplicação”, afirmou a estatal.

Petrobras conclui testes de diesel renovável

A Petrobras também concluiu com “sucesso” testes em escala industrial para a produção do diesel renovável, conforme comunicou.

“O novo combustível traz benefícios ambientais, na medida em que reduz as emissões de gases do efeito estufa e melhora o desempenho dos motores em comparação ao biodiesel”, explicou a estatal em comunicado.

Os testes foram realizados na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, Paraná, onde foram processados 2 milhões de litros de óleo de soja, que resultaram na produção de cerca de 40 milhões de litros de óleo diesel com conteúdo renovável.

A estatal informou que, segundo estudos da APROBIO, Associação dos Produtores de Biodesel, o diesel renovável reduz cerca de 70% das emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel mineral (derivado do petróleo) e 15% em relação ao biodiesel, para o mesmo óleo vegetal de origem.

A Petrobras informou que o diesel renovável depende de regulamentação pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para ser comercializado no Brasil.

“Em comparação com o biodiesel, a utilização do diesel renovável também melhora o desempenho dos motores, evitando problemas como entupimentos de filtros, bombas e bicos injetores. O diesel renovável produzido pela Petrobras não contém glicerina nem contaminantes metálicos, e suas moléculas são iguais às do diesel mineral, podendo ser misturado ao óleo diesel sem restrições”, destacou a petroleira.

“Os resultados obtidos serão informados à ANP para contribuir para a regulação do produto. O objetivo é atender, em conjunto com o biodiesel já existente, a parcela de biocombustível que deve ser misturada ao diesel comercializado nos postos. Atualmente, o biodiesel é misturado ao diesel mineral em uma proporção de, no mínimo, 12% pelas distribuidoras de combustível, e chegará a 15% até 2023”, destacou.

Produção de diesel renovável

O diesel renovável é produzido por meio do processamento de matéria prima renovável, como óleo vegetal ou gorduras animais, em conjunto com o diesel mineral em unidades de processamento dentro das refinarias. O processo resulta em um produto quimicamente idêntico ao diesel mineral, com origem renovável, que é conhecido internacionalmente como Green Diesel (diesel verde), Renewable Diesel, Hydrotreated Vegetable Oil (HVO) ou Paraffinic Diesel (diesel parafínico renovável). A Petrobras possui uma tecnologia patenteada desde 2006 para o coprocessamento de óleos vegetais utilizando o processo denominado “HBIO”. Essa tecnologia resulta num combustível mais estável que o biodiesel. Apesar de não ser utilizado na mistura do diesel no Brasil, o diesel renovável é utilizado em países da Europa e nos Estados Unidos. O novo combustível é adequado às tecnologias mais modernas de motores que estão sendo introduzidas no Brasil.

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