Natura & Co (NTCO3) 2T20: Prejuízo líquido de R$ 338,5 milhões

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Natura&Co, holding das marcas Natura, Avon, The Body Shop e Aesop registrou prejuízo líquido de R$ 338,5 milhões atribuído aos controladores, ante lucro de R$ 54,3 milhões no mesmo período de 2019.

Os resultados da Natura & Co (BOV:NTCO3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 13/08/2020.
Empresa teve geração de caixa medida pelo Ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – de R$ 652 milhões, queda de 25,4% no comparativo anual.
→ A Natura atua na produção e comercialização de prosutos de beleza e higiene. Possui uma rede de 1,7 milhão de consultoras, 45 lojas próprias além de seus produtos presentes em 4 mil farmácias. Foi fundada em 1969 e se destaca hoje na atuação ambiental.. A empresa possui R$ 59,3 bilhões de valor de mercado. Confira a Análise completa da empresa com informações exclusivas.
A receita consolidada no segundo trimestre caiu 13%, para R$ 7 bilhões. Os números são ajustados para incluir os efeitos da norma contábil IFRS 16 e a aquisição da Avon, bem como as operações latino-americanas do The Body Shop e Aesop.
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O segundo trimestre da Natura&Co, holding das marcas Natura, Avon, The Body Shop e Aesop, foi de resiliência e adaptabilidade, segundo o presidente da companhia, Roberto Marques. Um dos destaques do período foi o forte desempenho da marca Natura, cujo faturamento cresceu 4% em relação ao mesmo período de 2019, com impulso de 7,9% da Natura Brasil.
“Tivemos uma performance melhor do que o mercado global e o nacional. Além do aumento com a preocupação com o autocuidado, observamos uma demanda maior por presentes, com as pessoas querendo demonstrar carinho para quem ficou longe com o distanciamento social”, conta Marques, citando o segmento de fragrâncias como um dos exemplos de forte desempenho. As divisões de corpo e produtos de higiene e autocuidado também foram bem, compensando um desempenho inferior do segmento de maquiagem.

No trimestre, a empresa observou a aceleração da digitalização das vendas, não só com crescimento em sua plataforma de comércio on-line, mas também entre as consultoras e revendedoras das marcas Natura e Avon.

Com as restrições de mobilidade impostas pela disseminação do novo coronavírus, as vendas diretas, que muitas vezes eram feitas de porta em porta, migraram de vez para os aplicativos de celular e redes sociais. “Há um tempo elas já estavam fazendo contato on-line com as clientes, em especial na Natura, mas essa crise fez com que isso acelerasse.” Nesta semana, a empresa anunciou ter investido na plataforma digital de serviços de beleza em domicílio Singu, para que as consultoras Natura também ofereçam serviços. O acordo dá o direito à companhia de comprar 100% da plataforma.

Assim como muitas companhias aceleraram planos de canais digitais, a Natura&Co também colocou projetos para rodar. A empresa chegou a ter 90% das lojas em todo o mundo fechadas no pico da pandemia.

Segundo Marques, R$ 400 milhões foram aprovados para investimentos em omnicanalidade, comércio on-line e social selling (vendas por redes sociais) e tecnologia de informação (em junho, a Avon sofreu um ataque cibernético cujos efeitos de R$ 450 milhões nas vendas já estão capturados no terceiro trimestre), para os próximos seis meses. As marcas The Body Shop e Aesop, por exemplo, devem ter a maior parte dos investimentos destinados ao comércio on-line, onde as vendas das duas cresceram 230% e 430%, respectivamente.

“Conseguimos concluir com sucesso a capitalização privada, o que nos deu uma condição de caixa e desalavancagem para acelerar projetos de digitalização”, destaca Marques apontando que investimentos importantes nessa área devem acontecer a partir do terceiro trimestre.

Além disso, a crise sanitária fez com que as empresas trabalhassem mais juntas, segundo o executivo, o que acelerou a integração da Avon e ganhos de sinergia. A Natura&Co estimava sinergias de US$ 11 milhões a US$ 15 milhões no trimestre, mas registrou ganhos de US$ 25 milhões. “Já estamos usando uma fábrica da Avon porque tivemos que aumentar a produção de produtos de higiene pessoal. Na Polônia, a The Body Shop também já está produzindo em uma fábrica da Avon.”

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