SulAmérica (SULA) 2T20: Lucro líquido de R$ 498,3 milhões

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A seguradora e gestora de recursos de terceiros Sul América quase dobrou o lucro do segundo trimestre, mesmo diante dos efeitos da pandemia da Covid-19, com o resultado refletindo a descontinuidade de negócios. A SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 498,3 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa um avanço anual de 91% e trimestral de 578,1%

Os resultados da SulAmérica (BOV:SULA3) (BOV:SULA4) (BOV:SULA11) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 05/08/2020.

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receita operacional da companhia também mostrou aumento entre os meses de abril e junho, de 5%, para R$ 4,79 bilhões. A empresa apresentou uma crescimento de 6,2% em sua principal linha de negócios ,saúde e odontológico, ao passo que registrou uma baixa em segmentos de gestão de recursos, previdência, e de vida e acidentes pessoais.

resultado financeiro da seguradora, todavia, ficou em R$ 69,9 milhões no segundo trimestre deste ano, uma queda de 39%, em função do menor resultado de investimentos aliado à queda da taxa Selic.

Com a desvalorização da bolsa e a redução da taxa básica de juro, os resultados financeiros – proveniente da aplicação de reservas técnica – saltaram de R$ 6 milhões no primeiro trimestre para R$ 69,9 milhões nos três meses posteriores. Ainda assim, estão distantes dos R$ 114,5 milhões do segundo trimestre do ano passado.

Segundo a companhia, houve melhora significativa da rentabilidade do portfólio de investimentos, que foi de 143,7% do CDI no segundo trimestre deste ano, mostrando recuperação em relação ao primeiro trimestre (47,5%) e ao mesmo período do ano passado (113,9%).

Os prêmios ganhos com seguros nas áreas de saúde e odontológico foram de R$ 4,520 bilhões, alta anual de 7%, mas queda trimestral de 0,9%. Já com seguros de vida e acidentes pessoais, os prêmios somaram R$ 115,2 milhões, queda anual de 6,7% e trimestral de 6,8%.

O lucro das operações continuadas da companhia, por sua vez, totalizou R$ 398,7 milhões, um crescimento de 83,4%. “Com as medidas de quarentena e distanciamento social, observou-se uma redução relevante na frequência de sinistros nos segmentos de saúde e automóveis, de maneira temporária e pontual, com impacto nos índices de sinistralidade”, destacou a SulAmérica.

O índice que mede a sinistralidade registrou uma queda de 11,7 pontos percentuais, para 69,1%. O indicador que equivale à relação entre as despesas com a utilização dos serviços médicos e a receita que a operadora recebeu pelo contrato ficou em 75,4% no acumulado anual.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE, na sigla em inglês) da SulAmérica, por sua vez, foi de 17,9% no segundo trimestre, em comparação a 17,6% um ano antes e 15,3% no primeiro trimestre.

Venda de seguros de automóveis a Allianz

A operadora conclui em julho a venda dos negócios de seguros de automóveis e massificados para o Grupo Allianz pelo valor de R$ 3,2 bilhões. Com isso, tais operações foram reportadas e analisadas como descontinuadas no balanço de resultados do trimestre findo no mês passado.

SulAmérica avalia que a venda do negócio ao grupo alemão deve trazer um lucro líquido extra de R$ 1,4 bilhão de reais neste ano. O comunicado foi feito no dia 10 de julho.

A operação foi anunciada em agosto do ano passado e recebeu a autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) no final do mês de junho. Dessa maneira, com a conclusão, a Allianz passa a deter e operar as empresas responsáveis pelos seguros auto e ramos elementares que funcionavam sob guarda-chuva do grupo SulAmérica.

O recebimento do montante pago pela Allianz irá adicionar cerca de R$ 2,1 bilhões nas disponibilidades da companhia, após as liberações de capital regulatório e custos da transação de compra e venda. A SulAmérica acrescentou também que o dinheiro obtido com o negócio será destinado ao pagamento da compra da Paraná Clínicas, à execução do plano de recompra de ações de até 5% das units, ao pagamento, junto com os resultados apurados do exercício 2020, dos dividendos mínimos sobre o ganho de capital líquido não recorrente e ao pagamento da sétima emissão de debêntures com vencimento em dezembro de 2020.

Os recursos serão utilizados ainda para reforço do capital de giro da empresa durante a pandemia e investimentos no plano estratégico, além da constituição de reserva para futuras aquisições nos segmentos de saúde e odonto.

 

 

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