Boa Vista SCPC (BOAS3) 3T20: prejuízo líquido de R$ 28,9 milhões

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A oferta pública inicial de ações da Boa Vista no terceiro trimestre de 2020 contribuiu para que a empresa registrasse prejuízo líquido de R$ 28,9 milhões no terceiro trimestre de 2020. Com a abertura de capital na B3, esses derivativos resultaram em uma obrigação no valor de R$ 45,9 milhões. Trata-se de um evento não recorrente e que, portanto, não teve efeito sobre o caixa.

Os resultados da Boa Vista SCPC (BOV:BOAS3) referente a suas operações do terceiro trimestre de 2020, foram divulgados no dia 13/11/2020.

Ebtida – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização –foi de R$ 18,52 milhões. A margem Ebitda alcançou 11,9% no trimestre. Um ano antes era de 42,7%. No mesmo período de 2019, o Ebtida foi de R$ 72.28 milhões.

A receita líquida recuou 8,4%, na comparação com o mesmo trimestre de 2019, e somou R$ 155,1 milhões. No acumulado do ano, a receita líquida atingiu R$ 458,04 milhões, queda de 5,6% em relação ao mesmo período de 2019.

A receita advinda dos serviços de recuperação apresentou a queda mais significativa, contraindo 45,7% no terceiro trimestre deste ano.

Outras informações do Balanço

Além da queda de receitas e do aumento das despesas, o principal fator para o resultado negativo foi o exercício de opções de ações atreladas ao IPO.

Segundo a Boa Vista, em dezembro de 2019, os acionistas determinaram que, caso a operação que lhes permitira vender suas ações fosse a listagem na B3, a carência para exercer suas opções de ações seria automaticamente antecipada.

Assim, ao abrir seu capital, estes derivativos geraram uma obrigação de R$ 45,9 milhões. A empresa ressalta que a antecipação (chamada de vesting) é um evento não recorrente e não teve efeito no caixa.

Outro ponto que chama a atenção é o fato de a companhia encerrar setembro com uma dívida líquida 36% maior, de R$ 219,3 milhões. Ainda que o IPO tenha ocorrido nos últimos dias de setembro, e a oferta primária (dinheiro destinado ao caixa da Boa Vista) fosse de R$ 1,3 bilhão, os recursos não constam no fluxo de caixa reportado.

O caixa da Companhia representou 38,4% da dívida total, cobrindo 61,1% da dívida de curto prazo, no dia 30 de setembro de 2020.

“Vale ressaltar que a companhia realizou sua Oferta Pública Inicial de Ações (IPO) no último dia útil do 3T20, dessa forma os recursos líquidos da porção primária ingressaram apenas no primeiro dia do 4T20 não estando representados na composição da Dívida Líquida ou Caixa da Companhia”, ressaltou o Boa Vista.

VISÃO TÉCNICA


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