Eletrobras: após privatização da empresa, funcionários poderão ser alocados em outras estatais

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Funcionários da Eletrobras (BOV:ELET3) (BOV:ELET5) (BOV:ELET6) poderão ser alocados em outras estatais, após a privatização da empresa, segundo o relatório da medida provisória (MP) que trata da venda da companhia. A ideia é que sejam aproveitados em cargos de mesma complexidade e vencimentos similares. A MP deve ser votada hoje no Congresso.

O parecer também prevê que os trabalhadores demitidos até um ano depois da privatização terão o direito de converter o valor da sua rescisão em ações da nova empresa que será criada. Essa conversão será feita pelo pelo valor equivalente ao de cinco dias antes da data da emissão da MP.

O relatório da medida provisória foi apresentado nesta terça-feira pelo deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), com várias mudanças em relação à versão original.

Ele retirou do texto, por exemplo, a permissão para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) intervir no mercado e a possibilidade de levar uma dívida de R$ 80 bilhões para a Eletrobras decorrente de empréstimos compulsórios da década de 1960, pontos que haviam tornado a privatização “inviável”, na avaliação do governo, como o GLOBO revelou.

A MP prevê ainda que a Eletrobras será dividida. Uma nova empresa será criada para abrigar os ativos que hoje são da Eletronuclear, como as usinas nucleares de Angra, e a hidrelétrica de Itaipu. Elas não podem ser privatizadas por razões constitucionais. O resto dos ativos ficará com a Eletrobras, que será privatizada.

O relator determinou que o saldo da energia vendida por Itaipu a partir de 2023 (quando termina o período de pagamento do empréstimo de construção da obra) será dividido com 75% para abater encargos nas contas de luz e 25% para programas sociais do governo.

Eletrobras (ELET3): lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no 1T21, alta de 31%

Eletrobras fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,609 bilhão, uma alta de 31% frente aos R$ 1,228 bilhão de igual período do ano passado.

Segundo a estatal, o lucro do primeiro trimestre sofreu o impacto positivo dos resultados da transmissão, em decorrência da Revisão Tarifária Periódica com efeitos a partir de julho de 2020.

O resultado da última linha do balanço poderia ser ainda melhor se não fosse pelas provisões para contingências de R$ 932 milhões, com destaque para R$ 436 milhões relativos às contingências judiciais que discutem a correção monetária de empréstimo compulsório

A receita operacional líquida atingiu R$ 8,208 bilhões no período, 8% superior ao mesmo trimestre do ano anterior. A receita operacional líquida recorrente, que engloba receita do Procel, registrou alta 8% e somou R$ 8,200 bilhões na mesma base de comparação.

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