Jereissati justifica pagamento de dividendos em valor inferior ao mínimo obrigatório

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A Jereissati vem justificar o pagamento dos dividendos em valor inferior ao mínimo obrigatório, nos seguintes termos.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:JPSA3) nesta sexta-feira (30). Confira o documento na íntegra.

A Companhia é uma holding, e por consequência, sua principal fonte de recursos financeiros advém dos dividendos de sua principal controlada Iguatemi, a qual foi diretamente afetada pela pandemia da COVID-19, com o fechamento de seus shoppings. Assim, em decorrência dos impactos da COVID-19, a Iguatemi reduziu a sua proposta de dividendos para o exercício findo em 31 de dezembro de 2019, de R$ 150.000.000,00 para R$ 73.655.000,00, o que impactou significativamente o fluxo de caixa da Companhia, representando uma redução de recursos no caixa de aproximadamente R$ 38.575.000,00.

Diante desse novo cenário e das incertezas causadas pela COVID-19, os dividendos mínimos obrigatórios para o exercício findo em 31 de dezembro de 2020, no montante de R$ 18.154.148,89, tornam-se incompatíveis com a situação financeira da Companhia, podendo pôr em risco a liquidez do seu caixa e comprometer o seu capital de giro. A Companhia possui uma Dívida Bruta, que na data de 31 de dezembro de 2020, monta o valor de R$120.455.000,00, com prazo médio de 2,6 anos e um custo médio de 214,02% do CDI.

Diante do exposto acima, a Companhia propôs em Assembleia Geral Ordinária, o pagamento de dividendos no valor de R$ 10.000.000,00, a ser liquidado em duas parcelas iguais de R$ 5.000.000,00, nas datas de 30 de junho de 2021 e 29 de outubro de 2021; e o valor restante de R$ 8.154.148,89 para constituição da reserva especial de dividendos a serem pagos assim que a situação financeira da Companhia o permitir, o que foi aprovado pela unanimidade dos votos válidos.

Por fim, a administração da Companhia esclarece que a retenção de dividendos proposta visa preservar a liquidez da Companhia tendo em vista o cenário de incerteza causado pela pandemia, mantendo o seu equilíbrio financeiro até que todo o impacto da COVID-19 seja conhecido e mensurado.

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