Confira os Indicadores Econômicos desta quinta-feira (24/06/2021) - RTI, Índice Ifo, PIB, Fed…

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Confira os principais indicadores econômicos de hoje, em destaque o Banco Central (BC) elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano em 1 ponto porcentual (pp), para 4,6%, após um resultado melhor que o esperado para a atividade no primeiro trimestre, segundo o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho.

Brasil

  • Sondagem do consumidor registra 80,9 pontos em junho, maior valor desde novembro de 2020

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE subiu 4,7 pontos em junho, para 80,9 pontos, maior valor desde novembro de 2020 (81,7 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 4,2 pontos após seis meses consecutivos de queda.

Em junho, houve melhora tanto da percepção dos consumidores sobre o momento atual quanto das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 2,9 pontos, para 71,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) cresceu 5,9 pontos, para 88,3 pontos, ambos atingem o maior patamar desde novembro de 2020, mas ainda baixo em termos históricos.

Entre os quesitos que medem o grau de satisfação com a situação atual, o indicador que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral aumentou 2,8 pontos em junho, para 76,7 pontos, maior valor desde março de 2020 (82,1). O indicador que mede a satisfação sobre as finanças pessoais subiu 2,9 pontos, para 67 pontos, retornando ao maior patamar novembro de 2020.

  • Previsão de crescimento do PIB 2021 sobe para 4,6%, diz RTI

O Banco Central (BC) elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano em 1 ponto porcentual (pp), para 4,6%, após um resultado melhor que o esperado para a atividade no primeiro trimestre, segundo o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho. A estimativa anterior é de março.

“Adicionalmente, recuperação parcial da confiança dos agentes econômicos, medidas de preservação do emprego e da renda, prognóstico de avanço da campanha de vacinação, elevados preços de commodities e efeitos defasados do estímulo monetário indicam perspectivas favoráveis para a economia”, disse o BC no documento.

A instituição acrescentou que no segundo trimestre o PIB deve ficar praticamente estável, recuperando o ritmo de crescimento longo da segunda metade do ano. A previsão, porém, é cercada de dúvidas.

Europa

  • BoE mantém inalterados juros e tamanho de programa de compra de títulos

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve o tamanho de seu programa de estímulo inalterado e deixou sua taxa básica de juros na mínima histórica de 0,1% nesta quinta-feira.

Economistas que participaram de uma pesquisa não esperavam mudanças de política monetária por parte do BoE, à medida que o banco espera para ver se um salto na inflação pós-lockdowns se provará transitório e se o desemprego aumentará quando o governo britânico reduzir seu esquema de proteção ao emprego.

  • Indice Ifo de confiança do empresário sobe a 101,8 pontos em junho

O índice de confiança do empresário da indústria e do comércio na Alemanha subiu para 101,8 pontos em junho, maior nível em mais de dois anos, depois de registrar 99,2 pontos em maio, segundo informações do instituto de pesquisas alemão CESifo Group.

O subíndice que mede a avaliação da situação atual das empresas avançou de 95,7 em abril para 99,6 pontos em maio, enquanto o componente que mede as expectativas dos empresários para os próximos seis meses aumentou de 102,9 pontos para 104,0 pontos na mesma base de comparação.

Estados Unidos

  • PIB dos EUA cresceu 6,4% no primeiro trimestre de 2021

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 6,4% no primeiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre imediatamente anterior em termos anualizados, segundo dados revisados divulgados pelo Departamento do Comércio do país.

Não houve alteração em relação à primeira revisão e o indicador ficou em linha com as previsões dos analistas, que esperavam alta de 6,4%.

Na segunda revisão do PIB, houve uma elevação das estimativas sobre os investimentos em ativos fixos não residenciais, no investimento em estoques privados e nas exportações, que contribuiriam para elevar a taxa de crescimento no primeiro trimestre, mas foram compensados por um aumento na estimativa sobre as importações, que são um fator negativo no cálculo do PIB.

  • Pedidos de seguro desemprego semanais nos EUA totalizam 411.000, ficando acima das estimativas

Os pedidos iniciais de seguro-desemprego permaneceram elevados na semana passada, enquanto os empregadores lutavam para preencher um número recorde de vagas de emprego.

Os primeiros registros totalizaram 411.000 na semana encerrada em 19 de junho, uma ligeira diminuição em relação ao total anterior de 418.000 e pior do que a estimativa do Dow Jones de 380.000, informou o Departamento do Trabalho na quinta-feira.

  • Pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 2,3% em maio

Os pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 2,3% em maio ante o mês anterior, ou em US$ 5,7 bilhões, totalizando US$ 253,3 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Comércio.

Em abril, houve queda de 0,8% (dado revisado). Analistas projetavam alta de 2,6% nos pedidos de bens duráveis de maio. Excluída a categoria de transportes, os novos pedidos tiveram alta de 0,3% em maio ante abril.

  • Biden e senadores bipartidários chegam a acordo sobre infraestrutura

O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou junto com um grupo bipartidário de senadores que conseguiu chegar a um acordo bipartidário sobre o pacote de infraestrutura.

“Chegamos a um acordo sobre infraestrutura. Não foi fácil, mas chegamos a um entendimento bipartidário”, disse ele. Os detalhes do acordo não foram fornecidos durante as declarações à imprensa nos jardins da Casa Branca.

As negociações recentes concentraram-se na forma de financiamento do plano, que os primeiros esboços mostram que pode gastar US$ 579 bilhões acima dos níveis esperados, totalizando US$ 973 bilhões em cinco anos e US$ 1,2 bilhões se continuado em oito anos.

  • Fed: John Williams afirma não vê um caso para aumentar juros em breve

O presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, John Williams, reiterou que não vê um caso para aumentar juros em breve, dado que o mercado de trabalho continua muito aquém da força que o banco central quer ver. As informações são da agência de notícias “Dow Jones”.

Quando se trata de elevação das taxas, “não é hora agora porque a economia ainda está longe do emprego máximo”, disse Williams ao participar de um evento online. Quanto a quando o Fed pode aumentar as taxas, “a resposta, da qual você pode não gostar, é que depende” do desempenho da economia.

Williams, que também atua como vice-presidente do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), falou após a participação conjunta em um evento online do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, e do presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker. Bostic e Harker concordaram que também gostariam de ver mais progresso na frente de empregos.

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