Br Partners (BRBI11) : lucro líquido de R$ 35 milhões no 2T21

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O banco de investimento BR Partners divulgou seu primeiro balanço como companhia aberta listada na B3. O lucro líquido foi de R$ 35 milhões no segundo trimestre, expansão de 47% ante o mesmo período do ano passado e de 12,9% na comparação com o primeiro período de 2021.

A receita líquida do banco, incluindo das operações de assessoramento de fusões e aquisições, somou R$ 76,2 milhões no segundo trimestre, alta de 14,3% na comparação anual e de 0,7% ante o primeiro trimestre do ano.

O banco destaca que a melhora do lucro foi reflexo do mercado de capitais aquecido nos últimos meses, que tem levado a recorde de fusões e aquisições, de ofertas de ações e de dívida no Brasil.

O BR Partners observa ainda a contribuição da queda da despesa administrativa por conta do estorno de provisão de despesas com o processo de abertura de capital (IPO) para a melhora dos resultados. Também houve menor despesa com Imposto de Renda (IR) e com Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), devido à execução de um crédito tributário extraordinário.

Considerando o resultado semestral, o lucro líquido da BR Partners somou R$ 65,9 milhões, alta de 45% em relação ao primeiro semestre de 2020. As receitas ficaram em R$ 151,9 milhões, aumento de 34% na mesma base de comparação.

A margem líquida ficou em 43% e o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) em 25,7%. O índice de Basileia, que mede a capitalização dos bancos, somou 55,2%, um dos mais altos do setor.

Os resultados da Br Partners (BOV:BRBI11) referentes às suas operações do segundo trimestre de 2021 foram divulgados no dia 09/08/2021.

VISÃO DO MERCADO

XP Investimentos

A BR Partners acaba de apresentar bons resultados no segundo trimestre de 2021 (2T21), com lucro de R$ 35 milhões (vs. R$ 31 milhões no 1T21 e R$ 24 milhões no 2T20), o que implica um bom Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) de 19% no trimestre (recursos do IPO já incorporados).

O resultado foi impulsionado principalmente por Sales & Trading, que saltou 81% anualmente e 159% trimestralmente para R$ 10,4 milhões, impulsionado pela maior demanda e capacidade do banco de aumentar limites devido aos recursos; Mercado de Capitais, que continuou a apresentar bons resultados, expandindo 76% anualmente para R$ 18 milhões; e Menor Alíquota de Imposto, uma vez que a empresa beneficiou de um crédito tributário extraordinário.

Por outro lado, as despesas de pessoal foram piores do que o esperado, crescendo 135% anualmente e 43% trimestralmente para R$ 22 milhões, implicando em um índice de remuneração de 25% (vs. 22% esperado para 2021, embora acreditemos que seja sazonal).

Embora acreditemos que a combinação de maiores despesas de pessoal com impostos extraordinariamente menores possa afetar a percepção de rentabilidade do banco por alguns investidores,  esperamos que o mercado reaja positivamente aos bons sinais de crescimento apresentados pela administração no próximo pregão.

XP mantém recomendação de compra com preço alvo de R$ 29,00…

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