Confira os Indicadores Econômicos desta quarta-feira (25/08/2021) - BC, IPCA-15, Índice Ifo…

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Confira os principais indicadores econômicos de hoje, em destaque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de agosto foi de 0,89%, ficando 0,17 ponto percentual acima da taxa de julho (0,72%).

Brasil

  • Déficit em conta corrente do Brasil cresceu 2,5 vezes em julho na comparação com o mesmo período do ano passado

O déficit em conta corrente do Brasil cresceu 2,5 vezes em julho na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 1,584 bilhão, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). No acumulado de janeiro a julho, houve déficit de US$ 8,32 bilhões, queda de 40,17% em base anual, e em 12 meses o déficit em conta corrente soma US$ 20,337 bilhões, ou o equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

O superávit na conta de capital diminuiu 19,64% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 30 milhões, e no acumulado de janeiro a julho houve superávit de US$ 113 milhões, queda de 50,15% em relação a um ano antes. Na conta financeira, o déficit cresceu 3,49% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 1,756 bilhão, e no acumulado do ano houve déficit de US$ 9,682 bilhões, queda de 22,29% em relação a um ano antes.

  • IPCA-15 de agosto foi de 0,89%, ficando 0,17 ponto percentual acima da taxa de julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de agosto foi de 0,89%, ficando 0,17 ponto percentual acima da taxa de julho (0,72%). Essa foi a maior variação para um mês de agosto desde 2002, quando o índice foi de 1,00%. No ano, o índice acumulou alta de 5,81% e, em 12 meses, de 9,30%, acima dos 8,59% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2020, a variação havia sido de 0,23%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em agosto. O maior impacto (0,31 p.p.) e a maior variação (1,97%) vieram de Habitação. A segunda maior contribuição veio dos Transportes (1,11% e 0,23 p.p.), com variação próxima à do mês anterior (1,07%).

Na sequência, veio Alimentação e bebidas (1,02%), cujo resultado ficou acima do IPCA-15 de julho (0,49%) e contribuiu com 0,21 p.p. no índice do mês. O grupo Saúde e cuidados pessoais (-0,29%), por sua vez, foi o único que apresentou queda em relação ao mês anterior e contribuiu com -0,04 p.p. para o índice geral. Os demais grupos ficaram entre o 0,19% de Comunicação e o 1,05% de Artigos de residência.

  • IPC-Fipe subiu 1,40% na terceira quadrissemana de agosto

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 1,40% na terceira quadrissemana de agosto, acelerando em relação à alta de 1,35% verificada na segunda quadrissemana do mês, segundo dados publicados nesta quarta-feira, 25, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na terceira leitura de agosto, seis dos sete componentes do IPC-Fipe avançaram com mais força: Habitação (de 1,62% na segunda quadrissemana para 1,63% na terceira quadrissemana); Alimentação (de 2,06% para 2,13%); Transportes (de 1,08% para 1,15%); Despesas Pessoais (de 1,18% para 1,41%); Saúde (de 0,05% para 0,08%); e Educação (de 0,01% para 0,11%).

  • Confiança dos consumidores se estabiliza após quatro meses em alta

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE recuou 0,4 ponto em agosto, para 81,8 pontos, um patamar considerado baixo em termos históricos. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,89 ponto, para 81,6 pontos, na terceira alta seguida.

Em agosto, houve diminuição da satisfação dos consumidores sobre a situação atual e acomodação das expectativas sobre os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu -1,1 ponto, para 69,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) ficou praticamente estável ao variar 0,1 ponto, para 90,9 pontos.

A percepção de piora da situação atual foi influenciada pelo quesito que mede a satisfação sobre as finanças familiares que caiu 2,8 pontos, para 63,0 pontos, menor nível desde abril. Enquanto as avaliações sobre à situação econômica geral apresentou leve aumento de 0,6 ponto em agosto, para 77,2 pontos, maior valor desde março de 2020 (82,1).

  • Fluxo cambial brasileiro ficou positivo em US$ 4,607 bilhões até dia 20 de agosto

O saldo entre a entrada e a saída de dólares no Brasil ficou positivo em US$ 4,607 bilhões em agosto até dia 20, refletindo superávit comercial de US$ 2,171 bilhões e fluxo financeiro positivo de US$ 2,436 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC).

O saldo da balança comercial corresponde a exportações de US$ 13,225 bilhões e a importações de US$ 11,054 bilhões. O saldo do fluxo financeiro é resultado de US$ 27,871 bilhões em compras e de US$ 25,435 bilhões em vendas na moeda estrangeira.

Na semana encerrada em 20 de agosto, o fluxo cambial foi positivo em US$ 3,016 bilhões. Na semana encerrada em 13 de agosto, o fluxo cambial foi positivo em US$ 674 milhões.

Europa

  • Índice Ifo da Alemanha caiu para 99,4 pontos em agosto

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 100,7 pontos em julho para 99,4 pontos em agosto, registrando sua segunda queda consecutiva, à medida que gargalos de oferta e preocupações com a disseminação da variante delta da covid-19 prejudicaram a perspectiva de curto prazo, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 25, pelo instituto alemão IFO.

O resultado deste mês ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam queda menor do indicador, a 100,3 pontos.

O chamado subíndice de expectativas econômicas do IFO recuou de 101 pontos em julho para 97,5 pontos em agosto. Por outro lado, o subíndice de condições atuais melhorou levemente no mesmo período, de 100,4 para 101,4 pontos.

Estados Unidos

  • Pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos caíram 0,1% em julho ante o mês anterior

Os pedidos de bens duráveis nos Estados Unidos caíram 0,1% em julho ante o mês anterior, ou em US$ 400 milhões, totalizando US$ 257,2 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Comércio. Em junho, houve alta de 0,8% (dado revisado).

Analistas projetavam queda de 0,5% nos pedidos de bens duráveis de julho. Excluída a categoria de transportes, os novos pedidos tiveram alta de 0,7% em julho ante junho. Excluindo o segmento de defesa, o índice regrediu 1,2% na mesma base de comparação.

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