Confira os Indicadores Econômicos desta sexta-feira (27/08/2021) - FED, IPP, Operações de Crédito…

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Confira os principais indicadores econômicos de hoje, em destaque o Federal Reserve (Fed) deve começar a reduzir as compras de ativos, atualmente no ritmo de US$ 120 bilhões ao mês, ainda este ano se as condições econômicas continuarem evoluindo como o esperado, disse o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, em discurso no simpósio de Jackson Hole.

Brasil

  • Índice de preços ao produtor foi de 1,94% em julho

Em julho de 2021, os preços da indústria subiram 1,94% frente a junho (1,29%), maior variação dos últimos três meses (houve variação de 1,29% em junho e de 0,99% em maio). O acumulado no ano atingiu 21,39%, o maior para igual mês na série histórica e que, em sete meses, já supera o acumulado em todo o ano de 2020 (19,38%).

O acumulado em 12 meses (35,08%) está entre os quatro maiores da série, iniciada em dezembro de 2014. Em julho, 20 das 24 atividades tiveram alta de preços.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede os preços de produtos “na porta de fábrica” das Indústrias Extrativas e de Transformação, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas: bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis).

Em julho de 2021, os preços da indústria subiram 1,94% frente a junho. As quatro maiores variações foram nas atividades metalurgia (3,68%), indústrias extrativas (3,61%), vestuário (3,45%) e refino de petróleo e produtos de álcool (3,26%). As maiores influências foram: alimentos (0,49 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (0,32 p.p.), indústrias extrativas (0,27 p.p.) e metalurgia (0,27 p.p.).

  • Estoque total de operações de crédito do sistema financeiro subiu 1,2% em julho

O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro subiu 1,2% em julho ante junho, para R$ 4,265 trilhões, informou nesta sexta-feira, 27, o Banco Central (BC). Em 12 meses, houve alta de 16,2%. Em julho ante junho, houve alta de 1,5% no estoque para pessoas físicas e elevação de 0,8% no estoque para pessoas jurídicas.

De acordo com o BC, o estoque de crédito livre avançou 0,9% em julho, enquanto o de crédito direcionado apresentou alta de 1,6%. No crédito livre, houve alta de 1,6% no saldo para pessoas físicas no mês passado. Para as empresas, o estoque avançou 0,1% no período.

O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) se manteve em 52,6% na passagem de junho para julho.

O estoque das operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceu 1,3% em julho ante junho, totalizando R$ 768,677 bilhões, informou o Banco Central. Em 12 meses até julho, o crédito para habitação no segmento pessoa física subiu 14%.

Estados Unidos

  • Há evidências de moderação da inflação e melhora em emprego, diz Jerome Powell

A disparada da inflação nos Estados Unidos é motivo de preocupação, mas dados recentes mostram que há tendência de moderação nos preços, enquanto o emprego segue em ritmo de recuperação, embora ainda enfrente algumas turbulências, disse o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, em discurso no simpósio de Jackson Hole.

“As empresas e os consumidores relatam amplamente pressões de alta sobre os preços e salários. A inflação nesses níveis é, obviamente, motivo de preocupação. Mas essa preocupação é temperada por uma série de fatores que sugerem que essas leituras elevadas provavelmente serão temporárias. Esta avaliação é crítica e contínua, e estamos monitorando cuidadosamente os dados recebidos”, disse ele.

Em julho, o índice de preços para os gastos pessoais (PCE) – a métrica preferida do Fed para a inflação – avançou 0,4% na comparação mensal e 4,2% em base anual. O núcleo do PCE, que exclui do cálculo os preços de alimentos e energia, subiu 0,3% em termos mensais e 3,6% em termos anuais.

  • Fed deve começar a reduzir as compras de ativos, atualmente no ritmo de US$ 120 bilhões ao mês

O Federal Reserve (Fed) deve começar a reduzir as compras de ativos, atualmente no ritmo de US$ 120 bilhões ao mês, ainda este ano se as condições econômicas continuarem evoluindo como o esperado, disse o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, em discurso no simpósio de Jackson Hole.

“Na recente reunião do Fomc [Comitê Federal de Mercado Aberto] em julho, eu era de opinião, assim como a maioria dos participantes, que se a economia evoluísse amplamente como previsto, poderia ser apropriado começar a reduzir o ritmo de compras de ativos este ano”, afirmou ele.

O Fed estabeleceu que só reduziria o nível extraordinário de acomodação monetária oferecido no auge da crise provocada pela pandemia de covid-19, em março de 2020, quando houvesse progresso substancial em direção às metas de pleno emprego e estabilidade de preços – um processo que vem sendo medido desde dezembro passado, quando o banco central articulou essa orientação pela primeira vez.

  • Índice de sentimento do consumidor de Michigan caiu a 70,3 em agosto

O índice de sentimento do consumidor dos Estados Unidos, elaborado pela Universidade de Michigan, caiu de 81,2 em julho a 70,3 na leitura final de agosto, informou nesta sexta-feira a instituição.

O resultado ficou abaixo da previsão de 71,0 feita por analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal. O índice das condições atuais da economia recuou de 84,5 em julho a 78,5 em agosto.

Já o de expectativas do consumidor passou de 79,0 a 65,1 no mês atual. A medida de expectativa de inflação em um ano desacelerou de 4,7% a 4,6%. Enquanto a de cinco anos, por outro lado, acelerou de 2,8% a 2,9%.

  • Índice de preços para os gastos pessoais nos EUA subiu 0,4% em julho

A renda dos norte-americanos em julho subiu 1,1% em relação a junho, uma alta de US$ 225,9 bilhões em termos absolutos, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Os gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) subiram 0,3% na mesma base de comparação, uma alta de US$ 42,2 bilhões.

Em junho, a renda subiu 0,2% ante maio e os gastos tiveram alta de 1,1%, segundo dados revisados. Analistas esperavam alta de 0,3% na renda e nos gastos em julho em comparação com o mês anterior. A renda pessoal menos o pagamento de impostos (DPI, ou Disposable Personal Income) avançou 1,1%, um aumento de US$ 198.0 bilhões, em julho ante junho. O volume de poupança dos norte-americanos foi de US$ 1,72 trilhão em julho, o que representa 9,6% da DPI.

Além disso, o índice de preços para os gastos pessoais (PCE) subiu 0,4% em julho na comparação mensal, depois de registrar uma alta de 0,5% em junho. Na comparação anual, o índice subiu 4,2% em julho, após uma alta de 4,0% em junho.

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