Dólar fecha com alta, em cenário global de aversão ao risco

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O dólar comercial fechou em R$ 5,4860, com alta de 0,01%. Em um cenário global de aversão ao risco, a moeda norte-americana chegou a operar em R$ 5,5380. As preocupações com China e Estados Unidos, além de uma escalada mundial da inflação, continuam no radar.

Segundo a economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli, “existe uma expectativa de retirada de estímulos da economia, nos Estados Unidos, e o receio que eles antecipem o aumento dos juros, o que afeta diretamente as moedas emergentes”. A economista também menciona preocupação com a revisão para baixo dos crescimentos de China e Estados Unidos.

No cenário doméstico, Quartaroli vê diversos entraves: “A inflação ainda não acabou, com os aumentos constantes devido à crise hídrica e alta do dólar. Os resultados também não ajudam, mesmo sendo de ‘retrovisor’, pois isso reforça a revisão para baixo do PIB”, referindo-se às vendas do varejo que caíram em agosto.

Quanto às reformas estruturais, Quartaroli vê como algo cada vez mais difícil de ser aprovado: “Falta coordenação política no congresso”. Ela também teme medidas populistas do governo, como a ampliação de programas sociais, que tornem a situação fiscal ainda mais frágil.

Para o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio Leal, “existe um movimento global de fortalecimento do dólar. Nossa parcela de culpa, neste momento, é pequena”. O economista explica que o cenário mudou nos últimos 45 dias, e mesmo se a parte fiscal for resolvida o dólar não ficaria abaixo dos R$ 5,00, mas alerta: “Ainda tem espaço para piorar, caso não seja feito o dever de casa”.

Leal vê com preocupação o crescimento internacional da inflação, classificando-a como maior do que o esperado. Quanto à China, ele é enfático: “São várias questões levantadas, principalmente na construção civil. Isso afeta muito os emergentes e as perspectivas de fortalecimento do real”, projeta o economista.

De acordo com o head de renda variável da Valor Investimentos, Pedro Lang, “as vendas no varejo, muito abaixo do esperado, demonstram a fragilidade da nossa economia”. “Voltamos a falar de estagflação”, alerta. As vendas do varejo em agosto caíram 3,1% ante previsão de +0,5%.

Lang também destacou o avanço da inflação no velho continente: “A questão do gás na Europa reacende o medo da inflação. Isso pode não ser transitório, como achávamos”, pontua. Ele pontua que o estoque de gás no continente é o menor em muitos anos.

Acompanhe as altas e baixas do dólar nos últimos dias:

Data Compra Venda Variação Variação
04/09/2021 5,446 5,4464 1,442% 0,0774
06/09/2021 5,4856 5,4861 0,018% 0,001

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