Wall Street segue para o quinto dia de perdas, enquanto o dólar se fortalece, prejudicando empresas americanas

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Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas registraram pesadas perdas nesta segunda-feira, refletindo o pessimismo da fraqueza em Wall Street, à medida que o aperto dos bancos centrais em todo o mundo para conter a inflação pesa sobre o sentimento dos investidores.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 3,02%, para 2.220,94 pontos. O Banco da Coreia espera que o Fed dos EUA aumente as taxas em mais 75 pontos base em sua próxima reunião. Durante depoimento perante o parlamento sul-coreano, o presidente do Banco da Coreia, Rhee Chang-yong, reiterou as previsões medianas que mostram que o Fed aumentará as taxas para 4,4% até o final de 2022 e que “os mercados ainda estão digerindo os choques dos ajustes”. Quando perguntado sobre relatórios de acordos de swap de moedas entre os EUA e a Coreia do Sul, Rhee disse que “houve trocas de informações” entre os dois países, sem dar mais detalhes.

O Nikkei do Japão caiu 2,66%, para 26.431,55 pontos.

Na China continental, o Shanghai Composite caiu 1,2%, para 3.051,23 pontos e o Shenzhen Component caiu 0,40%, para 10.962,56 pontos. O Banco Popular da China anunciou nesta segunda-feira que aumentaria a exigência de reserva de risco sobre vendas a prazo de câmbio de 0% para 20% a partir de 28 de setembro, com objetivo de tornar a venda do yuan mais cara. A moeda enfraqueceu nas últimas semanas, atingindo a mínima de dois anos em relação ao dólar americano, que se fortaleceu globalmente. Analistas dizem que as autoridades chinesas sinalizaram que estão tomando medidas para impedir que a moeda caia ainda mais. A moeda onshore e offshore da China ultrapassou a marca de 7,15 em relação ao dólar nas primeiras horas de segunda-feira na Ásia. Não só o yuan caiu, mas a maioria das moedas asiáticas recuaram nesta segunda-feira.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,44%, fechando em 17.855,14 pontos, com o índice Hang Seng Tech contrariando a tendência e subindo 1,61%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,6%, para 6.469,40 pontos, com pesadas perdas nos setores de energia e minerais, à medida que o dólar americano em alta continua a pesar sobre os preços das commodities. BHP caiu 4,7%, Fortescude Metals recuou 4,5% e Rio Tinto afundou 5,3%. Entre as empresas de energia, Santos despencou 7% e Woodside Energy cedeu 4,6%.

os investidores também estavam esperando para ver se o governo federal aprovaria 29 pedidos de novas minas de carvão, o que aumentaria a oferta de carvão em mais de 250 milhões de toneladas por ano e contribuiria com até 17 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão caiu 1,34%.

O comitê de política monetária do Reserve Bank of India está programado para se reunir nesta semana e a China deve divulgar dados sobre a atividade fabril mais para o fim da semana.

EUROPA: A maioria da principais bolsas europeias caem na segunda-feira, com os investidores continuando a avaliar a deterioração das perspectivas econômicas na região, à medida que a inflação continua alta e os bancos centrais recorrem a aumentos agressivos das taxas de juros para tentar domar a alta dos preços.

O pan-europeu Stoxx 600 cai 0,2% no final da manhã, com os bancos caindo, enquanto as ações de tecnologia subiam. O alemão DAX 30 cai 0,1% e o francês CAC 40 recua 0,8%.

Na Penísula Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,7% e o português PSI 20 tomba 1,2%.

O FTSE 100 do Reino Unido cai 0,7%, com a libra esterlina recuando brevemente 4% para uma baixa recorde de US$ 1,0382 na madrugada de segunda-feira, após o anúncio da semana passada pelo novo governo do Reino Unido de que implementaria cortes de impostos e incentivos ao investimento para impulsionar o crescimento. Os críticos dizem que essas medidas econômicas beneficiarão desproporcionalmente os ricos e podem fazer com que o Reino Unido assuma altos níveis de endividamento em um momento de aumento das taxas de juros.

O FTSE MIB da Itália contraria a tendência regional e sobe 0,6% após eleição no domingo. O país está a caminho de eleger sua primeira primeira-ministra e o primeiro governo liderado pela extrema-direita desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O partido Fratelli d’Italia (Irmãos da Itália), de Giorgia Meloni, deve ganhar 26,4% dos votos, de acordo com uma pesquisa de boca de urna na manhã de segunda-feira. O partido está junto com uma ampla coalizão de direita com a Lega, de Matteo Salvini, a Forza Italia de Silvio Berlusconi e do partido moderado Noi Moderati. Esta aliança deve ganhar 44,43% dos votos, de acordo com as pesquisas de boca de urna, o suficiente para obter uma maioria parlamentar, enquanto o bloco de centro-esquerda deve ficar com 26,57%. As primeiras projeções dos resultados reais das eleições devem ser divulgadas na manhã de segunda-feira.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA caem nesta segunda-feira, apontando para o quinto dia de perdas em Wall Street, com o aumento das taxas de juros e a turbulência nas moedas estrangeiras ameaçando empurrar o S&P 500 para uma nova baixa no ano.

A libra britânica caiu para uma baixa recorde na segunda-feira em relação ao dólar americano. A campanha agressiva de aumento da taxa de juros por parte do Federal Reserve, juntamente com os cortes de impostos do Reino Unido anunciados na semana passada, fizeram com que o dólar americano disparasse. Um dólar em alta pode prejudicar os lucros das multinacionais americanas e também causar estragos no comércio global, com grande parte dele transacionado em dólares.

Na sexta-feira, o Dow registrou uma nova baixa intradiária no ano ao fechar em baixa de 486 pontos, ou queda de 1,62%, em 29.590,41 pontos. O Nasdaq Composite, pesado em tecnologia, perdeu 1,80%, em 10.867,93 pontos.

O S&P 500 quebrou temporariamente a marca de sua baixa de fechamento registrado em junho, mas conseguiu recuperar e terminar em queda de 1,72%, em 3.693,23 pontos na sessão de sexta-feira. Os investidores estarão observando de perto o S&P 500 nesta segunda-feira, pois a baixa intradiária do benchmark para o ano é de 3.636,87 pontos. Qualquer negociação abaixo desses níveis pode gerar mais vendas no mercado.

Indo para a última semana de negociação de setembro, o Dow e o S&P 500 caíram cerca de 6% no mês, enquanto o Nasdaq perdeu 8%. Tanto o Dow quanto o S&P estão agora 1,2% e 1,6%, respectivamente, acima das mínimas de meados de junho. O Nasdaq está 2,9% acima de sua baixa.

Outro aumento de taxa de juros pelo Federal Reserve na semana passada foi o catalisador para o rali de queda. Os mercados continuam a digerir o impacto das decisões políticas mais recentes do Federal Reserve depois que o banco central aumentou as taxas de juros em 75 pontos base na semana passada e sugeriu que continuaria fazendo isso ao longo de 2022 e 2023 para combater a inflação crescente. O banco central indicou que poderia aumentar as taxas em até 4,6% antes de recuar. A previsão mostra que os planos do Fed serão agressivos este ano, elevando as taxas para 4,4% antes do final de 2022. Os mercados esperavam indícios de um pivô nas políticas do Fed no evento de Jackson Hole ou na reunião do FED em setembro, mas isso não aconteceu e um cenário de recessão está se tornando real para muitos analistas e isso pode significar que mais problemas econômicos, juntamente com um mercado de ações muito mais fraco, estão chegando.

Os aumentos contínuos das taxas levantam preocupações sobre uma recessão entre alguns investidores e analistas, especialmente porque eles vem ampliando a diferença entre o rendimento dos títulos do Tesouro de 2 e 10 anos, levando a uma curva de rendimentos acentuadamente invertida. Muitos veem isso como um indicador-chave da desaceleração econômica.

Os rendimentos dos títulos dispararam depois que o Fed decretou outro aumento de 75 pontos base. As taxas do Tesouro de 2 e 10 anos atingiram níveis nunca vistos em mais de uma década. Na sexta-feira, o Goldman Sachs reduziu sua meta de fim de ano para o S&P 500 de 4.300 para 3.600.

Nesta segunda-feira, as taxas estavam subindo novamente na segunda-feira, com o rendimento dos títulos do Tesouro de 2 anos, mais sensível à política do Fed, subiu brevemente acima de 4,3%, atingindo níveis vistos pela última vez em 2007 e negociava em alta de 6 pontos base para 4,2779% por volta das 5h da manhã. Um leilão de notas de 2 anos no valor total de US$ 43 milhões deve ocorrer na segunda-feira. O rendimento da nota do Tesouro de 10 anos subiu 6 pontos base para 3,7668%. Rendimentos e preços tem uma relação inversa. Um ponto base equivale a 0,01%.

Os investidores esperam obter mais informações sobre as expectativas econômicas e políticas do Federal Reserve na segunda-feira, visto que uma vários palestrantes do Fed devem fazer comentários, incluindo discursos da presidente do Fed de Boston, Susan Collins, do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic e da presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester.

Na agenda econômica não é esperada leituras de dados sobre a atividade econômica relevantes.

Mas alguns especialistas não acreditam que qualquer divulgação de dados econômicos ou discurso do Fed convencerá os mercados de que uma redução dessa campanha agressiva de aperto monetário acontecerá “em breve”.

Os grandes investidores institucionais parecem não estar dispostos a correr riscos e supostamente gastaram US$ 34,3 bilhões nas últimas quatro semanas em opções de ações para proteger contra um “selloff”, o maior registrado desde 2009. Um estrategista do Morgan Stanley, em uma nota aos clientes no domingo, resumiu como é difícil nos dias de hoje “navegar por essas águas turbulentas para a economia e o mercado é um desafio tanto para ativos livres de riscos quanto em ativos de risco, por conta do tempo de duração no primeiro caso e do crescimento/lucro no segundo”, sugerindo cautela aos investidores. “Nesse contexto, achamos que os títulos de crédito corporativo de grau de investimento dos EUA (IG), particularmente no “front end” da curva (o segmento de 1 a 5 anos), fornecem uma alternativa mais segura com menor desvantagem para os investidores que buscam renda, especialmente na parte de trás de rendimentos muito maiores” (sic).

CRIPTOMOEDAS: Os mercados de criptomoedas operam em baixa nesta segunda-feira, após iniciar a semana entre altas e baixas.

Os ativos digitais vem superando em grande parte o desempenho do mercado de ações desde a venda no final da semana passada no que poderia ser um bom sinal para as criptomoedas que podem sinalizar ter atingido seu fundo.

O Bitcoin opera entre altas e baixas nas últimas 24 horas e tenta se sustentar acima de US $ 19.100 e parece deixar para trás sua baixa recente em torno de US $ 18.500.

Segundo analistas, alguns investidores estavam de olho na relação entre a base de custos dos detentores de Bitcoin de longo prazo em comparação com os detentores de curto prazo. A base de custo em criptomoeda refere-se ao preço do Bitcoin no momento da compra e indica se um titular está ou não lucrando.

No sábado, via Twitter, o co-fundador da empresa de criptomoedas Reflexivity Research, disparou: “Depois de meses de espera, pela quarta vez a base de custos de curto prazo do Bitcoin caiu abaixo de sua base de custos de suporte de longo prazo” e “isso indica um processo de fundo”. O próximo sinal a ser observado é continuar a acompanhar o movimento dos custos de curto prazo acima do longo prazo, referindo-se ao ponto em que os detentores de Bitcoin de curto prazo terão uma base de custos positiva.

O Ethereum, o segundo maior token digital, cai mais de 1%, mas tenta se segurar acima de US$ 1.300.

Bitcoin: -0,86%, em US $ 18.904,60
Ethereum: -2,02%, em US $ 1.298,77
Cardano: -4,01%
Solana: -4,12%
Dogecoin: -4,28%
Terra Classic: +39,40%

ÍNDICES FUTUROS – 8h20:
Dow: -0,58%
SP500: -0,64%
NASDAQ: -0,66%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -1,46%
Brent: -1,11%
WTI: -1,04%
Soja: -0,44%
Ouro: -0,57%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

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