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Para analistas, Copel deve continuar ganhando eficiência com foco em energia elétrica

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O noticiário desta semana esteve movimentado para a Copel. A companhia de energia paranaense, recém-privatizada, aprovou a contratação de assessoria para estruturação das atividades necessárias para a venda da Compagas.

A Compagas é companhia controlada pela Copel (BOV:CPLE6), que é titular de 51% do capital social total e votante, com participação minoritária de 24,5% da Commit Gás S.A. e 24,5% da Mitsui Gás e Energia do Brasil.

A empresa é concessionária responsável pela distribuição de gás natural canalizado no Estado do Paraná, cuja concessão original foi outorgada em 06/07/1994 com prazo de 30 anos, por meio da Lei Estadual n.º 10.856/1994-PR, e renovada em dezembro de 2022, com vigência até o ano de 2054. O bônus de outorga do novo contrato de concessão foi devidamente quitado no exercício de 2022

A Copel informou que o desinvestimento está em linha com seu plano de longo prazo. O objetivo da empresa é focar no crescimento dos negócios com foco em energia elétrica. A empresa com sede no Paraná já havia vendido a participação que detinha na ES Gás para a Energisa.

Segundo a Levante Investimentos, com a recente privatização envolvendo a Copel, a empresa deve continuar ganhando eficiência e focando em atividades relacionadas à energia elétrica.

“Também é esperado que a gestão siga desinvestindo dos negócios que não estejam relacionados com o core business da companhia, o que abre espaço para pagamentos adicionais de dividendos”, diz o relatório.

De acordo com a Levante, nos últimos cinco anos, a média de proventos pagos pela Copel aos seus acionistas foi de 8%.

Por fim, analistas comentam que os papéis da elétrica são indicados para aqueles investidores que pretendem alocar capital com uma visão de longo prazo. Para o Safra, a continuidade do processo de desinvestimento da Compagas não deve ser vista como uma surpresa, embora represente um desenvolvimento positivo da implementação do plano de negócios da Copel e reafirme os compromissos assumidos pela administração durante o processo de privatização.

“Observamos que a Copel possui uma estrutura de capital desalavancada (2,5 vezes a relação dívida líquida/Ebitda), e a venda da Compagas reduziria ainda mais o endividamento, abrindo espaço para distribuições adicionais de dividendos, semelhantes às anunciadas após a venda da Copel Telecom, de volta em 2021”, apontou a equipe de analistas da casa.

Isso confirmaria a tese de investimento da Copel como um ativo de longa duração que oferece elevados rendimentos de dividendos.

O Safra ainda comentou sobre o anúncio de distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) pela elétrica de R$ 0,33 por ação CPLE6, implicando um rendimento de dividendos de 3,7% (data-ex em 2 de outubro de 2023).

“Com relação à distribuição de juros sobre capital próprio, acreditamos que a Copel poderia estar tentando antecipar possíveis mudanças trazidas pelas reformas tributárias atualmente em discussão pelo governo federal”, avalia a equipe de análise.

Ela ainda complementa, destacando que outras empresas poderiam seguir esta iniciativa, o que poderá gerar rendimentos bons e inesperados para os investidores. “Temos uma classificação de Compra para Copel e a vemos sendo negociada a uma TIR [Taxa Interna de Retorno] real atraente de aproximadamente 10%”, reforça.

Cabe destacar que, nesta semana, o Morgan Stanley elevou a recomendação para a ação da Copel de equivalente à neutra para compra, ampliando também o seu preço-alvo, de R$ 9 para R$ 12, tendo em vista que, em sua avaliação, investidores ainda estão precificando a companhia elétrica como estatal.

Compagas em números

A Compagas atende mais de 53 mil clientes e possui mais de 860 KM de rede construída, abrangendo os municípios de Araucária, Arapoti, Balsa Nova, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Carambeí, Castro, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Palmeira, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa, Quatro Barras e São José dos Pinhais.

A companhia encerrou o ano de 2022 com uma receita líquida de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 66% na comparação com 2021. A empresa obteve um lucro líquido de R$ 179 milhões. Com isso, a expectativa do mercado é que a venda deste ativo seja realizada por cerca de R$ 2,3 bilhões. A Copel teria direito a R$ 1,15 bilhão caso a venda seja concluída nestes termos.

Informações Infomoney

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