lbelecan
- Dono
- 6039
- 10/08/2007
SÃO PAULO - Na última sexta-feira (10), os analistas da Merrill Lynch estiveram reunidos com executivos do Bradesco (BBDC4), ABC Brasil (ABCB4) e Paraná Banco (PRBC4) para discutirem as atuais condições do sistema financeiro nacional e os prováveis impactos que a crise global de crédito pode provocar às instituições domésticas.
Embora a impressão geral do encontro tenha sido positiva, a equipe do banco de investimentos afirmou que segue cautelosa com o setor financeiro do Brasil, pois acredita que os riscos só deverão ser atenuados quando os mercados externos se acalmarem.
Na reunião, os representantes das instituições elogiaram os recentes esforços do Banco Central a fim de combater as restrições de liquidez derivadas das tensões externas, a exemplo do FMI (Fundo Monetário Internacional), que também parabenizou o empenho da autoridade monetária.
Segundo os analistas, um dos executivos ainda destacou o comprometimento do governo brasileiro para minimizar os impactos da crise, como a liberação de linhas de crédito ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e ao Bacen.
Prováveis impactos para os bancos
Quanto às possíveis seqüelas da crise, a Merrill Lynch afirmou que, a despeito das previsões de redução no ritmo de crescimento do crédito em 2009, neste ano as carteiras dos grandes bancos brasileiros não devem sofrer grandes alterações, conforme ressaltou o executivo do Bradesco, Milton Vargas.
O diretor de Relações com Investidores reforçou o guidance de crescimento de crédito do banco para 2008, que varia entre 24% e 29% em comparação com o ano passado, mas indicou que a instituição já prevê uma desaceleração de 15% a 16% para o intervalo no próximo ano.
Entre os bancos de menor porte, o ABC manteve sua expectativa de sólido crescimento da carteira de crédito para o mercado de atacado & large middle, mas reduziu as estimativas de expansão para o middle market.
Já o Paraná Banco reduziu suas contas referentes às folhas de pagamento, mas não alterou sua carteira de crédito, o que, na opinião dos analistas, sinaliza que a instituição não enfrenta problemas de liquidez até o momento.
Por sua vez, os executivos das três instituições concordaram que o nível de inadimplência deve aumentar no próximo ano, em linha com a perspectiva de desaceleração da economia doméstica em função da crise.
Setor mais forte ao final da crise
Por fim, quando perguntados sobre a possibilidade de o movimento verificado em alguns dos principais bancos norte-americanos e europeus - que contou com pedidos de concordatas e intervenções governamentais - se repetir nas instituições brasileiras, os executivos foram unânimes em afirmar que a probabilidade é muito pequena.
Além do já citado comprometimento das autoridades com o bom andamento das operações, eles acreditam que o processo de consolidação do setor deve se intensificar nos próximos meses, fortalecendo ainda mais o sistema financeiro nacional ao final da crise.
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13/10/2008
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Comentários
1 de 49
Ed Carlos
1089 04/09/2007Parem de se arriscar em Pine e outras coisas e partam para cima desse ativo enquanto esta degraça.
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lbelecan
6039 10/08/20073 de 49
apmello
22310 08/06/20074 de 49
lbelecan
6039 10/08/2007abrqaços
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Santos8
2717 24/02/2007Merril Lynch opera para estrangeiro. Está dentro da lógica de quem está vendendo porque precisa de fato vender, não importa o preço.
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nisc
3297 02/01/20078 de 49
Fabib
2417 12/09/20089 de 49
maspimentel
9832 05/06/2007FABIB, REALMENTE NO SITE FUNDAMENTUS O DIVIDENDO É DE 23,5%. MAS NO SITE DA EXAME (FEITO PELA LAFIS) O DIVIDENDO É DE 4,56%.
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Santos8
2717 24/02/2007Maspimentel, por que você mesmo não faz o cálculo?
É só ver no site da Bovespa:
Para Investidores - Empresas Listadas - Proventos em Dinheiro BCO ABC BRASIL S.A. Atualizado até 01/10/2008
Tipo de Ação Data da Aprovação (I) Valor do Provento (R$) Proventos por 1 ou 1000 ações Tipo do Provento (II) Últ. Dia 'Com' Data do Últ. Preço 'Com' (III) Últ. Preço 'Com' Preço por 1 ou 1000 ações Provento/
Preço(%)
ON 20/12/2007 0,32 1 JRS CAP PRÓPRIO 20/12/2007 0 1
ON 31/03/2008 0,12 1 JRS CAP PRÓPRIO 31/03/2008 0 1
ON 30/06/2008 0,12 1 JRS CAP PRÓPRIO 30/06/2008 0 1
ON 30/09/2008 0,13 1 JRS CAP PRÓPRIO 30/09/2008 0 1
PN 20/12/2007 0,32 1 JRS CAP PRÓPRIO 20/12/2007 20/12/2007 11,6 1 2,758621
PN 31/03/2008 0,12 1 JRS CAP PRÓPRIO 31/03/2008 31/03/2008 9,6 1 1,250000
PN 30/06/2008 0,12 1 JRS CAP PRÓPRIO 30/06/2008 30/06/2008 9,35 1 1,283422
PN 30/09/2008 0,13 1 JRS CAP PRÓPRIO 30/09/2008 30/09/2008 5,59 1 2,325581
Ou seja, no último ano, a PN pagou 0,32+0,12+0,12+0,13 (4 dividendos trimestrais), totalizando R$ 0,69/ação.
R$ 0,69 / R$ 2,93 = 23,5%.
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EvertonDias
123 07/12/2007Ouviram algo?
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Santos8
2717 24/02/2007Depois - desculpem - é ignorância.
Na prévia do balanço de hoje o Itaú mostrou que o pepino potencial máximo ao câmbio de 2,30 com os derivativos alavancados é de R$ 2,4 bi. Isso se NENHUM dos grandes clientes pagassee... Ou seja, provavelmente não será nem 10% disso.
E mesmo que fosse, R$ 2,4 bi p/ um banco que tem 30 de patrimonio não é nada.
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Fabib
2417 12/09/2008VAI BOMBAR!!!!!!!!!!!! rsrs...
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nisc
3297 02/01/200715 de 49
nisc
3297 02/01/2007http://www.mzweb.com.br/abcbrasil/web/arquivos/ABCBrasil_ER_3T08_20081029_port.pdf
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nisc
3297 02/01/200717 de 49
Fabib
2417 12/09/2008Antes só subia no final do dia. Pessoa não entrava achando que estava ficando sem força, vinha e entrava comprador no leilão, sempre pra não chamar atenção.
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nisc
3297 02/01/200719 de 49
caban
1031 08/09/2008O Banco ABC Brasil anunciou, ontem, um lucro líquido de R$ 48,4 milhões no terceiro trimestre, acumulando R$ 129,793 milhões nos primeiros nove meses do ano. O lucro cresceu 11,5% em relação ao segundo trimestre e 107,7% em comparação com o terceiro trimestre de 2007. O lucro acumulado em nove meses é 174% superior ao de igual período de 2007. O retorno sobre o patrimônio líquido médio ficou em 16,9%.
As ações preferenciais do ABC Brasil subiram 20% ontem, para R$ 3,60, dia em que o índice Bovespa teve alta de 4,37%. Apesar disso, essas vêm sendo bem castigadas pela onda de vendas que atinge todo o mercado. No mês, a queda é de 34% (29,7% do índice Bovespa). E, desde que o papel foi lançado no mercado, em 25 de julho de 2007, a desvalorização é de 71,20%. No mesmo período, o índice Bovespa caiu 37,55%.
Um dos principais motivos para a desvalorização das ações do ABC Brasil é a preocupação dos investidores com o aperto de liquidez que atingiu o mercado doméstico, afligindo especialmente os bancos pequenos e médios. De fato, os depósitos totais do ABC Brasil montavam a R$ 1,796 bilhão ao final de setembro, 9,5% abaixo dos R$ 1,984 bilhão do final de junho.
Mas, como disse o diretor vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores do ABC Brasil, Sérgio Lulia Jacob, funding não é problema para o banco. Controlado pelo Arab Banking Corporation (ABC), com sede em Bahrain, um dos maiores bancos do Oriente Médio e Norte da África, o ABC Brasil teve o suprimento de funding garantido por recursos externos do controlador e por instituições estrangeiras que têm relações com ele. O ABC é, por sua vez, controlado pela Abu Dhabi Investment Authority, Banco Central da Líbia e Ministério das Finanças do Kuwait.
Apesar disso, o ABC Brasil avalia a alternativa de venda de carteira, nas condições criadas recentemente pelo governo para incentivar a liquidez do mercado, permitindo ao banco comprador liberar recursos do compulsório sobre depósitos a prazo para a operação.
O diretor vice-presidente Anis Chacur Neto explicou que o funding externo, embora disponível para o banco, teve o prazo reduzido de um ano para 90 a 180 dias. A cessão de carteira surge como alternativa mais interessante desse ponto de vista. A taxa comentada pelo mercado, porém, é considerada ainda salgada. "É um instrumento muito eficiente criado pelo governo, mas não fizemos ainda e vamos avaliar se o custo é compatível para o ABC", disse Chacur Neto.
A disponibilidade de funding permitiu ao ABC Brasil manter o crédito para os clientes, disse Jacob. Especializado nas operações com empresas grandes e médias, o banco aumentou a carteira de crédito em 5,9% no terceiro trimestre sobre o segundo e em 61,8% em doze meses para R$ 6,879 bilhões - 99,4% das operações são classificadas como AA a C.
Só o crédito para empresas médias saltou 26,6% em relação ao segundo trimestre e 97% no período de doze meses, como resultado da expansão geográfica para a região Sul. O banco acredita que o ritmo de crescimento do crédito será reduzido no próximo ano, mas isso será compensado pelo aumento das margens, mesmo considerando um aumento da inadimplência, disse Chacur Neto.
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nisc
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