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  • 08/03/2007


Pode ser uma boa opção para médio prazo .


Dias fará oferta extra para se ajustar ao Novo Mercado
Por Adriana Cotias
19/04/2007


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Dormir companhia fechada e acordar aberta foi uma das transformações mais marcantes experimentadas pela fabricante de massas e biscoitos M.Dias Branco nos seus 60 anos de história. Após seis meses na Bovespa, a companhia tem o compromisso de fazer uma nova oferta pública de ações em até 2,5 anos, de forma a atingir os 25% de capital em circulação exigidos pelo Novo Mercado.


Pulverizar o controle não está, entretanto, nos planos dos acionistas majoritários, contam os diretores Álvaro Luiz Bandeira de Paula e Marcos Pimentel de Viveiros, das áreas de relações com investidores e controladoria, respectivamente. E enquanto não fizer aquisições, a política de distribuição de dividendos pode ultrapassar os 25% do lucro, previstos no estatuto. Neste ano, o conselho aprovou o pagamento do equivalente a 40% do resultado. A seguir, os principais trechos da entrevista dos executivos ao Valor.


Valor: O que mudou na vida pós-IPO (oferta pública inicial)?


Álvaro Luiz Bandeira de Paula: O IPO é uma experiência inesquecível. São noites acordadas, viagens urgentes. E dormir companhia fechada e acordar aberta, no Novo Mercado da Bovespa, é uma mudança grande, esperada, mas que se sente mesmo quando o jogo começa. O que vem depois é a comunicação com o mercado. Há uma maior visibilidade também. A Adria, por exemplo, é uma marca muito tradicional no sudeste e o público não sabia que era da M.Dias. A abertura ainda permite a redução do custo de capital pelo fato de os fundamentos da empresa ficarem em evidência: indicadores como baixo endividamento, liquidez, bons níveis de rentabilidade. Tudo fica exposto.


Valor: A M.Dias Branco está no mercado há 60 anos. Por que só recentemente decidiu abrir o capital, já que essa não foi uma opção para financiar a atividade da empresa?


Marcos Pimentel de Viveiros: A possibilidade de financiamento se vê em dois planos. A oferta foi 100% secundária (de papéis dos sócios). Mas a empresa investiu R$ 500 milhões desde 2003 e não tem necessidade de grandes investimentos adicionais, salvo se fizer alguma aquisição. A M.Dias tem um potencial de geração de caixa enorme, endividamento baixo. A abertura de capital esteve mais relacionada com a questão da perpetuidade do negócio, pois é uma empresa familiar. Embora a gestão já fosse profissional, o capital no mercado garante que seja freqüentemente monitorada e isso gera uma troca de conhecimento que favorece a expansão do negócio. Mas não se descarta usar o mercado como forma de financiamento.


Valor: Uma nova incursão, então, pode ser feita?


Viveiros: A empresa ingressou no Novo Mercado e tem o compromisso de em três anos atingir 25% de "free float" (capital em circulação). Com a oferta, colocou 17% porque os próprios acionistas acreditam no crescimento do negócio. Numa situação favorável, deve ocorrer a oferta complementar, mas ainda não há uma data.


Valor: Na nova oferta, a empresa pode ir além dos 25%? Os donos poderiam abrir mão do controle?


Viveiros: A M.Dias pode exceder os 25%, mas não há intenção de pulverizar o controle.


De Paula: O que há é uma estratégia de aquisição de empresas. Daí pode haver permuta, com entrega de ações como forma de pagamento. Há um enorme leque de possibilidades de utilização de recursos para o que for adquirido nos próximos dois anos. Vamos crescer organicamente também. Mas temos a pretensão de fazer aquisições, porque isso nos permitiria atingir mais rapidamente regiões onde não temos presença tão representativa.


Valor: Quais são as oportunidades que estão no radar?


Viveiros: O mercado de massas é muito pulverizado, mais até do que o de biscoitos. Há poucas alternativas de aquisições de grandes empresas, embora o mercado sempre surpreenda com alguma possibilidade. O que se espera é que as negociações envolvam "players" de atuação regional. Não colocamos como determinante, mas há localidades que pretendemos crescer por aquisições ou organicamente como Paraná, Minas Gerais e o Centro-Oeste.


Valor: Com apenas 17% do capital em circulação, as ações não sofrem com a baixa liquidez?


De Paula: Apesar de ser um percentual baixo, o volume de negociações tem sido razoável, com um giro médio diário de R$ 4 milhões. É um bom nível, próximo a 1% do valor da emissão. Essa liquidez vai melhorar quando houver mais papéis em circulação e também com o trabalho de comunicação da companhia, que está mostrando a sua cara ao mercado.


Viveiros: O grande ponto é a comparação com outras companhias. Embora nova no mercado de capitais, a M.Dias tem uma história de 60 anos para contar, com resultados crescentes ao longo dessa trajetória. Isso é decorrente do "management", da expertise operacional, da eficiência da estrutura.


Valor: A contratação do formador de mercado ajudou na liquidez das ações?


De Paula: Temos o UBS Pactual como "market maker" desde o fim do ano passado. Mas a liquidez não é só em função disso. A companhia representa uma boa oportunidade de investimento. Tem apresentado resultados e geração de caixa crescentes e conta com um sistema de distribuição eficiente. Tem vendedores próprios e um sistema de pronta-entrega que permite uma ampla cobertura num mercado extremamente pulverizado. É um sistema que permite à empresa ter um mix de clientes pouco concentrado. Há uma série de características que qualificam MDIA3 (o código na bolsa) como uma ótima opção para as carteiras.


Viveiros: A relação logística, com o porta-a-porta, fez com que a M.Dias dependesse pouco das grandes redes: só 7,9% das receitas vêm desse clientes e nenhum deles representa mais do que 4,9% do faturamento. E diferente de outros papéis do setor de alimentos, é a única empresa que não tem dependência do mercado externo. Não tem relações complexas e também não enfrenta barreiras sanitárias.


Valor: O desempenho das ações na bolsa tem refletido tudo isso?


De Paula: Na oferta, o papel saiu a R$ 21,00 e agora acumula ganhos acima do Ibovespa (30,48%, ante 27%) e do IGC. É claro que com o cenário internacional mais adverso, em março, as ações também sofreram, voltaram a R$ 25,00 depois de valerem R$ 28,00. É natural, já que os mercados emergentes têm participação expressiva dos estrangeiros. E na oferta, o capital externo levou cerca de 70% dos papéis da M.Dias.


Valor: O estatuto da empresa prevê a distribuição de 25% do lucro como dividendos. Como os investimentos mais vultosos já foram feitos, esse percentual será mantido?


Viveiros: Neste ano, vamos distribuir 40% dos resultados, indo além do mínimo legal. A companhia tem estudado essa política par e passo com as possibilidades de aquisições, já que com os investimentos feitos em capacidade instalada, o crescimento orgânico ficou garantido. A intenção é distribuir aquilo que não for necessário para uma eventual aquisição.








  • 19 Abr 2007, 08:39
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Ativos Discutidos
BOV:MDIA3 38.19 -1.2%
M Dias Branco Sa Ind Com Alimentos
M Dias Branco Sa Ind Com Alimentos
M Dias Branco Sa Ind Com Alimentos
Índices Mundiais
Alemanha -0.6%
Austrália 1.3%
Brasil -0.0%
Canadá -0.1%
EUA (Dow Jones) 0.1%
EUA (NASDAQ) -0.6%
França -0.3%
Grécia -0.6%
Holanda -0.7%
Inglaterra -0.8%
Itália 0.1%
Portugal -0.4%
Maiores Altas (%)
BOV:GFSA1 1.34 127.1%
BOV:RBRF12 3.77 79.5%
BOV:CPTS12B 0.39 30.0%
BOV:TCNO3 2.09 19.4%
BOV:TCSA3 1.02 14.6%
BOV:GFSA3 5.58 12.7%
BOV:POSI3 5.13 11.0%
BOV:BRSR3 15.94 10.2%
BOV:CRIV4 6.70 9.7%
BOV:FHER3 2.83 8.4%
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