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Brasil: IPCA-15 fecha 2025 em 4,41% e foi de 0,25% em dezembro

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 registrou alta de 0,25% em dezembro, superando em 0,05 ponto percentual o resultado observado em novembro, quando havia avançado 0,20%. Com esse desempenho, o IPCA-15 encerra o ano acumulando alta de 4,41%. Em dezembro de 2024, a variação mensal havia sido de 0,34%.

O IPCA-E, que corresponde ao acumulado trimestral do IPCA-15, ficou em 0,63% no período de outubro a dezembro. O resultado ficou abaixo da taxa de 1,51% observada no mesmo intervalo de 2024, sinalizando uma desaceleração do ritmo inflacionário no comparativo anual.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram variação positiva em dezembro. O principal destaque foi Transportes, com alta de 0,69% e impacto de 0,14 ponto percentual no índice. Em sentido oposto, Artigos de Residência recuou 0,64%, registrando a quarta queda consecutiva. As demais variações oscilaram entre o recuo de 0,01% em Saúde e Cuidados Pessoais e o avanço de 0,69% em Vestuário.

Dentro do grupo Transportes, o maior impacto individual veio das passagens aéreas, que subiram 12,71%, contribuindo com 0,09 ponto percentual. O transporte por aplicativo avançou 9,00%, com impacto de 0,02 ponto percentual. Os combustíveis tiveram alta média de 0,26%, após queda de 0,46% em novembro. Houve avanço de 1,70% no etanol e de 0,11% na gasolina, enquanto o gás veicular e o óleo diesel recuaram 0,26% e 0,38%, respectivamente.

Ainda em Transportes, o recuo de 0,69% no ônibus urbano refletiu as gratuidades concedidas aos domingos e feriados em Belém (-5,93%) e Brasília (-7,43%), além da redução tarifária em Curitiba (-3,41%). No metrô, a queda foi de 0,62%, influenciada pelas mesmas medidas em Brasília (-7,43%). Em São Paulo, houve retração de 0,20%, movimento semelhante ao registrado nos trens (-0,11%). O subitem integração transporte público recuou 0,16%, considerando a liberação do pagamento de passagens nos dias das provas do ENEM (09/11 e 16/11).

O grupo Vestuário apresentou alta de 0,69%, com destaque para os aumentos nas roupas infantis (1,05%), femininas (0,98%) e masculinas (0,70%).

Em Despesas Pessoais, houve desaceleração, com variação de 0,46% em dezembro, após alta de 0,85% em novembro. A hospedagem recuou 1,18%, revertendo parte do avanço de 4,18% observado no mês anterior. Por outro lado, serviços como cabeleireiro e barbeiro (1,25%), empregado doméstico (0,48%) e pacote turístico (2,47%) pressionaram o índice para cima.

O grupo Habitação variou 0,17% em dezembro. Contribuíram para esse resultado o aluguel residencial, com alta de 0,33%, e a taxa de água e esgoto, que subiu 0,66%, refletindo reajustes tarifários em Fortaleza e no Rio de Janeiro. O gás encanado avançou 0,28%, considerando reajuste em São Paulo e leve redução no Rio de Janeiro.

Ainda em Habitação, a energia elétrica residencial recuou 0,22%. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, com adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. Em dezembro, passou a vigorar a bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,885. O resultado também incorpora reajustes tarifários em Porto Alegre, São Paulo, Goiânia e Brasília.

Alimentação e Bebidas, grupo de maior peso no índice, teve alta de 0,13%. A alimentação no domicílio caiu 0,08%, registrando o sétimo mês consecutivo de recuo nos preços médios. Contribuíram para essa queda o tomate (-14,53%), o leite longa vida (-5,37%) e o arroz (-2,37%). Em contrapartida, carnes (1,54%) e frutas (1,46%) apresentaram elevação.

A alimentação fora do domicílio subiu 0,65% em dezembro, impulsionada pelas altas do lanche (0,99%) e da refeição (0,62%).

A queda de 0,64% em Artigos de Residência foi influenciada principalmente pelos recuos em eletrodomésticos e equipamentos (-1,41%) e em tv, som e informática (-0,93%).

Nos índices regionais, dez das onze áreas pesquisadas apresentaram alta em dezembro. A maior variação ocorreu em Porto Alegre, com avanço de 0,50%, influenciada pelas passagens aéreas e pela energia elétrica residencial. O menor resultado foi observado em Belém, com recuo de 0,35%, refletindo quedas expressivas na hospedagem e em itens de higiene pessoal.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 14 de novembro e 12 de dezembro e comparados aos vigentes de 14 de outubro a 13 de novembro. O indicador abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e contempla diversas regiões metropolitanas, além de Brasília e Goiânia, utilizando a mesma metodologia do IPCA, com diferenças no período de coleta e na abrangência geográfica.

Do ponto de vista de mercado, o resultado do IPCA-15 tende a influenciar as expectativas para a política monetária, com reflexos diretos sobre o mercado de ações, o câmbio e os títulos públicos. Uma inflação anual acima de 4% mantém o tema do controle de preços no radar dos investidores, podendo impactar a curva de juros futuros, a precificação de ativos na bolsa de valores brasileira e a atratividade do real frente a moedas estrangeiras.

(ibge)

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