
O dólar à vista encerrou esta segunda-feira (15/12) em leve alta de 0,16%, aos R$ 5,4215, depois de um pregão bastante volátil, marcado por oscilações abaixo de R$ 5,40 durante a manhã e recuperação ao longo da tarde. A leitura predominante entre profissionais do mercado foi de que o movimento refletiu, sobretudo, o tradicional fluxo de saída de recursos do país no fim de ano, quando empresas e fundos reforçam remessas ao exterior. Apesar da alta pontual no dia, a paridade Dólar norte-americano e Real brasileiro (FX:USDBRL) segue acumulando queda de 12,26% em 2025, o que reforça a percepção de um câmbio ainda relativamente comportado no ano.
No cenário doméstico, o câmbio refletiu a digestão de dados de atividade econômica divulgados pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou queda de 0,20% em outubro ante setembro, resultado abaixo da Projeção de alta de 0,10% apurada pela pesquisa Reuters. O dado reforçou a leitura de desaceleração da economia brasileira, alimentando apostas de que o Comitê de Política Monetária possa iniciar cortes da taxa Selic já na reunião de janeiro. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, enquanto a taxa básica do Federal Reserve segue na faixa de 3,50% a 3,75%, diferencial que continua sendo apontado como um dos principais fatores de sustentação do real frente ao dólar.
No exterior, o comportamento do dólar foi distinto do observado no mercado local. A moeda norte-americana cedeu frente à maior parte das divisas globais, com destaque para a queda expressiva diante do iene, em meio à precificação de uma possível elevação de juros no Japão. O índice do dólar (CCOM:DXY), que mede o desempenho da divisa frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,11%, aos 98,304 pontos, no fim da tarde. Além disso, investidores aguardam uma bateria de dados relevantes da economia dos Estados Unidos, incluindo o relatório de empregos e números de inflação, enquanto monitoram os próximos passos do Federal Reserve após o recente corte de juros e sinais de cautela do presidente Jerome Powell.
No mercado futuro da B3, os contratos de dólar acompanharam o movimento de recuperação observado no câmbio à vista, mas com leve diferença de precificação. O contrato de dólar futuro mais líquido, com vencimento em janeiro, avançava 0,16%, negociado a R$ 5,4380, acima do fechamento do dólar à vista. Essa diferença reflete ajustes de expectativa, carregamento de juros e proteção cambial típica do período, especialmente em um ambiente de maior fluxo de remessas ao exterior e atenção redobrada ao cenário monetário doméstico e internacional.
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