
Os índices futuros de Nova York registram altas moderadas no pré-mercado desta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, em uma tentativa de recuperação após a forte venda observada em Wall Street na sexta-feira anterior. O movimento de baixa foi impulsionado principalmente por preocupações com os resultados financeiros das grandes empresas de tecnologia e com o elevado patamar de investimentos em inteligência artificial (IA), que tem elevado as valuations a níveis considerados excessivos por parte dos investidores.
Essa correção recente no setor de tecnologia reflete um debate mais amplo sobre o ritmo de crescimento da IA e seus impactos nos lucros corporativos. Apesar disso, o tom no pré-mercado é de estabilização, com ganhos entre 0,1% e 0,3% nos principais futuros, à medida que os participantes do mercado se preparam para uma semana repleta de dados econômicos nos Estados Unidos.
Um dos destaques será a divulgação, amanhã (16/12), do payroll referente a novembro, combinado com revisões dos dados de outubro, afetados pelo recente shutdown governamental. Esse relatório pode reforçar ou alterar as expectativas quanto a uma possível pausa no ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve, especialmente em um cenário de mercado de trabalho ainda resiliente.
Outro indicador crucial será o CPI de novembro, previsto para quinta-feira (18/12), que trará mais clareza sobre a trajetória da inflação americana. Além disso, reuniões de bancos centrais marcam a agenda global, com decisões do Banco do Japão (BoJ) e do Banco Central Europeu (BCE) nos dias 18-19 e 17-18, respectivamente, podendo influenciar o apetite por risco mundial.
No Brasil, o Ibovespa (BOV:IBOV) opera em alta de cerca de 1%, alcançando a marca dos 162.387 pontos por volta das 12h30, refletindo um movimento de recuperação alinhado ao exterior. Os futuros do Índice Bovespa (BMF:INDZ25) | (BMF:WINZ25) apontam para níveis ao redor de 162.570-162.575, sinalizando otimismo moderado entre os investidores locais.
As taxas dos contratos DI futuros mostram quedas nas pontas mais longas, com o DI para janeiro de 2029 (BMF:DI1F29) em 12,945% (-0,54%) e para janeiro de 2035 (BMF:DI1F35) em 13,355% (-0,63%). Essa configuração da curva sugere apostas divididas quanto ao futuro da Selic, com o mercado debatendo o início de cortes já em janeiro de 2026.
Entre os indicadores domésticos desta semana, destacam-se a ata do Copom, o IBC-Br (como prévia da atividade econômica) e o Relatório Trimestral de Inflação, que podem calibrar as expectativas de política monetária em um ambiente de inflação ainda pressionada.
O dólar comercial (FX:USDBRL) recua 0,23%, cotado a R$ 5,407, enquanto o euro avança 0,34%, para R$ 6,361, refletindo fluxos moderados e cautela com o cenário fiscal local. O dólar futuro (BMF:WDOF26) | (BMF:DOLF26) opera em leve baixa, ao redor de R$ 6,825.
Na esfera política, a última semana do ano legislativo no Congresso traz tensões que podem impactar a pauta econômica. Um projeto chave, que visa reduzir incentivos fiscais para equilibrar o Orçamento de 2026, enfrenta resistências e risco de adiamento, o que aumenta a percepção de incerteza fiscal e pressiona os ativos brasileiros a longo prazo.
Em resumo, o panorama financeiro desta segunda-feira indica uma recuperação cautelosa nos mercados globais e locais, mas com volatilidade à frente devido aos dados econômicos e decisões monetárias. Os investidores permanecem atentos a sinais de desaceleração ou resiliência, equilibrando riscos de inflação com perspectivas de afrouxamento monetário.
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Resumo
- Futuros NY: Alta moderada pós-correção em tech e IA
- EUA: Payroll (16/12) e CPI (18/12) no radar. Reuniões BoJ e BCE
- Brasil: Ibovespa +1% (162.387 pontos) e dólar R$ 5,407 (-0,23%)
- Juros: DI longos em queda. Mercado dividido sobre cortes Selic em janeiro
- Destaques da semana: Ata Copom, IBC-Br e Relatório Inflação
- Fiscal: Tensão no Congresso com projeto de redução de incentivos
- Panorama: Recuperação cautelosa com volatilidade à frente
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