
Paralisação continua após rejeição da quarta proposta do ACT; sindicatos citam lucro recorde e dividendos elevados, enquanto ação PETR4 recua durante o pregão na bolsa de valores brasileira.
A greve nacional dos trabalhadores da Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras (BOV:PETR4) entrou no oitavo dia nesta segunda-feira (22/12), após a rejeição da quarta contraproposta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela estatal. As federações sindicais mantiveram a paralisação por considerarem que a proposta não atende integralmente às reivindicações dos empregados da ativa e aposentados.
O impasse ocorre em um momento sensível para a companhia, que vem reportando resultados financeiros robustos, forte geração de caixa e distribuição expressiva de dividendos aos acionistas. Esse contraste entre desempenho financeiro e negociação trabalhista tem chamado a atenção do mercado, especialmente entre investidores que acompanham de perto as ações PETR4 e o setor de petróleo e gás na bolsa de valores brasileira.
Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), houve “avanços significativos” na proposta apresentada após reunião realizada no domingo (21/12). No entanto, a entidade cobra garantias adicionais, como a aplicação do acordo a todas as subsidiárias, compromisso de não desconto dos dias parados, isonomia entre trabalhadores das unidades de Coari e Urucu, no Amazonas, e garantia de hospedagem para empregados offshore. Até o momento, a Petrobras não respondeu oficialmente a esses pontos.
Já a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) afirmaram que os números apresentados são insuficientes diante da lucratividade recorde da estatal e do volume de dividendos pagos recentemente aos acionistas. As entidades criticam a proposta de vigência de dois anos do acordo, com ganho real de apenas 0,5% na Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR) para 2025 e 2026, além do abono de 1,6 remuneração, parcelado para março e setembro de 2026.
Em nota divulgada na noite de domingo, a Petrobras informou que promoveu ajustes na proposta do ACT, “contemplando avanços nos principais pleitos sindicais”, sem detalhar quais mudanças foram realizadas. A ausência de informações mais objetivas manteve o clima de incerteza entre trabalhadores e investidores.
Durante o pregão desta segunda-feira (22/12), as ações preferenciais da Petrobras (BOV:PETR4) operam em queda. Por volta das 15h22, os papéis recuavam 0,68%, cotados a R$ 31,22, após abrirem o dia a R$ 31,25. No intradiário, o ativo oscilou entre mínima de R$ 31,11 e máxima de R$ 31,53, refletindo a cautela do mercado diante da continuidade da greve e seus potenciais impactos operacionais e reputacionais.
A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras é uma das maiores companhias integradas de energia do mundo, com atuação em exploração, produção, refino, transporte e comercialização de petróleo, gás natural e derivados. A empresa tem papel estratégico no setor energético brasileiro e concorre globalmente com gigantes como Shell, BP, ExxonMobil e Chevron.
A manutenção da greve adiciona um fator de risco ao curto prazo da Petrobras, especialmente em um contexto de forte atenção do mercado aos dividendos, resultados trimestrais e governança corporativa. Investidores devem acompanhar de perto os desdobramentos das negociações e o comportamento das ações PETR4 na bolsa de valores brasileira.
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