O petróleo avançava na manhã de sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, enquanto investidores ponderavam os riscos de oferta da Venezuela frente a sinais de um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.
Às 07h37 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent de referência subiam 0,58%, ou 36 centavos, para US$ 62,60 o barril, enquanto os futuros do petróleo WTI para fevereiro avançavam 0,75%, ou 44 centavos, para US$ 58,79.
Ambos os contratos acumularam alta superior a US$ 2 por barril na semana, marcando o maior ganho semanal desde outubro.
A Casa Branca teria ordenado que os militares dos Estados Unidos se concentrassem quase exclusivamente na aplicação de uma “quarentena” do petróleo venezuelano por pelo menos os próximos dois meses.
A Guarda Costeira dos Estados Unidos anunciou a apreensão do superpetroleiro Bella 1 após vários dias de perseguição no Oceano Atlântico, ressaltando a postura cada vez mais agressiva de Washington na fiscalização de movimentações de petróleo sob sanções.
Em outro front, a Ucrânia ampliou o alcance de seus ataques a ativos de energia russos, mirando não apenas refinarias de petróleo bruto, mas também oleodutos e outras instalações.
Ao mesmo tempo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez uma avaliação positiva de uma conversa que teve com enviados dos Estados Unidos sobre como encerrar a prolongada guerra entre Rússia e Ucrânia.
Ele apresentou um novo plano de paz com 20 pontos, acordado por enviados dos Estados Unidos e da Ucrânia na Flórida.
A estrutura permite acordos bilaterais suplementares entre os Estados Unidos e a Ucrânia que garantiriam as salvaguardas de segurança desejadas por Kiev para evitar futuras agressões russas.
Os acordos também incluem um amplo pacote de desenvolvimento para reabilitar a nação devastada pela guerra.