
O Brasil registrou fluxo cambial negativo de US$ 8,410 bilhões em dezembro, até a última sexta-feira, 26, conforme dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (02/01). O resultado amplia a tendência observada no mês anterior, quando a saída líquida somou US$ 7,071 bilhões, indicando maior pressão sobre o mercado de câmbio no encerramento de 2025.
O canal financeiro concentrou a maior parte do movimento, com saída líquida de US$ 15,047 bilhões. Esse saldo decorreu de compras no valor de US$ 61,796 bilhões e vendas que totalizaram US$ 76,843 bilhões. O segmento engloba investimentos estrangeiros diretos e em carteira, além de remessas de lucros e pagamentos de juros, entre outras operações financeiras relevantes para o fluxo de capitais do país.
Em contrapartida, o canal comercial apresentou desempenho positivo no período. O saldo foi superavitário em US$ 6,637 bilhões em dezembro, até o dia 26. As importações alcançaram US$ 18,423 bilhões, enquanto as exportações somaram US$ 25,060 bilhões. Dentro das exportações, foram contabilizados US$ 2,309 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 5,974 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 16,777 bilhões em outras entradas.
Movimento da última semana de dezembro
Na semana de segunda-feira (22/12) a sexta-feira (26/12), o fluxo cambial brasileiro também foi negativo, totalizando US$ 5,047 bilhões, segundo o Banco Central. Nesse intervalo, o canal financeiro apresentou saída líquida de US$ 5,816 bilhões, enquanto o canal comercial registrou entrada líquida de US$ 770 bilhões.
No segmento financeiro semanal, as compras somaram US$ 13,597 bilhões e as vendas atingiram US$ 19,413 bilhões. Assim como no acumulado do mês, o canal reúne investimentos estrangeiros diretos e em carteira, além de remessas de lucros e pagamentos de juros. Já no canal comercial, as importações alcançaram US$ 4,154 bilhões, e as exportações chegaram a US$ 4,923 bilhões, incluindo US$ 351 milhões em ACC, US$ 1,753 bilhão em PA e US$ 2,820 bilhões em outras entradas.
Possíveis impactos sobre os mercados
O fluxo cambial negativo tende a gerar maior sensibilidade no mercado de câmbio, especialmente na Paridade Dólar norte-americano e Real Brasileiro (FX:USDBRL), ao sinalizar saída líquida de recursos financeiros do país. Esse movimento pode influenciar a percepção de risco, com reflexos indiretos sobre a bolsa de valores brasileira e sobre o mercado de títulos públicos, principalmente em momentos de menor liquidez externa ou maior aversão ao risco global.
No contexto atual do mercado financeiro, os dados reforçam a importância do acompanhamento do comportamento dos fluxos externos, já que eles afetam diretamente a dinâmica do câmbio, as expectativas de investidores e o desempenho dos ativos locais, inclusive ações e juros futuros negociados na bolsa de valores brasileira.
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