
O Índice de Confiança da Construção (ICST) do FGV IBRE iniciou 2026 em alta e mostrou uma melhora relevante do sentimento do setor. O indicador subiu 2,8 pontos em janeiro e alcançou 94,0 pontos. Esse é o maior nível desde março de 2025, quando havia registrado 94,9 pontos. Na média móvel trimestral, o avanço foi mais moderado, com crescimento de 0,8 ponto, sinalizando uma retomada gradual da confiança após o encerramento de 2025 em terreno negativo.
“Depois de fechar 2025, em queda, a Confiança setorial (ICST) volta a subir alavancada pelos dois componentes do indicador. Perspectiva de mais investimentos na infraestrutura, de contratações recordes do MCMV e as novas regras para o financiamento habitacional na média e alta renda, tudo pode ter contribuído. O custo do crédito pode ser aliviado ao longo do ano, no entanto, os problemas com a mão de obra permanecem e não devem dar trégua no ano, o que vai pôr à prova nos próximos meses essa percepção mais positiva”, destacou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
A melhora do ICST em janeiro foi sustentada tanto pela avaliação das condições atuais quanto pelas expectativas do setor. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 2,4 pontos e chegou a 93,4 pontos, também o maior patamar desde março de 2025, quando marcou 93,9 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) teve alta ainda mais expressiva, de 3,0 pontos, alcançando 94,6 pontos, refletindo maior otimismo em relação ao curto e médio prazos.
Dentro do ISA-CST, os dois componentes apresentaram desempenho positivo. O indicador que mede a situação atual dos negócios subiu 1,2 ponto, para 92,1 pontos. O indicador de volume de carteira de contratos teve avanço mais forte, de 3,6 pontos, atingindo 94,9 pontos. No campo das expectativas, o indicador de demanda prevista para os próximos três meses cresceu 5,1 pontos, alcançando 97,2 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses registrou alta mais contida, de 1,0 ponto, para 92,0 pontos.
Apesar da melhora na confiança, os dados de utilização da capacidade produtiva mostraram recuo. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Construção (NUCI) caiu 1,1 ponto percentual, para 77,4%. O NUCI de Mão de Obra recuou 1,4 ponto percentual, para 78,4%, enquanto o NUCI de Máquinas e Equipamentos diminuiu 0,6 ponto percentual, para 73,0%, indicando que o setor ainda opera com alguma ociosidade.
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