
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE registrou leve avanço em dezembro, ao subir 0,3 ponto e alcançar 90,8 pontos. O resultado compensou a queda observada no mês anterior e contribuiu para um fechamento de ano marcado por estabilidade. Pela métrica de médias móveis trimestrais, o índice também apresentou alta, de 0,1 ponto, configurando a segunda elevação consecutiva.
“A melhora na confiança empresarial em dezembro compensa a queda do mês anterior e encerra o ano com viés de estabilidade. Apesar do resultado positivo e disseminado, apenas o indicador sobre as expectativas evoluiu, especialmente na indústria de transformação. Em sentido oposto, o indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual caiu pelo terceiro mês seguido e ficou sete pontos abaixo do final do ano anterior, indicando que a desaceleração da atividade segue em curso. Para 2026, a recente redução do pessimismo dos empresários indica um cenário mais favorável, especialmente com a possibilidade de queda de juros e melhora do ambiente macroeconômico”, avalia Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV IBRE.
O Índice da Situação Atual Empresarial (ISAE) apresentou recuo de 0,1 ponto em dezembro, para 91,8 pontos. O indicador acumulou queda em seis dos últimos sete meses, somando perdas de 3,9 pontos no período. Na comparação com dezembro de 2024, o nível atual está 7,0 pontos abaixo, o que evidencia um aumento do desconforto dos empresários com o cenário corrente ao longo do ano. Entre os componentes, a satisfação com a situação atual dos negócios caiu 0,1 ponto, para 90,7 pontos, enquanto o nível de demanda no momento presente permaneceu estável em 93,0 pontos.
Já o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) avançou 0,7 ponto em dezembro, atingindo 89,9 pontos e registrando a quarta alta consecutiva. O movimento sugere uma recuperação gradual após as quedas observadas no início do ano e aponta para uma redução progressiva do pessimismo em relação aos próximos meses. Entre os subindicadores, o otimismo com a demanda nos três meses seguintes subiu 2,6 pontos, para 90,4 pontos, enquanto as expectativas para a evolução dos negócios nos seis meses à frente recuaram 1,3 ponto, para 89,6 pontos.
Por se tratar de um indicador de caráter macroeconômico, o avanço da confiança empresarial tende a influenciar de forma indireta o mercado financeiro. Uma percepção mais favorável sobre o futuro pode apoiar o mercado de ações, ao melhorar as expectativas de resultados das empresas, enquanto a sinalização de possível queda de juros pode impactar positivamente os títulos de renda fixa e contribuir para maior estabilidade no câmbio.
(fgv)
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