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Ibovespa cai 0,46% com minério em baixa e bancos no vermelho, Petrobras segura o índice

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O pregão de sexta-feira (16/01) terminou com o Ibovespa em queda de 0,46%, aos 164.799,98 pontos, em um dia de ajuste mais do que de “fuga” de risco. O índice refletiu o tom negativo vindo de Wall Street e a pressão adicional de commodities metálicas, num ambiente em que o investidor reduziu apostas mais sensíveis a juros e a ciclo.

No câmbio, o dólar à vista avançou 0,08%, encerrando a R$ 5,3726. Na semana, a moeda acumulou ganho de 0,13% ante o real, indicando uma busca moderada por proteção, sem estresse típico de movimentos de pânico. O comportamento do câmbio dialogou com a sessão de reprecificação de juros, após um dado doméstico mais forte que o esperado.

Mesmo com a queda do dia, o Ibovespa encerrou a semana com alta de 0,88%. No recorte mais recente, o mercado alternou sessões de correção e recuperação, mantendo o índice em terreno positivo no mês e no ano, com +2,28% em janeiro e em 2026, conforme o balanço do desempenho acumulado.

IBC-Br surpreende e volta a colocar juros no centro do debate

O principal gatilho macro da sessão foi o IBC-Br de novembro, que subiu 0,68% na comparação mensal, acima do consenso. A pesquisa da Reuters apontava alta de 0,30%, e a surpresa reforçou a percepção de que a atividade segue mais firme do que se imaginava após leituras anteriores mais fracas. Na comparação anual, o indicador mostrou alta de 1,2% e, em 12 meses, avanço de 2,4%.

PIB do IBGE e IBC-Br do BC nem sempre contam a mesma história

A distância entre as métricas voltou ao debate porque, no terceiro trimestre, o IBGE registrou PIB praticamente estável, com alta de 0,1% frente ao trimestre anterior, enquanto o IBC-Br sugeriu retração de 0,9% no mesmo intervalo. Essa divergência não é “erro”; é metodologia, cobertura e revisão — e, para o investidor, significa ruído adicional na leitura do ciclo.

Selic a 15% e a dúvida sobre o timing de cortes

Com a Selic em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, o dado de atividade acima do esperado reabriu a discussão sobre o ritmo da política monetária. O próprio Banco Central tem sinalizado juros elevados por “período bastante prolongado”, e analistas vêm empurrando expectativas de cortes para 2026. Nesse contexto, uma surpresa positiva no IBC-Br enfraquece a tese de alívio já em março, porque atividade resiliente pode dificultar a convergência da inflação à meta de 3%.

Mercosul–União Europeia entra no radar e Lula fala em novos mercados

No radar institucional, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dividiram palco em evento pelos 90 anos do salário-mínimo, em um dia que já estava carregado de macro.

O noticiário político-econômico também dividiu atenções com o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. No Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o bloco pretende ampliar parcerias globais após concluir o acordo com a UE, citando especialmente Canadá, México, Vietnã, Japão e China. Ao lado de Ursula von der Leyen, Lula declarou que o Mercosul continuará trabalhando para abrir mercados e construir novas parcerias.

A assinatura do acordo está marcada para sábado (17), em Assunção (Paraguai). O tema adiciona um componente de expectativa de médio prazo para setores exportadores e cadeias industriais, mas, no curtíssimo prazo, o mercado seguiu mais guiado por juros e por commodities do que por manchetes de comércio exterior.

Minério de ferro cai e pesa em Vale e siderúrgicas

No bloco de commodities metálicas, o Ibovespa sentiu o impacto da fraqueza do minério. O contrato mais negociado para maio recuou 0,49%, a 812 yuans (US$ 116,55) por tonelada na Dalian Commodity Exchange, na China. A queda do minério pressionou Vale (BOV:VALE3) e siderúrgicas, viés negativo do índice em um dia em que o apetite por risco já estava mais contido.

Vamos lidera perdas com realização após ganhos recentes

Na ponta negativa, o destaque foi Vamos (BOV:VAMO3), num movimento de realização. Em sessões assim, o mercado costuma penalizar ativos que vinham com desempenho recente forte, sobretudo quando o pano de fundo de juros e de sentimento externo fica menos favorável.

Brava Energia cai após anúncio de aquisição de US$ 450 milhões

Outro destaque negativo foi Brava Energia (BOV:BRAV3), em meio ao anúncio de compra de 50% da participação da Petronas no campo de Tartaruga Verde (Concessão BM-C-36) e no Módulo III do campo de Espadarte, na Bacia de Campos (RJ), por US$ 450 milhões. A XP Investimentos avaliou o movimento como inesperado, porém positivo, já que o mercado vinha atento a uma possível agenda de desinvestimentos.

CVC vira retrato de como volatilidade “come” o investidor distraído

A CVC (BOV:CVCB3) teve um dia típico de mercado nervoso. O gatilho foi a troca de comando: Fabio Mader assume como CEO no lugar de Fabio Godinho. A leitura dos bancos foi relativamente técnica: Citi chamou a notícia de neutra a potencialmente positiva, mas reiterou cautela com o endividamento; Santander viu o movimento como continuidade da estratégia, não uma guinada.

Direcional cai com prévia “ok”, mas sem brilho no curto prazo

Entre outras quedas, a Direcional (BOV:DIRR3) recuou após prévia operacional considerada “ligeiramente negativa”. No 4T25, a construtora lançou R$ 1,68 bilhão em VGV, 20% acima de um ano antes, mas 17% abaixo do trimestre anterior; em 2025, os lançamentos somaram R$ 5,89 bilhões, alta de 29%. As vendas do trimestre foram R$ 1,31 bilhão (alta anual de 5% e queda trimestral de 9%), e o VSO caiu para 21%, recuo de 3,9 pontos percentuais na comparação anual. Em contrapartida, o caixa veio forte: geração de R$ 389 milhões no trimestre e R$ 882 milhões no ano, com proventos de R$ 804 milhões em 2025, equivalentes a dividend yield aproximado de 11%. BTG manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20, enquanto Bradesco BBI cortou preço-alvo para R$ 22 e reduziu estimativa de lucro líquido de 2026 para R$ 953 milhões.

Copasa, IRB e Assaí sobem

Na ponta positiva, as ações de Copasa (BOV:CSMG3), IRB (BOV:IRBR3) e Assaí (BOV:ASAI3) se destacaram, em um pregão em que poucos papéis conseguiram nadar contra a corrente mais negativa.

Petrobras ajuda a limitar a correção do índice

Entre os pesos-pesados, Petrobras (BOV:PETR4) avançou e ajudou a evitar um recuo maior do Ibovespa. A estatal informou que superou a meta de produção em 2025, o que elevou as expectativas para a temporada de resultados e, principalmente, para o debate de dividendos, um tema que tende a reentrar no preço sempre que há sinal de geração operacional mais forte. A estatal destacou que o avanço ficou acima do teto do Plano de Negócios 2025–2029 e que a produção de petróleo cresceu 11% ante 2024. Considerando petróleo e gás, a produção total chegou a 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, também com alta anual de 11%, reforçando a narrativa de entrega operacional.

Números do pregão: máxima, mínima e volume reforçam sessão de ajuste

O Ibovespa oscilou entre 165.871,66 (máxima) e 164.099,89 (mínima), encerrando com diferença de -768,34 pontos em relação à abertura. O volume financeiro somou R$ 34,10 bilhões, em um dia de reposicionamento e rotação, mais compatível com correção técnica e recalibração de expectativas do que com desmontagem generalizada de risco.

A trajetória semanal do índice reforçou a volatilidade controlada: -0,13% (segunda, 12), -0,72% (terça, 13), +1,96% (quarta, 14), +0,26% (quinta, 15) e -0,46% (sexta, 16). No saldo, +0,88% na semana, com +2,28% no mês e no ano, sugerindo que o mercado continua construtivo, mas exigindo “prova” quando atividade e juros voltam a apertar o debate.

BC Protege+ mostra corrida por segurança financeira

Também chamou atenção o avanço do BC Protege+, ferramenta lançada em dezembro de 2025 para bloquear abertura de contas em nome do cidadão. O BC registrou 716 mil ativações até quinta-feira (15) e estima alcançar 1 milhão até o fim do mês, sustentado por ritmo de 18 mil adesões diárias. O tema conversa com um pano de fundo de fraudes e golpes mais frequentes e reforça a agenda de integridade do sistema, com potencial impacto indireto sobre confiança bancária.

Reag, Master e o custo reputacional para o sistema financeiro

No eixo de risco doméstico, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF DTVM (antiga Reag Trust DTVM), alegando descumprimento de regras legais e prudenciais. O caso se conecta às investigações da PF, incluindo a Operação Compliance Zero e o escopo do Banco Master. A leitura jurídica destacada no noticiário foi a segregação patrimonial dos fundos — o dinheiro do cotista não se mistura com o da administradora —, mas com “congelamento operacional” de resgates e aplicações até que o liquidante conduza assembleia para transferência a outra administradora. O próprio BC classificou a instituição no segmento S4, sinalizando baixo risco de contágio sistêmico.

PGR, STF e a timeline longa que mantém incerteza no preço

A Reuters informou que a PGR pode levar de quatro a seis meses para analisar o material envolvendo o Banco Master, incluindo quebras de sigilo de 101 pessoas físicas e jurídicas e itens apreendidos em 42 endereços. Dias Toffoli prorrogou o inquérito por mais 60 dias a pedido da PF. Em paralelo, a revelação de investimentos ligados ao entorno de Daniel Vorcaro em um resort associado a familiares de Toffoli elevou pressão política por CPI e pedidos para que o ministro se declare impedido, adicionando ruído institucional que, em geral, aumenta prêmio de risco e favorece posições defensivas.

Tesouro mostra conta crescente de garantias honradas

Em fiscal, o Tesouro Nacional reportou que a União pagou R$ 11,1 bilhões em dívidas atrasadas de estados e municípios em 2025, por atuar como garantidora em operações de crédito. Só desde 2016, foram R$ 86,52 bilhões honrados, com recuperação de apenas R$ 5,7 bilhões. Entre os estados, os maiores valores foram Rio de Janeiro (R$ 4,69 bilhões), Minas Gerais (R$ 3,55 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 1,59 bilhão), além de Goiás (R$ 888 milhões) e Rio Grande do Norte (R$ 226 milhões). É um lembrete incômodo para o mercado: o risco subnacional acaba, muitas vezes, migrando para o balanço da União.

Indústria automotiva cresce, mas abaixo do sonhado

A Anfavea informou produção de 2,644 milhões de veículos em 2025, alta de 3,5% sobre 2024 (2,553 milhões), abaixo dos 7,8% que a entidade projetava. O crescimento veio puxado por leves, enquanto pesados recuaram 9,9%. As exportações surpreenderam: 528.827 unidades em 2025 contra 400.238 em 2024, salto de 32,1%, com a Argentina comprando 302.572 veículos e crescendo 85% na comparação anual. Do lado das importações, foram 497.765 veículos, maior volume em 11 anos, com a China respondendo por 37,6% e com 187.327 unidades, atrás da Argentina (200.335). O tema dos kits CKD/SKD e das cotas de US$ 463 milhões, com imposto zero até janeiro de 2026 (ou até esgotar), segue como ponto de tensão por risco de “empobrecimento” da cadeia local; para 2026, a Anfavea projeta alta de 3,7%, com otimismo contido.

Safra recorde em 2025 e ajuste projetado para 2026

No agro, o IBGE estimou safra recorde de 346,1 milhões de toneladas em 2025, alta de 18,2% sobre 2024 (292,7 milhões). Para 2026, o terceiro prognóstico aponta 339,8 milhões, queda de 1,8% (menos 6,3 milhões de toneladas) frente ao recorde, embora 1,2% acima da estimativa anterior, com acréscimo de 4,2 milhões de toneladas. Soja e milho seguem como “motores” do ciclo: soja em 166,1 milhões de toneladas (+14,6% em 2025) e milho em 141,7 milhões (+23,6%), enquanto para 2026 a soja deve crescer 2,5% e o milho recuar 6% (menos 8,5 milhões), redesenhando expectativas para inflação de alimentos, balança comercial e empresas ligadas ao campo.

Exterior: Fed, indústria dos EUA e o pano de fundo geopolítico

Lá fora, a produção industrial dos EUA subiu 0,2% em dezembro, puxada por metais primários, apesar de queda na montagem de veículos. O Dow Jones caiu 83,11 pontos, ou 0,17%, para 49.359,33, o Nasdaq recuou 14,63 pontos, ou 0,06%, para 23.515,39, e o S&P 500 teve uma leve queda de 4,46 pontos, ou 0,06%, para 6.940,01. Na semana, o índice Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, caiu 0,7%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones recuaram 0,4% e 0,3%, respectivamente. Fechamento EUA

As bolsas de valores da região Ásia-Pacífico apresentaram mais um desempenho misto na sexta-feira. O índice Nikkei 225 do Japão e o índice Shanghai Composite da China caíram 0,3%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul subiu 0,9%. Fechamento da Ásia

Entretanto, os principais mercados europeus fecharam em baixa. O índice francês CAC 40 recuou 0,7%, o alemão DAX caiu 0,2% e o britânico FTSE 100 teve uma leve queda de 0,1%. Fechamento da Europa

Trump, Groenlândia e a precificação do risco político global

O risco geopolítico ganhou um capítulo próprio com Donald Trump ameaçando impor tarifas a países que não apoiem seu plano de adquirir a Groenlândia, citando “segurança nacional” e o projeto do “Domo de Ouro”. A reação europeia incluiu envio de tropas por Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia na quinta-feira (15), a pedido da Dinamarca, e a Casa Branca indicou que isso não muda a intenção do presidente. Para mercados emergentes, esse tipo de ruído é combustível clássico de volatilidade: aumenta a busca por proteção em dólar e pode pressionar commodities via prêmio de risco.

Petróleo sobe com manchetes, mas 2026 pode continuar “cheio” de oferta

No petróleo, houve recuperação: o WTI fevereiro fechou a US$ 59,44 (+0,42%) e o Brent março a US$ 64,13 (+0,58%). Na semana, avançaram 0,54% e 1,25%. O mercado reagiu a tensões no Oriente Médio e a notícias envolvendo EUA e Irã, mas casas como Fitch seguem vendo 2026 com superoferta, o que tende a limitar prêmios geopolíticos persistentes. Para o Ibovespa, isso é ambíguo: preços mais altos sustentam petroleiras no curto prazo, mas um petróleo “travado” em cenário de excesso de oferta reduz a visibilidade de alta estrutural.

Este conteúdo é apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou de qualquer outra natureza profissional. Não deve ser considerado uma recomendação de compra ou venda de quaisquer valores mobiliários ou instrumentos financeiros. Todos os investimentos envolvem riscos, incluindo a potencial perda do principal. O desempenho passado não é indicativo de resultados futuros. Você deve conduzir sua própria pesquisa e consultar um consultor financeiro qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento. Algumas partes deste conteúdo podem ter sido geradas ou assistidas por ferramentas de inteligência artificial (IA) e revisadas por nossa equipe editorial para garantir precisão e qualidade.

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