
Banco projeta alta de 37,3% no preço-alvo, vê avanço relevante em lucro, fluxo de caixa e participação de mercado após quebra de patente
A Hypera Pharma (BOV:HYPE3) entrou de vez no radar dos investidores da bolsa de valores brasileira após o Bank of America (BofA) reforçar sua recomendação de compra para as ações da companhia. O otimismo do banco está diretamente ligado à quebra da patente da semaglutida, princípio ativo das canetas emagrecedoras, prevista para março, que pode abrir espaço relevante para a farmacêutica liderar o mercado de genéricos no Brasil.
Antes mesmo da expiração da patente, a Hypera já protocolou o pedido de registro da semaglutida junto à Anvisa, movimento estratégico que, se aprovado, pode permitir a comercialização dos primeiros lotes de medicamentos similares e genéricos a partir de junho deste ano. No relatório, o BofA elevou o preço-alvo da ação para R$ 33,00, o que representa um potencial de valorização de 37,3% em relação às cotações atuais.
Na avaliação do banco, a Hypera reúne vantagens competitivas relevantes, como capilaridade de distribuição, força comercial e expertise em marketing, fatores que podem garantir uma participação de mercado em torno de 10% nesse segmento. A estimativa aponta para um crescimento de 6% a 8% nas vendas dos medicamentos relacionados à semaglutida no horizonte de dois a três anos.
O relatório também chama atenção para o valuation atrativo. Segundo o BofA, a Hypera deve ser negociada a 8,2 vezes o lucro por ação (EPS), mesmo com uma projeção de crescimento anual de 20% no EPS pelos próximos cinco anos. Entre os catalisadores adicionais estão a quebra da patente, extensões de linha, novas oportunidades de licenciamento e possíveis joint ventures.
Outro ponto positivo destacado é a melhora operacional. No terceiro trimestre do ano passado, o ciclo de conversão de caixa da Hypera apresentou evolução, impulsionado por condições comerciais mais favoráveis e uma gestão mais eficiente de estoques. Com isso, o banco projeta que o fluxo de caixa livre (FCF) da companhia quase dobre em 2026, com avanço estimado de 93%, seguido por crescimento adicional de 44% em 2027.
Além disso, cerca de 30 moléculas da Hypera aguardam aprovação regulatória. Caso obtenham aval, produtos como Forxiga, Pipeline e Venvance podem adicionar aproximadamente R$ 2,5 bilhões ao mercado endereçável total (TAM) da companhia, elevando a receita potencial entre 2% e 3%.
No pregão desta quarta-feira (07/01), as ações da Hypera Pharma (HYPE3) operavam em queda de 1,16%, cotadas a R$ 23,76 por volta das 17h01. O papel abriu o dia a R$ 23,88, atingiu máxima intradiária de R$ 24,33 e mínima de R$ 23,72, com volume financeiro superior a 1,6 milhão de ações negociadas, refletindo um mercado ainda digerindo as novas projeções.
A Hypera Pharma é uma das maiores farmacêuticas do Brasil, com forte atuação nos segmentos de medicamentos isentos de prescrição (OTC), genéricos e marcas consolidadas. A companhia disputa espaço com players como EMS, Eurofarma e Aché, destacando-se pela ampla presença nacional, portfólio diversificado e foco em inovação e eficiência operacional.
Com valuation atrativo, melhora operacional e um possível gatilho relevante com a quebra da patente da semaglutida, a Hypera Pharma (HYPE3) volta a ganhar protagonismo entre os investidores da B3.
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