
A Walt Disney (NYSE:DIS) divulgou resultados do primeiro trimestre fiscal que superaram as expectativas do mercado, impulsionados pela contínua força de seus parques temáticos e negócios de experiências, mesmo com uma disputa contratual com o YouTube, pertencente à Alphabet, afetando a lucratividade geral.
A receita aumentou 5,2% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 25,98 bilhões, superando as estimativas de consenso da Bloomberg, que eram de US$ 25,69 bilhões.
O segmento de experiências da Disney — que inclui parques temáticos, resorts e cruzeiros — registrou um aumento de 6,3% na receita, atingindo US$ 10,01 bilhões, superando também as previsões de Wall Street. O desempenho foi impulsionado pelo aumento nos gastos dos visitantes, pela sólida frequência nos parques dos EUA e pela estreia do novo navio de cruzeiro Disney Destiny. O lucro operacional da divisão subiu 6,4%, para US$ 3,31 bilhões.
O segmento de entretenimento, que engloba as plataformas de streaming e os estúdios de cinema da Disney, também se beneficiou de uma receita mais forte na distribuição cinematográfica. Novos lançamentos como “Zootopia 2” e “Avatar: Fogo e Cinzas” impulsionaram o desempenho nas bilheterias, elevando a receita do setor de entretenimento em 6,8%, para US$ 11,25 bilhões.
No entanto, custos de marketing mais elevados para esses lançamentos, o aumento das despesas relacionadas ao streaming e a aquisição da FuboTV pressionaram a rentabilidade do segmento. O lucro operacional no setor de entretenimento caiu 35%, para US$ 1,1 bilhão, no trimestre encerrado em 27 de dezembro.
Em nível de grupo, o lucro operacional total do segmento caiu 9%, para US$ 4,6 bilhões. A Disney afirmou que a queda se deveu principalmente a uma disputa contratual com o YouTube TV, que resultou na interrupção temporária dos canais da Disney na plataforma. A interrupção reduziu os lucros em cerca de US$ 110 milhões, com o impacto sendo sentido com mais intensidade nos negócios esportivos da empresa.
Apesar desses desafios, o CEO Bob Iger disse estar “satisfeito” com o início do novo ano fiscal da empresa, à medida que a atenção se volta cada vez mais para o planejamento de sucessão na cúpula do grupo.
Segundo uma reportagem do Wall Street Journal, citando fontes familiarizadas com o assunto, Iger teria dito a pessoas próximas que pretende deixar o cargo e reduzir seu envolvimento diário antes do término de seu contrato, em 31 de dezembro. O WSJ também informou que o conselho da Disney deve se reunir em breve para votar em seu sucessor, com diversos veículos de comunicação apontando Josh D’Amaro, presidente da divisão de experiências, como o principal candidato.
As ações da Disney, que afirmou esperar um crescimento de dois dígitos nos lucros ajustados por ação no ano fiscal de 2026, subiram nas negociações pré-mercado nos EUA nesta segunda-feira. A Walt Disney também é negociada na B3 por meio da BDR (BOV:DISB34).
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