
O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (05/02) com avanço consistente, apesar da volatilidade ao longo da sessão e do desempenho negativo dos principais índices acionários dos Estados Unidos. O índice mostrou força própria, sustentado por fluxo financeiro robusto e seletividade do investidor.
O volume financeiro alcançou R$ 25,1 bilhões, acima da média móvel dos últimos 50 pregões, evidenciando maior participação de investidores — com destaque para o capital estrangeiro. O desempenho também se distanciou do mercado futuro, que apresentou oscilações mais intensas ao longo do dia, refletindo ajustes técnicos e estratégias de hedge.
O ambiente doméstico e internacional trouxe elementos de cautela, mas sem comprometer o apetite por risco. No Brasil, declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre investigações no sistema financeiro, mudanças na jornada de trabalho e articulações diplomáticas geraram ruído pontual, porém limitado.
No exterior, o fortalecimento do dólar e o avanço do índice DXY sinalizaram postura mais defensiva dos investidores globais. Já a China pressionou o mercado de commodities metálicas, com queda do minério de ferro diante do aumento de estoques e da desaceleração da demanda antes do Ano Novo Lunar.
Entre os principais vetores positivos do dia estiveram o balanço considerado sólido do Itaú Unibanco e a continuidade do forte fluxo estrangeiro para o mercado à vista. O saldo acumulado de capital externo já é expressivo no início do ano, reforçando a percepção de atratividade relativa dos ativos brasileiros.
Esse movimento ajudou a neutralizar pressões externas e deu sustentação ao índice, especialmente nos papéis de maior liquidez.
As maiores altas percentuais ficaram concentradas em empresas ligadas ao ciclo doméstico, como MRV Engenharia, Vamos e Cury Construtora, refletindo maior apetite por ativos sensíveis à economia interna.
Na contribuição em pontos para o Ibovespa, lideraram Itaú Unibanco, Axia Energia e B3, enquanto o ranking de ações mais negociadas foi dominado por Itaú, Petrobras e B3, evidenciando busca por liquidez e nomes consolidados do mercado.
O mercado de juros futuros apresentou comportamento misto. Os vértices curtos da curva recuaram, indicando ajustes nas expectativas de política monetária, enquanto os prazos mais longos avançaram, incorporando prêmios de risco fiscal e incertezas políticas.
Os contratos de DI oscilaram ao longo do dia, acompanhando o movimento do dólar e a leitura cautelosa do cenário macroeconômico. A inclinação da curva reforça um mercado dividido entre alívio de curto prazo e cautela estrutural no horizonte mais longo.
QUER SABER COMO GANHAR MAIS?
A ADVFN oferece algumas ferramentas bem bacanas que vão te ajudar a ser um trader de sucesso
- Monitor - Lista personalizável de cotações de bolsas de valores de vários paíeses.
- Portfólio - Acompanhe seus investimentos, simule negociações e teste estratégias.
- News Scanner - Alertas de notícias com palavras-chave do seu interesse.
- Agenda Econômica - Eventos que impactam o mercado, em um só lugar.
Recursos principais